O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

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Por que trabalhar o lúdico na Educação Infantil? – Ora, a vida se bem vivida é lúdica. Ou seja, se estamos bem somos felizes. A criança vê o mundo de maneira lúdica: cantando, dançando, brincando. Existe forma mais prazerosa de aprender?

Sabemos que a relação entre o brincar e o desenvolvimento é um ponto fundamental, no qual o brinquedo atua como criador de uma zona de desenvolvimento proximal, na medida em que torna possível, por meio do suporte imaginário, que a criança haja de forma além.

No brinquedo a criança é capaz de agir num grau de transição entre os objetos “concretos (um cabo de vassoura) e o abstrato (cavalo de pau)”. (FERREIRA, http://www.unesp.com.br). Observa-se uma operação que, iniciada com significado de coisas, se transfere para o significado das ideias. Ainda conforme Ferreira:  “A capacidade de substituir um objeto (concreto) por outro (abstrato), e uma ação por outra, contribui para estabelecer as possibilidades de fazer escolhas conscientes”. (VYGOTSKY, 1991, p. 117), nos ensina que “do comportamento habitual de sua idade: no brinquedo é como se ela fosse maior do que é na realidade. Como no foco de uma lente de aumento, o brinquedo contém todas as tendências do desenvolvimento sob forma condensada, sendo, ele mesmo uma grande fonte de desenvolvomento”.

A imaginação como função base da consciência, da subsídios à criança para que possa resolver os conflitos que surgem em seu dia a dia. Ou seja, aquilo que lhe é irealizável por ser criança, na brincadeira através da imaginação, ela torna realizável. No ato do brincar, a criança pode ser motorista, pode ser pai, a mãe, o professor, etc. E isso, naturalmente, desenvove o pensamento lógico. Aprender a pensar por si só, ser criativo, é fator determinante ao pleno desenvolvimento intelectual da criança.                                                                                            Nas brincadeiras: amarelinha, pega-pega, na dança, entre outras, os pequenos desenvolvem a motricidade, além do conceito de espaço e regras. Perceba que o aprendizado das “regras” é muito importante, pois, afinal, os infantes estão sendo educados para viver em sociedade e, toda sociedade tem suas regras, leis a serem obedecidas.                                                                                                         Essas regras aprendidas nas brincadeiras, também podem ajudar na indisciplina existente nas salas de aula, para as crianças consideradas “normais” e também para os pequenos com algum tipo de transtorno psíquico. Dirce Saléh aborda muito bem essa questão em seu livro: Vamos Colorir a Escola. Vale lembrar , porém, que a falta de limites, não pode ser confundida  com TDAH – Transtorno do Déficiti de Atenção e Hiperatividade. Muitas crianças com dificuldade de aprendizagem, por falta de limites – descumprimento de regras, são confundidas com indivíduos que sofrem de algum transtorno; TDAH, Autismo, Condutas Tipicas.                                                                                                                 Percebe-se, portanto, a importância do lúdico em todas as suas vertentes: dança, contação de histórias, musicalização, parlendas, o brincar no parque, na areia (chão), os jogos de faz de conta… como fundamentais ao desenvolvimento integral da criança. Para (FREIRE, 2002, p. 69), “O jogo como desenvolvimento infantil, evolui de um simples jogo de exercícios, passando pelo jogo simbólico e o de construção, até chegar no jogo Social[…].”                                                             Em uma escola da cidade, fui convidado para ouvir um advogado, Especialista em Direitos da Criança.  – Dizia em seu discurso: “no meu tempo de criança a professora usava uma metodologia muito simples para nos educar (a psicologia do puxão de orelha, puxão de cabelo e, em casa os pais usavam a psicocinta, vara de goiaba)”. Que bom que dessas práticas serem proibidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei 8069/90). O nobre defensor do direito fazia, então, uma analogia entre a educação do século XX e XXI. Violência gera violência, melhor usar a ludicidade. O/A professor (a), como mediador do conhecimento, cabe criar técnicas, meios, para que o aluno aprenda. Não se apegar a uma só forma, metodologia  de ensino.

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