SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA PROVA BRASIL

Interpretação de texto com auxílio de materiais gráficos

Bloco de Conteúdo: Língua Portuguesa
Conteúdo Leitura
Introdução
A designação material gráfico diverso abrange um conjunto variado de textos nos quais a linguagem não-verbal está sempre presente (associada ou não à linguagem verbal). Nesse conjunto encontram-se, por exemplo, propagandas, tiras, charges, fotos, desenhos, esquemas, gráficos e tabelas. Este tipo de assunto é um dos temas da Prova Brasil.
Conteúdo relacionado
Objetivos
• Obter informações a partir de gráficos.
• Comparar dados de gráficos distintos, mas com afinidade temática.
• Tirar conclusões a partir dos dados levantados.
Conteúdo
Leitura de material gráfico diverso

Anos
8.º e 9.º anos
Tempo estimado
2 ou 3 aulas
Material necessário
• Cópias do material gráfico publicado no jornal Folha de S. Paulo de 20 de novembro de 2007, p. C5: gráficos sobre a desigualdade racial na mortalidade.
• Cadernos
• Lápis
Folha de São Paulo
Desenvolvimento
1ª etapa
Inicie a atividade explicando aos alunos que eles farão um exercício de leitura e que o texto que será objeto desse exercício inclui a linguagem não-verbal. Verifique as hipóteses dos alunos para o tipo de texto que receberão e aproveite para avaliar seu conceito a respeito das modalidades verbal e não-verbal. Se necessário, esclareça.
2.ª etapa
Apresente os textos e pergunte à classe de que tipo de material gráfico se trata. Se for necessário, ajude a estabelecer a diferença entre tabela, esquema e gráfico, mencionando exemplos do cotidiano (tabela de jogos de um campeonato esportivo, esquema da transmissão de um vírus, gráfico do desmatamento no Brasil etc).
Estimule a classe a refletir sobre a função de materiais gráficos como esse, indagando: em que suportes eles costumam circular? Eles costumam constituir um texto isolado ou acompanham outros textos? Qual sua importância?
Chame a atenção da turma para a referência bibliográfica do material em questão e explique que ele acompanha uma notícia publicada no jornal sobre os resultados de um levantamento feito por dois pesquisadores.
3.ª etapa
Após o primeiro exame do texto pelos alunos, esclareça eventuais dúvidas a respeito dos termos nele empregados. Convém deixar claro que as “causas externas” reúnem, além de homicídios, acidentes e outras causas não-naturais. As “causas mal definidas” indicam uma imprecisão no atendimento médico. O grupo designado por “negros” inclui pretos e pardos.
4.ª etapa
Ainda em uma leitura coletiva, proponha questões sobre os elementos básicos de um gráfico: quem o produziu, o que ele investiga e quantifica e que título lhe foi atribuído. Isso é importante para que os alunos percebam o que devem levar em conta na primeira abordagem desse tipo de texto, a fim de realizarem leituras semelhantes de forma autônoma.
Sugestões
a) Qual a fonte do material gráfico publicado no jornal? O que se pode afirmar a respeito de sua credibilidade?
b) Os gráficos presentes nesse material apresentam o resultado de que investigação?
c) Você julga que os responsáveis por essa investigação tinham uma hipótese a ser confirmada?
d) Qual é o título geral do material gráfico? Esse título antecipa uma avaliação dos resultados apresentados?
e) Quais os títulos específicos das duas partes do material gráfico?
Aproveite para ver se os alunos identificam a frase “Homicídios e acidentes matam mais negros do que brancos” (na parte superior do texto) como um elemento estranho à estrutura desse tipo de material gráfico, por emitir uma interpretação dos dados apurados. Convém também certificar-se de que eles compreendem as siglas UFRJ e SUS, mencionadas na fonte do material gráfico.
5.ª etapa
Solicite aos alunos que formem trios de trabalho. Eles devem registrar em seus cadernos algumas constatações a partir do exame dos dados presentes nos gráficos. Se necessário, sugira um exemplo, dentre os que se seguem:

a) Entre os homens, os negros morrem mais por homicídios, e os brancos, por doenças.
b) De 1999 a 2005, cada vez menos mulheres brancas morriam por problemas no parto e cada vez mais negras morriam por esse motivo.
c) Os negros (homens e mulheres) e as mulheres brancas tiveram a mesma taxa de aumento na morte por HIV/Aids.
d) As mortes por causas mal definidas são mais expressivas entre os negros.
Peça que cada grupo apresente suas observações. Se houver alguma que não se justifica pelos gráficos, ajude o grupo a rever sua conclusão.
Avaliação
Durante a leitura compartilhada, analise o grau de dificuldade da turma em relação a esse tipo de material gráfico. Ao longo da apresentação dos grupos, analise a pertinência das observações feitas.
Além disso, proponha que os grupos respondam por escrito à questão seguinte: Depois de examinar os gráficos e de refletir sobre o que eles apresentam, que explicação você julga haver para a diferença entre as causas predominantes na morte de negros e as predominantes na morte de brancos? Examine posteriormente as respostas dadas e avalie se os alunos fizeram inferências desejadas, abordando questões econômicas, sociais e históricas.
O diagnóstico obtido por esses três instrumentos vai nortear com que frequência a atividade com material gráfico diverso deve ser proposta.
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Ensine a turma a fazer relações entre textos com opiniões diferentes

Bloco de Conteúdo Língua Portuguesa
Conteúdo Produção de textos
Mais sobre textos jornalísticos
Objetivos
• Identificar posições distintas relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
• Identificar argumentos empregados na sustentação de um ponto de vista.
• Avaliar a pertinência dos argumentos apresentados.
• Produzir uma carta do leitor sobre uma matéria jornalística.
Conteúdos
• Leitura de textos argumentativos.
• Produção de texto argumentativo.
Anos
8º e 9º
Tempo estimado
Cinco aulas.
Material necessário
• Cadernos.
• Folha pautada para produção de texto.
• Lápis.
• Cópias dos dois textos de especialistas publicados no jornal O Estado de São Paulo de 27 de janeiro de 2008 na seção “A questão é”.
VOCÊ É A FAVOR DA PROIBIÇÃO DE JOGOS
ELETRÔNICOS COM TEMAS VIOLENTOS?
SIM – Se queremos combater a violência, temos que lidar também com suas causas e uma delas pode ser esse tipo de jogo eletrônico. Por propiciar uma participação ativa do jogador na criação da violência, a influência que ele exerce sobre as pessoas é muito maior que a de filmes ou programas de televisão, por exemplo. Existem pessoas que são mais suscetíveis a essa influência. Aquelas com personalidade limítrofe ou compreensão limitada podem confundir jogo e realidade. Como crianças que assistem ao desenho do Homem-Aranha e depois agem como se realmente fossem o super-heroi. Todos nós – mesmo os considerados normais – interiorizamos essa violência, ainda que de forma controlada. Mas em uma situação em que nosso controle é diluído, com o uso de álcool ou drogas, por exemplo, um comportamento agressivo pode aflorar. Uma sociedade tolerante à violência como a brasileira, em que há muita impunidade, é um complicador. Mesmo sem uso de drogas o jovem pode se tornar violento por acreditar que vá ficar impune.

Içami Tiba, psiquiatra e educador

NÃO

– Sou contra, pois não acredito que esses jogos, por si mesmos, gerem violência. Quando o Counter-Strike foi lançado, em 2000, levantou-se essa mesma polêmica e, oito anos depois, não se percebeu aumento da agressividade associado ao jogo. A forma lúdica de lidar com a violência, brincadeiras que envolvem uma dicotomia entre bem e mal são anteriores à era eletrônica. Há muito tempo que as crianças brincam de polícia e ladrão e o fato de uma pessoa interpretar um bandido não quer dizer que ela seja má ou vá se tornar má. É verdade que o jogo eletrônico desperta uma série de sensações no usuário, pois os gráficos têm um realismo muito grande. É quase como vivenciar aquilo na vida real. A forma como a pessoa vai reagir a esse estímulo varia, mas o que percebemos é que, em geral, a utilização do jogo é muito mais catártica, ou seja, funciona como uma válvula de escape que permite vivenciar um conteúdo violento, num ambiente de simulação seguro. Acaba sendo algo saudável. Além disso, a proibição contribui para despertar a curiosidade e tornar o proibido ainda mais atrativo.

Erick Itakura, núcleo de pesquisa da psicologia em informática da PUC-SP
Desenvolvimento
1ª etapa
Inicie a atividade propondo aos alunos que escrevam uma carta para a Seção “Carta do Leitor”, mantida por um jornal da cidade. A correspondência deve expressar a opinião do aluno sobre uma matéria que o jornal publicou e que lhe diz respeito: a recente proibição de jogos eletrônicos com temas violentos sob a alegação de que poderiam prejudicar a formação dos adolescentes. Explique que, para escrever sua carta ao jornal, eles devem antes ler e analisar a matéria mencionada, que apresenta a opinião de dois especialistas.
2.ª etapa
Apresente os textos do jornal e peça que façam uma leitura individual.

3.ª etapa
Solicite aos estudantes a formação de grupos em trios. Eles deverão identificar os quatro argumentos que o autor do texto “SIM” empregou para justificar a concordância com a proibição.

4.ª etapa
Convide um grupo a apontar um argumento, em seguida outro até que os quatro argumentos tenham sido identificados. Verifique se os alunos reconheceram os seguintes pontos:
1) No caso dos jogos eletrônicos, o jogador tem uma participação mais ativa na construção da violência do que a que ocorre quando ele assiste à TV.
2) Algumas pessoas são mais propensas a confundir jogo e realidade e podem se deixar influenciar pelo conteúdo violento do jogo.
3) Mesmo que de forma controlada, as pessoas interiorizam a violência presente nos jogos eletrônicos e, em momentos em que o autocontrole está comprometido, um comportamento agressivo pode aflorar.
4) A pessoa pode manifestar-se de forma violenta por julgar que ficará impune.

5.ª etapa
Estimule os alunos que concordam com o primeiro argumento a manifestar-se oralmente. Eles podem reforçar a ideia com exemplos e outros dados. Em seguida, identifique os que discordam do primeiro argumento e peça que se manifestem, apresentando fatos que rebatam esse conteúdo. Repita o procedimento com os demais argumentos. Avalie se a classe reconhece que o argumento 4 ultrapassa a questão dos jogos eletrônicos. Se necessário, auxilie a classe a chegar a essa conclusão.
6.ª etapa
Aproveitando os trios formados anteriormente, peça que seus componentes identifiquem em conjunto os quatro argumentos empregados pelo autor do texto “NÃO”.
Convide os grupos que não se manifestaram a apontar um argumento cada um. Verifique se eles reconheceram os seguintes pontos:
1) O jogo Counter-Strike, lançado em 2000, não acarretou um aumento de violência nos oito anos que se seguiram.
2) A forma lúdica de lidar com a violência é anterior à era eletrônica e não torna uma pessoa violenta.
3) O jogo eletrônico conta com um realismo muito grande, o que permite vivenciar a situação de violência em um ambiente seguro de simulação, assim ele funciona como uma válvula de escape.
4) A proibição desperta a curiosidade pelo proibido.

7.ª etapa
Repita o procedimento indicado na 5.ª etapa. Também aqui avalie se a classe compreende que o quarto argumento ultrapassa a discussão do videogame considerado violento, abrangendo proibições em geral.
8.ª etapa
Neste momento, você vai conduzir os alunos a um aprofundamento da análise dos dados levantados. Isso é possível porque, além das posições explicitamente antagônicas em relação à proibição de certos jogos eletrônicos, os dois textos apresentam posições divergentes em relação a um mesmo argumento. Em outras palavras, seus autores se utilizam da mesma ideia para justificar posições contrárias. Para ajudar os alunos nessa interpretação, indague: o que cada autor defende a respeito da relação entre realidade e fantasia?
Verifique se a classe chegou às conclusões abaixo:
– Autor do texto “SIM”: julga que a fantasia pode ser confundida com a realidade e que a violência presente no jogo pode interferir na vida.
– Autor do texto “NÃO”: julga que, na esfera lúdica, a fantasia não se confunde com a realidade, citando o exemplo de brincadeiras como “polícia e ladrão”.

9.ª etapa
Retome a proposta inicial da carta ao jornal. Lembre os alunos de que eles devem fazer referência à matéria já publicada, expressando seu ponto de vista em relação a ela. É possível acrescentar novos argumentos.
Avaliação
Organize uma tabela com alguns tópicos que permitem avaliar a produção escrita com a relação dos nomes dos alunos. Você pode avaliar se o ponto de vista do aluno é claro; se ele o sustentou com argumentos significativos; se o texto é coeso. Priorize apenas alguns quesitos nesta atividade. À medida que ler os textos, assinale se o tópico analisado não foi atingido conforme o desejável por cada um.
Ao final, a tabela permitirá um diagnóstico. Com base no que ela revelar, você pode propor atividades semelhantes ou a reelaboração da mesma atividade.

Como identificar efeitos de ironia ou humor em textos

Bloco de Conteúdo: Língua Portuguesa
Conteúdo: Leitura
Objetivos
Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
Ler e interpretar piadas.
Usar sinais de pontuação para produzir sentidos.
Mais sobre gêneros
Conteúdos  Elementos estruturantes do gênero piada.
Pontuação expressiva.
Anos
8º e 9º anos.
Tempo estimado
5 aulas.
Material necessário
Cópias de piadas, tirinhas, crônicas curtas e engraçadas, previamente selecionadas
Cadernos ou folhas avulsas de papel
Desenvolvimento
1ª etapa
Separe a turma em duplas e forneça a cada aluno uma piada para que seja lida em silêncio. Peça à turma que observe a pontuação e pense na entonação do texto. A piada é um gênero textual que, em geral, aborda temas proibidos ou “politicamente incorretos”. Por isso é decisivo que você escolha as piadas que serão trabalhadas na aula, evitando situações constrangedoras. Consultando alguns livros e sites, é possível preparar um bom repertório de piadas para essa atividade. Aqui estão algumas sugestões:
Livros
– POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análise linguísticas de piadas. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1998.
– NUNES, Max. Uma pulga na camisola: o máximo de Max Nunes. São Paulo: Cia da Letras, 1996.

2ª etapa
Depois de se familiarizarem com o texto, peça aos alunos que contem ou leiam a piada ao parceiro. É muito importante que você acompanhe o ensaio das duplas que tenham mais dificuldade de executar a tarefa.
3ª etapa
Cada um conta ou lê a piada que ensaiou na dupla para a classe. Atenção: a boa oralização é condição essencial para o sucesso da piada. Por isso ela é etapa posterior da leitura silenciosa, da compreensão do texto e do ensaio com o parceiro.
4ª etapa
Depois de todas as piadas contadas, peça à turma que escolha as dez mais engraçadas. Analise com a classe o que as faz tão divertidas. Aponte nelas jogos de linguagem, a falta de lógica, o inusitado, os desvios e as distorções do padrão, o duplo sentido, as amplificações comuns aos textos cômicos. Esse tipo de análise aguça o espírito crítico do aluno e torna-o mais consciente das estratégias linguísticas para produção de sentidos.
5ª etapa
Escreva uma nova piada na lousa, mas retirando todos os sinais de pontuação. A tarefa dos alunos é descobrir os sinais de pontuação adequados para a entonação correta da piada. Atenção: durante a correção dos exercícios, pondere com os estudantes as alternativas possíveis de pontuação para cada caso. Eles devem perceber que o sentido do texto mudará de acordo com as respostas da classe.
6ª etapa
Em que situações somos irônicos? Peça aos alunos que relatem situações em que a ironia está presente, ou seja, quando falamos uma coisa, querendo dizer outra. Por exemplo, quando diante de uma situação horrível se diz: “Que beleza!”
7ª etapa
Agora é a hora de pedir para a turma escrever as situações irônicas que relataram. Pergunte a eles como conseguiram passar para a linguagem escrita a entonação, os gestos e a expressão facial usados nas situações relatadas.
8ª etapa
No final, debata com os alunos o que há por trás do pensamento irônico. Há opinião ou algum tipo de crítica por trás da ironia? Depois os estudantes deverão escrever a síntese do que foi discutido. Afinal, como a ironia nos faz pensar?
Avaliação
Selecione textos de gêneros diferentes (tirinhas, piadas, pequenas crônicas engraçadas) e proponha aos alunos que reconheçam os efeitos de ironia ou humor causados por expressões diferenciadas (que podem ou não estar assinaladas), utilizadas no texto pelo autor, ou, ainda, pelo uso de pontuação e notações.
A ideia é avaliar o grau de consciência do aluno em relação às estratégias linguísticas – jogos de linguagem, a falta de lógica, o inusitado, os desvios e as distorções do padrão, o duplo sentido, as amplificações – que geram o efeito cômico.
Discuta com a turma as repostas, refletindo como as expressões ou os sinais de pontuação podem distorcer a ponto de gerar ironias. É interessante que o estudante perceba a função do sinal de pontuação para a compreensão do texto.

Editoriais de jornais – marcas linguísticas de locutor e interlocutor

Bloco de Conteúdo: Língua Portuguesa
Conteúdo: Leitura
Objetivos
Refletir sobre acontecimentos locais, nacionais e internacionais
Estabelecer relações entre gêneros jornalísticos dentro de um jornal
Reconhecer marcas linguísticas de locutor e interlocutor em editoriais de jornal
Praticar a escrita de editoriais com diferentes registros linguísticos
Conteúdos específicos : Variantes linguísticas
Gêneros jornalísticos
Anos 5º ao 9º
Tempo estimado 15 aulas
Material necessário
– Jornais recentes, sendo que ao menos um deles tenha as notícias organizadas em cadernos, como os de grande circulação.
– Originais e cópias de notícias de jornais que sejam polêmicas e com temáticas próximas dos alunos.
– Originais e cópias de editoriais que tragam temáticas ao mesmo tempo polêmicas e próximas dos alunos, retirados de jornais que tenham públicos-alvo diferentes. Se possível, que sejam sobre um mesmo assunto.
Desenvolvimento
Preparação
Com uma semana de antecedência, peça aos alunos que acompanhem os noticiários e, durante esse período, estimule-os a reportar, na sala, as notícias que estejam vendo.
1ª etapa
Ao iniciar as atividades em sala, convide os alunos para falar sobre os acontecimentos locais, do Brasil e do mundo, que os jornais publicaram como notícias ou reportagens. A ideia não será apenas buscar informações, mas também discutir os assuntos desses textos. Em seguida, mostre à sala os cadernos do jornal, chamando a atenção para seus títulos. Pergunte aos alunos quais notícias recentes, a partir dos noticiários que viram, poderiam ser publicados em cada editoria do jornal. Organize essas informações na lousa e peça para anotarem.
2ª etapa
Leia para os alunos uma das notícias que você trouxe. Então, com perguntas como: “o que acham?” ou “quem é a favor disso?”, promova um pequeno debate e ajude-os a perceber os temas que podem ser discutidos a partir daquela notícia. Mostre também que, quando discutimos um tema, começamos a tomar posicionamentos e a tentar defender nossas opiniões. Em seguida, apresente as outras notícias que você trouxe e, a partir do título de cada uma, discuta em qual dos cadernos de um jornal elas poderiam ter sido publicadas. Comente também, rapidamente, a presença de elementos como subtítulo, nome do autor do texto, foto e legenda, entre outros. Lembre-se que todas essas notícias devem ser mostradas em seus suportes originais, ou seja, a própria folha do jornal. Isso é importante para os alunos tomarem contato com a diagramação original do veículo, o que pode suscitar reflexões como o maior ou menor destaque dado à notícia, a presença de propagandas e as relações entre esses e outros elementos no corpo da página. Por motivos práticos, no entanto, a página pode ser cortada para a confecção das cópias.
Divida, então, a sala em grupos de 3 ou 4 alunos e divida as notícias entre eles. Depois de ler o texto, os grupos deverão fazer uma lista de temas que possam ser discutidos a partir daquela notícia e, além disso, formular o posicionamento do grupo com relação a um dos temas. No final, cada grupo apresenta para a sala sua notícia, os temas e os posicionamentos.
3ª etapa
Explique aos alunos que os jornais também costumam ter uma parte dedicada a textos de opinião e que, entre eles, há os editoriais, que apresentam a opinião da empresa responsável pelo jornal. Mostre, em veículos diferentes, onde eles são publicados. Depois, distribua aos alunos cópias de dois editoriais de jornais que tenham públicos-alvo de diferentes níveis de renda, e que, se possível, sejam sobre um mesmo assunto. Peça para os alunos lerem e, depois, faça uma leitura compartilhada dos textos para levantar, com a turma, elementos como: de que notícia os editoriais tratam, que posicionamentos assumem e como os defendem.
Em seguida, pergunte aos estudantes se eles perceberam diferenças na escrita de cada um dos editoriais. Faça junto com a turma um levantamento dos recursos de linguagem presentes em cada texto, como: nível de formalidade das expressões e do vocabulário; uso de palavras mais técnicas, próprias do assunto tratado ou de termos mais populares; presença ou não de registro próximo da oralidade; uso de frases longas ou curtas. Crie um quadro com itens como esses, onde também apareçam exemplos de usos de cada um dos textos.
No caso dos editoriais, uma sugestão é apresentar como exemplos um do jornal Folha de S. Paulo e o outro do jornal Agora São Paulo. O interessante é perceber que ambos pertencem à mesma empresa, o Grupo Folha, o que pode permitir a discussão de questões a respeito da imagem que tem de seus interlocutores em cada jornal e sobre se há relação entre o posicionamento defendido no editorial de cada publicação e o público ao qual cada jornal se destina. Uma sugestão é analisar a cobertura da morte de Michael Jackson
4ª etapa
Ajude a turma a perceber, também, as semelhanças entre os dois textos, como a ausência do nome do autor e de uso de primeira pessoa. Discuta essas características para buscar hipóteses que as justifiquem. Registre na lousa e peça que os alunos também anotem as conclusões a que chegaram. Traga para a sala outros exemplos de editoriais que possam comprovar as características percebidas.
5ª etapa
Coloque, agora, os alunos na posição de redatores de editoriais de um jornal popular. Traga para a sala um editorial de um veículo voltado para um público mais escolarizado e peça-lhes que reescrevam o texto em versão popular. A atividade inversa também é possível.
Avaliação
Além de observar o envolvimento dos alunos em todo o processo, revise os textos com atenção a se os alunos assimilaram a estrutura do gênero e as marcas linguísticas que caracterizam sua produção levando em conta cada público leitor.

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