Diversidade sexual: violência e homofobia

1 INTRODUÇÃO

Homofobia e diversidade sexual é um tema que a sociedade mundial atualmente discute muito. Porém, o que exatamente dispõe tal tema? É o que vamos estudar neste texto. Lembrando que se trata de um texto subjetivo e acadêmico que não levará em questão as posições A ou B, apenas discorrerei sobre a aceitação ou não da sociedade e o que as leis brasileiras dizem sobre o tema em questão.

A desigualdade social, com certeza, é uma das principais culpadas pela não acessão das classes menos favorecidas e pela exclusão social dos mesmos. Nesse sentido, para Pochmann (2004): “No caso brasileiro, […] configura-se como marca inquestionável do desenvolvimento capitalista brasileiro. A escravidão, predominante durante mais de três séculos no país, apresenta-se como o regime de exclusão social por excelência.”

A exclusão é uma das piores formas de violência contra o ser humano. Em tempos remotos, as pessoas eram excluídas das sociedades onde viviam pelo simples fato de serem diferentes e, até hoje, as pessoas são classificadas ou qualificadas de acordo com a cor da pele, a religião, orientação sexual, grau de escolaridade, nível socioeconômico, entre outros. Pochmann, Marcio. Diz que “a velha exclusão continuava sendo a marca das regiões geográficas menos desenvolvidas, diante da permanência da baixa escolaridade, da pobreza absoluta no interior das famílias […].” (POCHMANN, 2004.).

Entretanto, não é somente nas classes sociais menos favorecidas que percebemos a violência contra o ser humano. Nas classes mais favorecidas economicamente também é visível tais preconceitos. A não aceitação da orientação sexual que alguns indivíduos escolhem, causa polêmica das mais diversas. Em muitos casos chega a violência estrema, como é o caso da homofobia. Grupos de pessoas que se acham superiores ou melhores que outros, se colocam em posição de julgamento decidindo o que pode ou o que não pode entre os integrantes de determinada sociedade.

2 DIVERSIDADE SEXUAL

Não há dados estatísticos que indiquem, com certeza, o número de indivíduos homossexuais no Brasil. Estima-se, entretanto, que seja em torno de 10% da população nacional. Nesse sentido, então, temos cerca de 20 milhões de indivíduos, homens ou mulheres, que optaram por orientações sexuais diferentes.

A diversidade sexual deve ser aceita como fator que independe da moral e da ética. Ou seja, não deve ser associada ou medida conforme comportamentos pré-concebidos ou impostos por determinados grupos “moralistas” ou religiosos. A orientação sexual de uma pessoa não define o seu caráter.

A Constituição Federal de 1988 prevê no art. 3º como objetivo fundamental da República Federativa do Brasil promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Portanto, o constituinte legalizou o “ser homossexual”, proibindo qualquer forma de discriminação, tendo em vista que a sexualidade humana é um bem jurídico importante por ser um atributo do ser humano que é irredutível, indominável, irreprimível, indeterminável (a não ser pela própria liberdade individual). Por isso, cabe ao poder público assegurar a toda pessoa o direito de expressar livremente a sua sexualidade, qualquer que seja sua orientação sexual. ”Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.” (Brasil, 1988.).

Resultados da pesquisa “Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil: intolerância e respeito às diferenças sexuais”, realizada pela Fundação Perseu Abramo em pareceria com a Fundação Rosa Luxemburgo Stiftung, mostra que um em cada quatro brasileiros tem preconceito contra pessoas LGBT. O estudo buscou captar as percepções da população sobre temas como preconceito e homofobia em relação a gays, lésbicas, travestis e transgêneros.

 3  LIBERDADE DE ESCOLHAS 

Vivemos em um País onde todos têm liberdade de escolhas. Ou seja, as pessoas são livres para escolher sua religião, orientação sexual… sem problemas algum.  É necessário o respeito à diversidade sexual e, em especial, aos princípios constitucionais de igualdade e da dignidade da pessoa humana. A Constituição Federal de 1988 garante isso:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; […]

III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; […].

Desta forma, a lei garante direitos e deveres iguais para todos. Porém, nem sempre é cumprido o que se determina. Ou por falta de conhecimento, informação, das pessoas ou por pura falta de ética. Quando a nos é imposta alguma coisa, que não queremos, isso fere nosso direito constitucional de liberdade de escolhas. Ou seja, é uma violência contra a pessoa.

Quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros. A sexualidade não admite opções, simplesmente é. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira. As pessoas são o que são, não podemos querer impor nossa maneira de ser, de sentir, como se todos fossem iguais. Seria o mesmo que empurrar “goela a baixo” nossas ideologias. O direito de escolhas é constitucional e, como seres  pensantes, criativos, todos somos livres para fazer nossas escolhas. Claro, desde que o espaço alheio seja respeitado.

4  ORIENTAÇÃO SEXUAL: ESCOLHA OU DOENÇA

Homossexualidade não é considerada uma doença pela medicina. Dessa forma, é apenas uma escolha, uma opção. É um direito de escolha de homens ou mulheres que sentem atração por pessoas do mesmo sexo. Atualmente os homossexuais estão se assumindo como tais como maior facilidade devido as próprias leis que os protegem em suas escolhas.

Porém a descriminação ainda é muito grande. A homofobia, caracterizada pela raiva, intolerância, perseguição ou discriminação aos homossexuais, existe no mundo todo. Para os grupos homofóbicos, gays lésbicas e travestis devem ser exterminados da face da terra.

A homossexualidade é um comportamento tão antigo e legítimo quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países fazem com o racismo.

Os que se sentem ofendidos pela presença de homossexuais na vizinhança ou em outros ambientes, que procurem dentro das próprias inclinações sexuais as razões que justifiquem tal ofensa. Ao contrário dos moralistas e inseguros, mulheres e homens com a sexualidade pessoal resolvida, aceitam a opção sexual alheia com respeito e naturalidade.

A homofobia, a meu ver, nada mais é do que reações de pessoas desinformadas e pobres culturalmente. Ou seja, são indivíduos que não se enquadram no mundo atual onde todos os tipos de preconceito contra a raça humana é tido como crime para com a humanidade.

5 CONCLUSÃO

A homofobia e a diversidade sexual é questionada e discutida por vários seguimentos sociais. A Internet é palco desses temas, principalmente nas redes sociais onde as pessoas dizem o que pensam sobre tudo.

A diversidade sexual é óbvia e certamente nunca vai acabar. O que deve acabar algum dia é a descriminação, a raiva, que algumas pessoas nutrem pelos homossexuais. Nascemos homens ou mulheres, não há um terceiro gênero. Porém, tais fatores só dependem, biologicamente, para fins reprodutivos.

A preferência por pessoas do mesmo sexo é um desejo que se manifesta em algumas pessoas e não é considerada, de forma alguma, uma doença ou desvio psicológico.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1988.

CARDIA, Nancy; SHIFFER, Sueli. VIOLÊNCIA E DESIGUALDADE SOCIAL. Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252002000100018&script=sci_arttext. Acesso em 27/04/2013.

POCHMANN, Márcio. A Exclusão Social no Brasil e no Mundo. Disponível em: http://www.social.org.br/relatorio2004/relatorio016.htm. Acesso em 27/04/2013.

FUNDAÇÃO PERCEU ABRAMO. Pesquisa sobre homofobia. disponível em: http://novo.fpabramo.org.br/content/homofobia. Acesso  em: 01/05/2013.

 

Bagunça na sala de aula

Uma das grandes preocupações dos professores é manter a sala de aula organizada, sem bagunça. Parece que a conversa entre os alunos não é bem vinda para a maioria dos educadores. Ou seja, os mestres preferem uma sala sem conversas, silenciosa, só eles podem e devem falar.

Até que ponto a conversa em sala de aula pode ser prejudicial ao aprendizado e desenvolvimento dos alunos?

A maioria das escolas brasileiras se dizem Construtivistas, Sociointeracionistas, Socioconstrutivistas… que é tudo a mesma coisa. Tais teorias dizem que aprendemos através da interação com o meio e com o outro. Ou seja, através das trocas de experiências entre nossos pares e o ambiente onde estejamos inseridos. Sendo assim, a troca de ideias, de informações, da conversa em sala de aula, deve ser privilegiada e, não, o silêncio.

Alguém pode dizer que uma sala de aula barulhenta além de atrapalhar as demais salas vizinhas, ainda marca a falta de autoridade do professor, que deve ter o “controle”. Nesse sentido, uma sala onde os alunos interagem entre si é sinônimo de incompetência do professor.

Uma fala comum seria: “fiquem em silêncio!” como múmias, estáticas. Maria Montessori diz que em seu tempo de escola as crianças ficavam iguais uma coleção de borboletas, cada uma presa, pregada, a sua carteira. Ainda hoje há professores que desejam uma sala de aula assim, com todos os alunos domesticados, ouvindo longas e cansativas aulas discursivas e reproduzindo conteúdos passados no quadro-negro.

Quer uma sala de aula interessante? Organize a “bagunça” que as aulas serão mais bem aproveitadas por todos. Se torne o líder da sala, induzindo seus alunos ao conhecimento. Não seja o chato intelectual que quer “enfiar goela a baixo” aquilo que seus alunos não estão interessados em aprender.  Seja criativo, desperte o interesse de seus discípulos para que conversem entre si sobre o conteúdo em questão.

Há várias maneiras de socializar o mesmo conhecimento. Portanto, se uma metodologia não está funcionando, seja flexível, mude a forma de abordagem.

A conversa em sala de aula, como em qualquer lugar, é fonte de desenvolvimento e o professor, como mediador entre conhecimento e aluno, deve organizar os debates para que sejam produtivos de acordo com o que se queira…

Quem pensar ao contrário e quiser debater tal situação, por favor, estou a disposição…

Ser diferente é normal?

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1  INTRODUÇÃO

Ser diferente é normal? Esta questão tem mexido com a maneira de pensar de muitas pessoas. Ou seja, dentro dos ideais pré-concebidos pelas classes dominantes, aquelas que  pautam a maneira de ser das pessoas.. Temos modelos para tudo: ditados pelas leis de um país, pela sociedade a qual o indivíduo está inserido, pela fé religiosa, etc.

 Porém, não podemos esquecer que cada indivíduo é um ser único. Dessa forma, ninguém é igual a ninguém. Começando pela formação biológica, pela educação que cada um recebe de suas famílias, escola, igreja, ou pela sociedade onde esteja inserido.

 Não podemos, de maneira alguma, pensar uma sociedade onde todos sejam iguais, que pensem e hajam da mesma maneira. Seria um total caos social, como se fosse um amontoado de robôs fazendo tudo da mesma forma, como se fossem programados para fazer tais e tais atividades do mesmo jeito, sem criar nada novo.

 Ser diferente deve prevalecer em nossos conceitos, pois é isso que torna o mundo, as pessoas, significativas. A lindeza do mundo está justamente em suas diferenças: nos ideais, na maneira de pensar, agir e de ser das pessoas. A miscigenação e diversidades de raças, culturas, crenças, entre outros, torna a população mundial muito interessante em todos os sentidos.

 Devemos entender que as diferenças tornam o mundo mais interessante. As misturas, as diferentes formas de ser e pensar das pessoas é que dão forma à sociedade mundial tal como é. O mundo não teria graça se todos agissem da mesma maneira, simplesmente não teria graça alguma viver em um mundo ou sociedade onde não houvesse as diferenças, onde todos fossem iguais.

 2  AS PESSOAS SÃO DIFERENTES

Afinal, o que é ser diferente? A Constituição Federal brasileira diz que todos são iguais perante a lei: “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza […]”. (BRASIL, 1988.). A lei é clara, mas, o que entende-se por igual? A Constituição Federal de 1988 garante a igualdade jurídica a todos, independendo da classe social, sexo, religião ou cultura a que a pessoa esteja inserida.

Ser diferente é normal. A frase, inserida no meio de uma propaganda antiga, acompanhava uma cena simples: uma adolescente cantando e dançando sozinha em seu quarto, algo cotidiano, comum. A menina era portadora de Síndrome de Down e, assim, o texto fazia todo sentido. Uma mensagem que ficou gravada na memória. É a mais pura verdade, também é assim que pensam aqueles que estudam, pesquisam e planejam sobre a educação para crianças portadoras de deficiências, seja qual for. (LAPA, 2013.).

 A citação acima mostra um caso de diferença que até pouco tempo não era aceita nas escolas comuns. Tais pessoas portadoras de algumas síndromes não eram aceitas em escolas comuns por não se enquadrarem no perfil dos alunos considerados “normais”. Esse é apenas um caso entre tantos onde a sociedade mostra claramente exigir um perfil adequado para ser aceito em determinado grupo social. Ainda conforme Lapa, 2013: “Atualmente a lei é clara: é obrigatório acolher todos os estudantes independente de suas diferenças e necessidades. Por trás desses avanços, pode-se encontrar grandes histórias sobre força e luta pela inclusão social.”

 Percebe-se que para algumas pessoas consideradas “diferentes”, serem aceitas em determinado grupo é necessário a formulação de leis específicas. Ou seja, a sociedade por si só não consegue se desarmar de ideologias que determinam um perfil considerado adequado para um indivíduo ser considerado normal, aceito por todos.

 No caso de pessoas com Síndrome de Down, está provado que elas conseguem aprender naturalmente como os demais alunos. Claro que cada caso é um caso. Mas elas aprendem sim de acordo com suas especificidades orgânicas. Conforme a Psicologia da Aprendizagem, qualquer pessoa pode aprender qualquer coisa, salvo algum problema de ordem orgânica. Por exemplo, eu não posso ensinar um cego a dirigir, mas eu posso ensinar outros saberes a ele.

Sendo assim, a escola não pode querer padronizar um tipo de perfil como sendo normal, descartando o que acha ser diferente. Pois, mesmo aqueles considerados iguais são diferentes de alguma forma. A escola é apenas um exemplo de como as pessoas consideradas “diferentes” eram, até pouco tempo, descartadas do convívio social. Ficando, dessa forma, as margens da própria educação formal, direito de todos.

 O diferente causa espanto e, em muitos casos, é a falta de conhecimento que leva as pessoas a formarem pré-conceitos a respeito do que desconhecem. Nem mesmo se dão ao trabalho de analisar, buscar saber de fato do que se trata. Percebendo que é diferente, logo tratam de rotular o que não sabem de acordo com seus próprios conceitos unilaterais.

 É mais fácil lidar com algo que conhecemos bem do que criar novos conceitos sobre as coisas. Voltando ao exemplo da escola, certamente é mais fácil trabalhar em uma sala de aula tradicional onde todos os alunos “aprendem” da mesma forma, do que ter que criar novas maneiras de trabalhar os conteúdos pedagógicos, principalmente com uma criança que tenha alguma síndrome ou outra diferença qualquer.

 O diferente causa estranheza. Um indivíduo com muitas tatuagens, por exemplo, pode ser, conforme o ambiente onde entre, rotulado de “malandro”. Há pessoas que pensam dessa forma, mesmo sem conhecer tal elemento.

 Existe, no ideário de muitas pessoas, um padrão, um modelo comportamental. Como em um quartel onde todos os soldados são ensinados a obedecer certos padrões organizacionais. Um ideário positivista como escrito em nossa Bandeira Nacional: Ordem e Progresso. Onde não se pode questionar os motivos, mas, sim, obedecer o que lhe é imposto sem perguntas. Assim, a sociedade norteia suas ideias conforme acostumada, sem dar importância aos porquês das coisas serem como são. Alienados do sistema. 

 3 DIFERENÇAS IDEOLÓGICAS

Outros exemplos muito noticiado nos meios de comunicação, são a homossexualidade, o estilo gótico, a religiosidade e as ideologias das pessoas, bem como os gostos musicais ou culturais.

 Os conceitos sobre a maneira de ser das pessoas mudam de acordo com o meio, o tempo e a cultura onde vivem. Se na Índia as pessoas cultuam as vacas como deuses, no Brasil as pessoas apreciam sua carne em uma mesa farta. Isso nos faz diferentes deles. Certamente causaria estranheza se fizéssemos um churrasco por lá.

 No Brasil, desde os tempos da colonização as pessoas foram influenciadas pelas ideologias da Igreja católica. A Igreja decidia como deveria ser o comportamento das pessoas: o que comer, como se vestir, com quem casar, o que era certo e o que era considerado errado, pecaminoso. E, tais ideologias, influenciam as pessoas até nossos dias.

 Os índios, considerados diferentes dos homens brancos, eram obrigados a abandonar suas crenças e culturas para seguir o que lhe determinava os padres jesuítas. Até mesmo sua língua foi proibida em certos contextos, com a desculpa de que os demais não entendiam. O mesmo acontecia com os negros africanos escravizados pelos europeus. Jogava-se toda uma história, uma cultura no lixo por serem diferentes das aqui impostas pelos dominantes.

 As classes menos favorecidas financeira e socialmente sempre foram marginalizadas. Não tinham nem mesmo o direito ao acesso do conhecimento. As escolas eram somente para a elite dominante. Aos pobres, aos diferentes, restava o trabalho árduo.

 Portanto, se o indivíduo tem um perfil que não se enquadre dentro do desejado é logo exposto ao ridículo. Taxado, rotulado como imperfeito. Conforme a letra da música de Vinicius Castro:  “Todo mundo tem que ser especial. Em seu sorriso, sua fé e no seu visual. Se curte tatuagens ou pinturas naturais. E daí, que diferença faz?” (CASTRO).

 O belo está justamente nas diferenças. Que diferença faz se meu amigo curte música pop e eu não. Em que isso pode ser prejudicial? As diferenças devem ser cultivadas como algo bom, desde que haja consenso. Ou seja, desde que não sirva de pretexto para rotular ou classificar como melhor ou pior modelo a ser seguido.

 Somos livres e isso nos dá o direito de escolher nossa forma de viver do jeito que mais nos agrade, que nos faça feliz. “Todo mundo tem seu jeito singular. De ser feliz, de viver e de enxergar. Se os olhos são maiores ou são orientais. E daí, que diferença faz?” (CASTRO.).

 Há pouco tempo foi noticiado nos meios de comunicação que a cantora Daniela Mercury havia casado com uma mulher. Foram inúmeras as críticas de pessoas que se colocam na posição de semideuses para fazerem suas declarações. Julgando conforme suas próprias ideias o que é certo ou errado. Ela, a meu ver, simplesmente fez o que lhe parece melhor para sua vida, para sua felicidade. Quem somos para dizer se está certo ou errado, somente por ser diferente de nossos costumes.

 Os casos de homofobia crescem no mundo todo. Desconsiderar a orientação sexual de uma pessoa é pura ignorância. Mesmo porque o que ela faz é problema dela mesma, não me afeta em nada. Isto é, que diferença vai fazer em minha vida se o meu vizinho ou vizinha é homo ou heterossexual?

 Entre outros casos de diferenças, ainda há as diferenças culturais. Onde sempre se privilegia uma cultura em detrimento de outra. Ou seja, as velhas ideologias arraigadas no consciente das pessoas em querer sempre valorizar somente aquilo que conhecem bem, com aquilo que sabem lidar. Talvez por medo do novo, do diferente, daquilo que desconhecem.

 O diferente está na maneira em que a pessoa foi educada. Naquilo que lhe inculcaram como certo ou errado. Cabe, então, o indivíduo rever seus conceitos e reprogramar suas atitudes frente ao diferente.  

 4  CONCLUSÃO

. Considerando o desenvolvimento do texto, ser diferente é perfeitamente normal. Não cabe a ninguém querer impor suas ideologias como únicas e verdadeiras, as mais adequadas para o enquadramento de toda a sociedade.

Todos os seres humanos são sociáveis, não importa suas crenças ou costumes. Se queremos viver em uma sociedade “perfeita” para todos de igual forma, devemos respeitar a todos da mesma maneira que queremos ser respeitado. Ou seja, desde que a diferença de uma pessoa não seja nociva para determinado grupo, por que não aceita-lo de braços abertos?

Aprendemos muito com as diferenças, basta querer. Somos seres inteligentes e podemos tornar nossas diferenças e a dos outros, muito interessantes para as (trans) formações culturais como um todo. Basta idealizar uma sociedade onde todos tenham os mesmos direitos e deveres de fato. Uma sociedade onde todos, sem nenhum tipo de descriminação, tenham voz e vez.

 REFERÊNCIAS

LAPA, Bruna. Disponível em:  http://cientificojornalismo.wordpress.com/2013/03/04/ser-diferente-e-normal/ acesso em 6/6/2013.

 BRASIL http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm.

 CASTRO, Vinicius. http://letras.mus.br/vinicius-castro/ser-diferente-e-normal/