PNEU FURADO

(Luís Fernando Veríssimo)

 

O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé, ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha. Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo: “Pode deixar”. Ele trocaria o pneu.

– Você tem macaco? – perguntou o homem.

– Não – respondeu a moça.

– Tudo bem, eu tenho – disse o homem. – Você tem estepe?

– Não – disse a moça.

– Vamos usar o meu – disse o homem.

E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça. Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar. Dali a pouco chegou o dono do carro.

– Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.

– É. Eu … Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.

– Coisa estranha.

– É uma compulsão. Sei lá.

  1. Qual o equívoco (engano) que se percebe na crônica Pneu furado?

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2) Por que você acha que o homem quis trocar o pneu do carro, sem que ninguém lhe pedisse ajuda?

 

3) Alguns enganos como este podem acontecer conosco. Pense nesta crônica do Luiz Fernando Veríssimo e escreva algum acontecimento engraçado que aconteceu com você ou com alguém que você conhece.

 

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3 comentários sobre “PNEU FURADO

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