MODELO DE RELATÓRIO GRUPAL

Relatório grupal – Jardim 2

 

Com grandes desafios e muitas conquistas, chegamos ao fim de nosso ano letivo satisfeitos, onde podemos nos certificar de todo o conhecimento construído, avaliando nosso trabalho.

Diversas atividades foram realizadas visando o desenvolvimento da linguagem oral, e a reflexão de como se escreve, ou seja, aprender pelo prazer!

Cruzadinhas, listas, textos, análises de palavras, ditados, escrita espontânea, enfim.. mil maneiras de se pensar como refletir a escrita… como se chega lá!

Para aprender a escrever, deve-se primeiro entender como este processo funciona.

 

Hora da conversa, músicas, parlendas, rodas cantadas, versinhos, histórias infantis, pesquisas, listas, dramatizações, relatos de fatos do dia-dia, enfim, tudo para trazer á criança, uma escola em que ela se identificasse algo concreto e real!

 

Aprendemos 78 músicas, 30 parlendas, 5 cirandas folclóricas, 2 brincadeiras de mãos e 1 de copos.

Senti-me ainda mais confiante e segura daquilo que estava fazendo quando a mãe do aluno Lucas me disse que o que ele aprendeu de músicas e parlendas em apenas 3 meses, ele não havia aprendido em 1 ano na outra escola. A mãe da Riandra me disse que ficava muito feliz quando sua filha lhe chamava para ensinar mais uma parlendinha nova.

 

A partir deste momento decidi incluir a família também nesta aventura, como?

Criamos um caderninho de músicas, que conteria as letras das músicas, CDS atualizados periodicamente, contendo as musiquinhas que fôssemos aprendendo diariamente. Criamos a capa e os combinados de quem levaria o livro e ficou decidido que a capa seria um desenho das músicas preferidas de cada um.

Aproveitando o sucesso do livro de músicas, e a inauguração do nosso projeto de leitura da Biblioteca Circulante, propus criar um livro de parlendas com uma proposta diferente: O aluno “junto com sua família” iria ilustrar uma parlenda escolhida por ele e no final, a turminha do jardim 2 iria doar o livro para a biblioteca da escola.

 

O Sucesso foi tão grande, que se refletiu na responsabilidade das crianças em entregar tudo em dia e em ordem;

 

O resultado se mostrou na felicidade das crianças, dos pais, e no reflexo de responsabilidade ao levar os livros da biblioteca circulante.

 

Aproveitando o sucesso da biblioteca Circulante, realizamos a leitura diariamente, não só de livros com figuras, mas de diferentes tipos de textos: Bulas, receitas, manuais, jornais, histórias sem figuras, assim as crianças puderam saber que existem várias maneiras de se escrever!

Como funciona a hora da leitura????

Crio um clima antes de ler o conto ( explico que o tipo de texto é, sem figuras, que fala de bichos, de fadas, de alimentos etc.), acendo um incenso de melancia para criar a memória olfativa. Digo que ao contar até dez iremos entrar no mundo da imaginação, onde tudo é possível, (os animais falam, os mágicos fazem coisas que até Deus duvida), e aí então começo a história. Gravei um cd só de trilhas de cinema, onde suspense, terror, comédia oferecem aquele clima pra história. Para sair do mundo da imaginação faz-se contagem regressiva e apaga-se o incenso, tornando o momento mágico e único. Dia desses esqueci de fazer esta contagem e o aluno Jean disse-me com olhar preocupado: “ professora, nós não vamos sair do mundo da imaginação?”…

Uma passagem bem interessante foi quando li um texto no jornal de uma senhora que havia perdido o marido, mas as crianças só foram saber disso no final. Ao ler o texto, caprichei na entonação, tentei externar a sensação da escritora, e no final, percebi o Hemerson com os olhos vermelhinhos… ele havia chorado!

Perguntei a eles o que tinham sentido ao ouvir o texto, e a Débora respondeu que era uma tristeza muito grande, o Carlos Eduardo me disse que não era para eu ler mais histórias tristes, o Jean disse: “credo pro, minha mãe também ficou triste quando meu pai morreu”.

Não é esse o objetivo da leitura? Fazer com que sintamos, nos identifiquemos, vivamos uma outra vida?

 

Realizei três atividades interessantes recorrentes de duas histórias: Dona Baratinha e A galinha Ruiva.

Aproveitando o texto (receitas) fizemos um bombom da galinha ruiva e eles colocaram na caixinha pintada e decorada por eles e levaram para casa. Aproveitei o texto para trabalhar a matemática e para atividades de ditado. Foi uma festa, todos interagiram com o projeto, inclusive o aluno Mateus que tinha alguns problemas em querer fazer as atividades em sala, disse que “não queria ser preguiçoso igual ao patinho e o porquinho”.

 

Da história da baratinha, fizemos uma máscara da Baratinha e do senhor Ratão e dramatizamos a situação da Baratinha em duplas. O interessante foi perceber os diálogos: o aluno João Lucas que é muito tímido, mesmo falando baixinho, realizou um dialogo muito rico com a ajuda da sua parceira Ana Laura. “Se você quiser casar comigo nós vamos viajar muito”…

 

Como a Dona Baratinha achou uma moedinha, comprou um laço e guardou o restante, resolvi aproveitar o momento e iniciar o tema educação financeira com eles. Criamos um porquinho-cofre de sucata ( bexiga, papel, cola), e combinei com as crianças e os pais que toda moedinha que as crianças ganhassem seria guardada no cofrinho. Dentro de um mês, eles trariam o porquinho na escola e comprariam livrinhos.

 

Aproveitei o projeto da biblioteca e o interesse deles pelos livros, com o objetivo de ensiná-los a poupar.

Tenho que ser sincera que no começo pensei ter feito uma loucura. Será que alguma mãe iria ficar brava, será que eles iriam cuidar dos porquinhos?

 

Retirei as moedinhas de cada porco, contei, registrei, retirei um real, recoloquei o restante de volta ao porquinho, e pedi que o aluno fosse a estante previamente montada escolher dois livrinhos.

Eles estavam felizes, via-se pelos seus semblantes iluminados. A mãe da Libni disse que ela nem tinha dormido a noite de tão animada. Somente 3 alunos trouxeram cinqüenta centavos, e aconselhada pela minha diretora, não poderia dar os dois livros, senão a idéia de comprar seria equivocada, e o objetivo principal da atividade que era poupar, não seria atingido.

Perguntei então à turminha que poderíamos fazer para que os três amiguinhos pudessem levar mais um livro. Pedro Henrique, Pedro Siqueira e Jean na hora queriam comprar para eles, então propus uma vaquinha. Por fim todos levaram os dois livros, ao mesmo tempo em que aprendiam o valor da solidariedade e da amizade, sempre reforçando depois da atividade finalizada a importância de continuar poupando.

 

Encontrei também na internet, vídeos interessantes de um projeto chamado Pandalelê, sobre os jogos dramáticos e folclóricos, e apliquei intensamente

durante o ano. Brincadeiras de roda como “caminho de Viseu”, “abóbora faz melão”, “História da serpente” e outras cativaram as crianças e fizeram-me desenvolver um lado um pouco temido para mim: a expressão Corporal.

Pesquisei também brincadeiras de mãos e copos, e as crianças adoraram!

 

Realizamos juntamente com toda a escola, cantinhos de brincadeiras. Quinzenalmente seriam inseridos kits temáticos de brincadeiras e o primeiro tema foi escritório. A máquina de escrever foi a sensação da brincadeira, pois muitos nunca haviam visto máquina semelhante.

 

Aprendemos que todos temos nosso próprio conhecimento e que poderíamos ajudar nosso colega participando de atividades em duplas, os chamados agrupamentos produtivos, criamos até um livro de atividades da poesia A FOCA de Vinícius de Moraes.

 

Por falar em livros, escrevemos nosso próprio livro de brincadeiras resultante do projeto: “Cantos contos e brincadeiras”, que teve como objetivo resgatar as brincadeiras e brinquedos de antigamente.  Neste livro, recontamos as brincadeiras, a professora foi escrevendo e depois realizamos uma revisão destes textos, colocando palavras “mais bonitas”, e no final, ampliamos nosso vocabulário!

 

Aprendemos várias técnicas de artes, trabalhamos com os mais diversos tipos de tintas, e percebemos que o fazer arte, é uma questão de imaginação! É visível o grande interesse do grupo em relação á arte. Diariamente fizemos representações por meio de pinturas, desenhos, colagens, modelagens, construções, explorando diversos materiais e tonalidades.

 

Participamos de passeios com a escola e nos comportamos com muita educação e atenção, a professora ficou cheia de orgulho!

 

As crianças estão independentes, autônomas e se sentem confiantes e felizes na escola. Percebo que gostam do ambiente escolar, dos amigos, relacionam-se muito bem, não são agressivos, são solidários com os colegas e com a professora.

Hoje 90% da classe escreve seu nome, reconhece os nomes dos coleguinhas, já refletem como se escreve as palavras, seus sons, com que letras começam, e o que é melhor: “ não sentem medo de tentar”, pois sabem que todos nós temos nossas hipóteses de aprendizagem, e que graças á elas, o ser humano aprende a ler e a escrever.

 

Juntos compartilhamos cada momento, superamos obstáculos e ultrapassamos limites, isto é o que nos impulsiona á novos desafios.

Com certeza ficarão em nossas memórias grandes momentos em que vivenciamos neste ano e também as vitórias conquistadas.

 

Até o próximo ano,

Feliz Natal!

Prof.ª Vanessa

Emei

 

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