Pedagogia familiar

Pedagogia familiar deve ser entendida como a maneira que usamos para educar os nossos filhos.

No ensejo de vislumbrar um mundo onde todos possam exercer sua liberdade, a família por meio dos  pais, deve buscar alternativas para estimular as crianças e jovens a ter mais dignidade, hombridade, respeito e também outros valores para viver em sociedade.. – Que outros valores são esse? Ora, sabemos que a BASE ÉTICA de qualquer indivíduo é construída no ceio FAMILIAR. Ou seja, os conceitos sobre respeito, dignidade, hombridade, são aprendidos pelos exemplos que a criança ou adolescente percebe em sua família.

No que se refere as problemáticas sociais alem do que esta continuamente sendo produzido no âmbito da ciências, existem outros saberes produzidos em diversas instituições sócias . […] (BRASIL; MEC.1998,P.32). Grifo nosso

Sendo a família que estabelece a base educacional de seus filhos, cabe á ela ensinar os princípios morais e éticos, religiosos e culturais a que seus membros pertencem. Quando isso deixa de ser feito , quando os pais não se preocupam muito com seus filhos, essas crianças passam a não ter uma base educacional, e, com isso, não têm um ponto de referencia do que pode ser certo ou errado.

O que é considerado certo ou errado aprendemos com nossas famílias. O alicerce, a base que norteará o indivíduo por toda a sua vida social é aprendida desde o “berço” com seus pares. Os exemplos que a criança capta do meio onde vive é o que formará sua personalidade. Se tem bons estímulos certamente vai agregar valores bons. Porém, se os exemplos que seus familiares lhe passam são ruins, assim também formará seu caráter.

Além disso, não havendo um acompanhamento familiar adequado certamente será mais difícil dessa criança ter um bom desempenho escolar, e com isso, não se tornará um bom cidadão. Os chamados alunos “problemas” são justamente aqueles quer a família não os acompanha, não olha seus cadernos, não vai a escola ver como está se comportando, etc. O aluno sente que a família não se preocupa com ele e, assim, torna-se um indivíduo relapso, já que não é cobrado por nada mesmo.

A educação cidadã começa em casa, e deve sempre estar firmada na moral e na ética, pois só assim teremos uma sociedade justa e consciente dos seus direitos e deveres. A partir daí teremos mais respeito com a vida, com a dignidade alheia e com o futuro dos nossos filhos.

 Os seres humanos convivem em sociedade e a aventura da convivência, desafia-os a enfrentar e procurar responder a todo o momento a pergunta: “ Como agir na relação com os outros”. Trata-se de uma pergunta fácil de ser formulada, mas difícil de ser respondida. Ora esta e  a questão central da moral e da ética […] (BRASIL; MEC.1998,P.32).

Algumas dificuldades de aprendizagem

Os transtornos específicos da aprendizagem podem dividir-se de acordo com o nível no qual a criança se encontra de acordo com as matérias escolar ou segundo as deficiências psicológicas.

a)      No nível de ensino: Do primeiro ponto de vista do sistema escolar, existem três níveis de ensino que configuram aproximadamente três tipos de dificuldades escolares diferente:

_ O primeiro nível refere-se a educação pré-escolar.

O transtorno da criança consiste em dificuldades para desenvolver as funções cognitivas, lingüísticas e psicomotoras básicas ou aprendem certas atividades elementares. Neste primeiro nível é difícil diferenciar as dificuldades provenientes de um retardo maturacional dos que se originam num transtorno específico.

_ O segundo nível refere-se a obtenção das técnicas instrumentais básicas pára aprendizagem escolar posterior, as técnicas são as linguagem escritas o calculo. Neste nível os transtornos específicos da aprendizagem se manifestam na decodificação da escrita e na operacionalidade do calculo, logo na compreensão. Um fracasso neste nível pode ser produto da maturidade insuficiente das funções cognitivas e da linguagem, já detectadas no primeiro nível.

_ O terceiro nível é aprendizagem de conteúdos de matérias e requer manejar bem a leito-escrito e o calculo. Os transtornos da aprendizagem que se produzem neste nível referem a compreensão e memorização das matérias que se ensinam sistematicamente. Nesta etapa aparece, fundamentalmente o uso de estratégias cognitivas adequadas para processar e reter as informações escolares.

Estes três níveis do ensino implicam tipos diferentes de transtornos da aprendizagem indica a conveniência de avaliar se as dificuldades se devem a problemas próprios do nivel a uma detenção da maturidade num nível prévio que esteja obstaculizando seu progresso nos níveis seguintes.

b) Divisão dos Transtornos Específicos, do ponto de vista das matérias, os principais TEA podem se dividir em:

** Transtornos específicos da leitura ou dislexia (SDA)

_ Dislexia (SDA) Especifica define-se como uma desordem na receptividade e compreensão da comunicação escrita, que se manifesta principalmente no período da aprendizagem da leitura em relação com a idade mental da criança. Sua origem seria neuropsicológicas normais do ensino da leitura. É necessária distingui-la do atraso para aprender a ler ou atraso leitor simples. O atraso leitor geral manifesta-se na lentidão para aprender a ler. O atraso leitor é próprio de um problema geral da aprendizagem.

_ Dislexia (SDA) de compreensão, se manifesta naquelas pessoas que aprenderam com maior ou menor dificuldade – o mecanismo leitor não consegue compreensão satisfatória do que lêem como significado dos textos nos aspectos mais precisos, tais como o tempo e numero da expressão verbal, o reconhecimento de frases subordinadas, etc., que são indispensáveis para uma compreensão exata.

_ Dislexia (SDA) Mista e Dislexias Atípicas (SDA) A Dislexia de compreensão é freqüente em adolescente ou adultos que apresentaram a dislexia especifica e que mais tarde aprenderam a ler ficando com dificuldades para assimilar e aproveitar adequadamente o beneficio da leitura. Este transtorno leitor é diferente, em sua origem, de uma insuficiente compreensão leitora por causas socioculturais ou de analfabetismo por desuso da leitura.

– Dislexia (SDA) Escolar é a toda criança que não submetida a processos pedagógicos sistemáticos, programáticos e regulares. Desaparece normalmente uma vez ingressada ao ensino normal com métodos comuns de ensino.

** Transtorno do Calculo.

Os transtornos do calculo podem dividir-se nos seguintes:

– Dificuldade para ler e escrever cifras;

-Dificuldade na orientação espacial das cifras e da dinâmica espacial da operatividade. Manifestam-se tanto nos aspecto estático: ubiquação correta de unidades, dezenas, centenas; ou num aspecto dinâmico: a direção na qual deve se fazer o calculo (soma, reta, multiplicação e divisão).

 

– Dificuldade para operatividade do cálculo e a compreensão  dos conceitos matemáticos de quantidade.

 

Nas discalculia é conveniente diferenciar os transtornos derivados de alterações neurológicas da criança, do atraso em matemática atribuível a fatores intelectuais ou a problemas de ordem pedagógico ou cultural. No primeiro caso, os transtorno especifico em matemática podem estar originado em alterações da  orientação espacial e perceptivo-visual ou em alterações do desenvolvimento do pensamento. No segundo caso o atraso em matemática pode originar-se numa inadequação metodologias pedagógicas as capacidades ou na maturidade das crianças.

 

**Transtorno da escrita.

– Alterações derivadas da Dislexia (SDA) ou Disortografia Disléxica; implica transferir à escritura os mesmos erros que se cometem na leitura: rotações das letras, inversões de palavras, não separar silabas e palavras corretamente, etc.

– Disortografia: “É uma dificuldade para escrever corretamente o idioma, implica um mau uso das regras ortográficas”.

A Disortografia depende da memória visual, e da “consciência psicolingüística” referente ao significado das palavras e a suas relações numa oração. Deve se diferenciar a Disortografia por desconhecimentos das regras gramaticais.

-Disgrafia: transtornos na organização psicomotoras da mão e o braço e a relação visual motora que não permite corrigir os erros que se cometem ao escrever. A Disgrafia implica uma inabilidade para controlar o ritmo e o ordenamento da escritura numa linha, como conseqüência de uma alteração do processo psicomotor.

Pode estar originado em excesso de tensão muscular, falta de tensão suficiente, traço impulsivo, excesso de autocontrole e pode ir acompanhada de alterações na percepção visual da orientação espacial que impedem uma regulação adequada de quem escreve.

A estatística no cotidiano escolar

RESUMO

 A estatística no cotidiano escolar; as políticas voltadas para a Educação no Brasil tomam por paradigmas as pesquisas quantitativas e qualitativas feitas nas diversas áreas do ensino. O IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica; os índices de evasão, repetência, aceleração escolar, o percentual de analfabetismo em cada região do país, são frutos da Estatística. Ou seja, a estatística está ligada a todos os contextos educacionais. Portanto é de fundamental importância que o gestor escolar esteja atento aos números. Além disso, a estatística também é necessária na cantina, na escolha dos livros, enfim, é intrínseca ao cotidiano escolar.      

 Palavras-chave: Censo; Educação; Pesquisa.

 1 INTRODUÇÃO

 O presente estudo tem por objetivo fazer uma abordagem analítica do processo de produção estatística no contexto escolar. Analisaremos os aspetos, ou aspectos funcionais dos censos nas diversas áreas da Educação no Brasil. É comum assistirmos nos noticiários, que o político x está com um determinado percentual de aceitação, ou, uma determinada marca de perfume, roupa, alimento, carro é a mais vendida.  Todas essas afirmações dependem de dados estatísticos. Portanto, podemos afirmar que o nosso cotidiano esta fundamentado, alicerçado, em dados estatísticos. Se nos propusermos comprar um carro; uma casa; um eletrodoméstico; um telefone celular, ou até mesmo uma roupa. O primeiro passo é uma pesquisa de mercado, para depois tomarmos uma decisão. Ou seja, devemos ter certeza da melhor aquisição, naquele momento.

 A mesma análise é feita na área educacional. Percebemos, quando buscamos uma escola para nossos filhos, ou, para nós mesmos. A preferência sempre será pela melhor, dentro de nossas possibilidades.

O governo federal, através de políticas do Ministério da Educação – MEC vem aprimorando, ou melhor, incentivando as escolas, para melhor qualificarem seus alunos. Através de provas como o: ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio; a provinha Brasil – para crianças do Ensino Fundamental, etc. Esses testes servem para medir o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDBE. E, com isso, saber estatisticamente o real desenvolvimento educacional, aprendizagem, que as escolas estão proporcionando aos alunos em todo (o) país.

2  ANALFABETOS FUNCIONAIS

 A taxa de analfabetismo funcional funcional de Mato Grosso do Sul é de 21,2%. A situação é semelhante a do Brasil que é de 21%. “No Estado, a maior taxa de analfabetismo funcional está entre os negros (28,1%), seguida dos pardos (23,4%). Entre os brancos a taxa é de 18,1%”. (IBGE). Uma análise das condições de vida da população brasileira divulgada semana passada pelo IBGE: O Estado que tem mais analfabetos funcionais é Alagoas, com “38,6%”, seguida do Piauí com “36,9%”. O que tem menos é o Distrito Federal com “10,5%”.

 Analfabeto funcional é a denominação dada á pessoa que, mesmo com a capacidade de decodificar minimamente os códigos da língua escrita, frase, sentenças, textos curtos e números, não desenvolve a habilidade de interpretação e compreensão da escrita e, ou, operações matemáticas.

Portanto, analfabeto funcional, não se trata do indivíduo que nunca freqüentou uma escola. Ele sabe ler escrever e contar, ocupam cargos administrativos, mas não conseguem compreender a palavra escrita.

Dos 2, 372 milhões de habitantes sul-mato-grossenses, “48,8%”, ou, 1,157 milhões, tem a cor da pele branca. A segunda cor predominante é a parda com “44,5%”, ou 1,055 milhões de habitantes. Em seguida “5,1%” dos sul-mato-grossenses têm a cor negra – “120 mil pessoas”, e 1,5% são indígenas (40 mil pessoas). (dados do IBGE-2009).

Podemos observar nos dados supracitados, que eles existem graças a censos estatísticos. Ou seja, houve uma contagem para chegar-se a esses números. E, através desses quantitativos, é que se traçam políticas para as devidas melhorias em todos os aspectos.

3 ESTATÍSTICA NA ESCOLA

Algumas das principais políticas para a educação no país, hoje, referem-se à diminuição dos índices de evasão e repetência escolar. Há também os programas de aceleração – EJA, para que haja adequação idade/série. Todas essas políticas são feitas com bases em dados estatísticos. Sendo assim, gestores escolares e professores devem estar atentos ao tema; estatística. Pois os números nos dizem muito. Quando pensamos em estatística, logo associamos à gráficos e tabelas. Segundo (GESSER e DALPIAZ, 2007, p.3) a estatística é “uma parte da Matemática Aplicada, que trata de um conjunto  de processos que tem por objetivos a observação, classificação e análise de fenómenos coletivos, bem como a introdução das leis a que tais fenómenos estejam subjacentes”. Para (SILVA, 1999) “Estatística é um conjunto de métodos e processos quantitativos que serve para estudar e medir os fenómenos coletivos”. Observamos, portanto, que estatística é um método usado para determinar uma pesquisa quantitativa.

Depois de definido o alvo da estatística, o primeiro passo será: – Coletar dados; a coleta de dados pode ser direta ou indireta. A coleta indireta, é quando o pesquisador trabalha com dados já existentes. Coleta direta se diz quando o pesquisador coleta suas próprias informações.

Após feita a coleta e a crítica dos dados, o pesquisador fará a apuração da contagem para apresentação e análises dos resultados. Conforme  (GESSER e DALPIAZ, 2007, p.13) “A análise e a interpletação dos dados estatísticos tornam possivel o diagnóstico de uma empresa (escola), o conhecimento de seus problemas […] a formulação de soluções apropriadas e um planejamento objetivo de ação”.

A análise de dados estatístico na escola, diz respeito ao progresso dos alunos: suas notas; evasão; repetência; aprendizado; participação da família; comunidade; entre outros. A estatística escolar também avalia os professores; formação inicial e contínua. Além da instituição Escola como um todo: espaço físico; estrutura do prédio; área de esporte; suporte tecnológico; administrativo;…

4 APRESENTAÇÃO DE DADOS ESTATÍSTICOS

As apresentações dos dados estatísticos geralmente são feitos através de gráficos e, ou tabelas. Os gráficos servem, Segundo (GESSER e DALPIAZ, 2007, p.91), “[…] para facilitar a interpretação do leitor, principalmente o leigo em estatística. As informações mais importantes para o estatístico estão nas tabelas, e é com elas que se faz a análise dos dados, tira-se conclusões e pode-se chegar a tomada de decisões”.

É necessário copreender que a maioria das informações provenientes de levantamentos estatísticos, na busca de afirmar tendências e parâmetros, tem por base uma amostra, a partir da qual os parâmetros são estimados. Ou seja, os resultados obtidos, com bases em dados amostrais, estão sujeitas a erros provenientes da própria contagem.

Outro fator a se levar em consideração, é que; por trás de toda informação, principalmente as veiculadas pela mídia, existe um patrocinador, alguém que pagou pela pesquisa e que, portanto, essa não é neutra e responde a interesses de mercado.

Observa-se ainda que para atingir seus propósitos os “donos”ou veiculadores da informação  não necessariamente  precisam mentir, nem maquiar os dados, “basta apenas escolher as estatísticas, tabelas e gráficos que lhes sejam convenientes para convencer o consumidor a optar pela sua causa, bem ou serviço”. (CROSSEN, 1996).

Diante dessa realidade, é preciso preparar o cidadão – aluno – para que compreenda o processo de geração das informações estatísticas, a fim de que seja capaz de argumentar – aceitar ou refutar – as informações e tomar decisões conscientes, sem se deixar levar por certezas numéricas “absolutas”.

Por essa razão, penso que as discussões sobre estatísticas, devam fazer parte das aulas de Matemática, durante o ensino fundamental. E não esperar que o aluno chegue a universidade para compreender os jogos estatísticos e suas mazelas, levando em consideração que a maioria dos cidadãos não tem acesso a universidade. Para (CAZORLA e CASTRO, 2007) “[…] a inclusão dos conceitos básicos de Estatística e Probabilidades, no curriculo da Educação Básica, através dos Parâmetros Curriculares Nacionais, possibilita um grande avanço para a formação da cidadania”. www.uniaselvi.com.br acesso em 14/10/09.

Para que haja mudanças no curriculo escolar, é nescessário refletir sobre a formação de professores e considerar também que é no trabalho que o docente desenvolve na escola, que os saberes são construidos. Nesse sentido, a formação inicial e continuada do professor, deve dar-lhe subsídios consistentes para que em sala de aula ele possa fazer a diferença. E, dessa forma atenda as demandas sociais, culturais, econômicas e políticas da sociedade atual.

Desta forma, podemos afirmar que a escola é a responsavel pela formação intelectual de seus alunos. E sendo assim deve estar apta a desenvolver o senso crítico de cidadania em seus alunos. Prepara-los para o mundo; saber ler, interpretar, compreender as coisas que lhes cercam. Em outras palavras, “ser um cidadão crítico e criativo”.

Se os alunos compreenderem os processos estatísticos, se a escola trabalhar o tema durante todo o ensino básico, certamente teremos pessoas mais concientes, atentas aos prognósticos dos acontecimentos diários.

Penso que a escola pode trabalhar temas diários, como os noticiáris de tv, rádio, internet, notícias de jornais. E assim, debater com os alunos, notícias do dia-a- dia dos indivíduos: –  será que determinado objeto é mais caro porque é melhor ou é melhor porque é mais caro? – e o político “Y” é melhor, ou faz mais propaganda? Ou – será que o IDBE de nossa escola está baixo em relação as demais escolas, porque somos menos inteligentes?

Há também as questões administrativas, que dependem dos quantitativos, ou números para se apoiarem. Os gestores se apoiam nas estatísticas para desenvolver seus projetos: se minha escola tem 1800 alunos matriculados nas variadas séries e turnos; de quantos professores (a) vou precisar, quantos coodenadores, orientadores. Ah! Ainda preciso de pessoal administrativos, de pessoal para a linpeza. – E a cantina? De quanto alimento vou precisar para alimentar esses alunos? Veja que a Estatística está em todos os lugares.

5 CONCLUSÃO

 Pense o mundo, desde que se tem notícias, o homem desepenha suas taréfas com bases quantitativas. Ou seja, em tempos remotos, os homens plantavam, colhiam, caçavam, com bases em dados estatísticos: conhecimentos empíiricos passados de geração à geração (sem base científica), mas, que dava certo. Os antigos prestavam atenção na lua, nas estrelas, e, sabiam quanta semente prantar para colher determinada quantia de alimento. Também obeservavam o quanto chovia nos (12) doze primeiros dias do ano, e comparando cada dia a um mês, sabiam em qual mês choveria e quanto. Hoje temos outros meios para isso, mas eles não.

 As escolas devem se adequar as novas realidades para poder desenvolver, em seus alunos, o “espírito” interrogativo. Ou seja, nunca acreditar em tudo o que ouve ou vê, como verdade absoluta, sem antes questionar.

As pessoas, principalmente aquelas menos esclarecidas, ou, que não tiveram a oportunidade de ter uma boa formação, são facilmente, enganadas, seduzidas, aliciadas por propagandas enganosas. Mascaradas como verdadeiras. E, cabe a escola tirar esses indivíduos da escuridão profunda que lhes sufocam e, mostrar-lhes a luz.

No mundo capitalista em que vivemos, onde todos querem tudo a qualquer custo, penso que só a Educação pode fazer a diferença. 2010 é ano político, “aí”, começara o festival de patifaria; conversa “fiada” e enganação, como sempre o povo desavisado, acaba acreditando. São, portanto, as escolas, e os professores os responssáveis em  mudar essa cituação.

 6 REFERÊNCIAS

CAZORLA, Irene mauricio. A relação entre a habilidade viso-pictórica e o domínio de conceitos estatísticos da leituras de gráficos. 2002. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. Universidade Estadual de Campinas, Campinas. Disponivel em www.uniaselvi.com.br acesso em 14/10/09.

CAZORLA, Irene Mauricio. Educação Estatística: As dimensões da Estatística na formação do professor de Matemática. Mesa Redonda do VIII Encontro Paulista de Educação Matemática, 2006, disponivel em www.uniaselvi.com.br acesso em 14/10/09

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, disponivel em www.ibge.org.br acessado em 10/10/09.

GESSER, Kiliano. DALPIAZ, Márcia Vilma Aparecida Depiné. Caderno deestudo: estatística. Centro Universitário Leonardo da Vinci. – Indaial: ASSELVI, 2007.

CROSSEM, Cynthia. O fundo falso das pesquisas: a ciência das verdades torcidas. Rio de Janeiro: Revan, 2006.

A IMPORTÂNCIA DE CONHECER A ESTRUTURA LINGUÍSTICA DA LIBRAS PARA O EDUCADOR

RESUMO

 A importância de conhecer a estrutura linguística da Libras, para o educador interagir com os alunos portadores de deficiência auditiva/ surdez. O valor do interprete Libras/ Português, na sala de aula e, a integração professor/interprete/aluno. Além das questões de direitos: A Constituição Federal de 1988 e demais Leis que garantem Educação de qualidade a todos, incluindo pessoas com qualquer tipo de deficiência. E o dever do Estado de fomentar –dar condições- para que “todos” tenham acesso à escola pública e gratuita. O surdo deve ir à escola para aprender e, não somente, para socialização com outros indivíduos; daí, a importância, não só dos professores, conhecerem a Linguagem Brasileira de Sinais – LIBRAS, mas de todos os Educadores envolvidos no processo educacional, incluindo a família.

 Palavras-chave: Surdez; Libras; Educador.

 1 INTRODUÇÃO

Fala-se muito na inclusão de pessoas com deficiência na escola comum; são consideradas “escolas comuns”, as escolas frequentadas por indivíduos considerados “normais”. Com a formulação de políticas públicas voltadas à população que sofrem de algum tipo de deficiência, esses indivíduos, que até então, não tinham acesso as escolas comuns, começam a serem aceitos nessas instituições de ensino. Porém, faltou alguma coisa; os professores não foram preparados para receberem os novos alunos.

 Neste texto estudaremos somente a deficiência auditiva/surdez. De acordo com o censo demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, em 2000, existem no país 519.460 surdos de até 17 anos de idade, e 256.884 entre 18 e 24 anos. Desse total apenas 56.024 estão matriculados no sistema escolar, ou seja, quase 93% estão fora da escola.

Veja que o desafio é enorme, se só temos 7% dos indivíduos com problemas auditivos, nas escolas, e os professores já passam por dificuldades, imagine quando tivermos 100%.

 Perceba, que não resta dúvida da importância do professor conhecer a estrutura linguística da LIBRAS. O Decreto n° 5.626 de 22 de Dezembro de 2005, que regulamenta a Lei- 10.436 de 24 de Abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais-LIBRAS, e o artigo 18 da Lei-10.098 de 19/12/2000

 Art. 3° A Libra deve ser inserida como disciplina obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados do Distrito Federal e dos Municípios. (RAFAELI; SILVEIRA, 2009, P.20).

 Entretanto, de nada adianta o professor saber Libras, se o aluno não souber. Primeiro passo, portanto, deve ser disseminar a linguagem de sinais – Libras, entre as crianças com deficiência auditiva. Os pequenos, surdos, devem ser alfabetizados em Libras, para depois o professor (a) ensinar a segunda Língua – Português, e, consequentemente as demais disciplinas.

 Segundo a Pedagoga Débora Kober, “Primeiro, a criança surda deve passar por um processo de construção de pleno acesso a Libras, para ter toda informação do aspecto visual da Língua escrita e, só depois que a conhece, estará apta a iniciar um processo de inclusão”. (www.libras.ufsc.br). Até porque há alunos que também desconhecem a Libras, então não adiantaria nada o professor fazer a tradução para tal linguagem.

Ao longo deste texto estaremos discorrendo sobre as leis e teóricos que falam sobre a Linguagem Brasileira de Sinais e, da importância dos educadores terem o domínio, conhecimento da estrutura linguística da Libras.

 2 LÍNGUA PORTUGUESA E LIBRAS

 A Língua Portuguesa é, para os brasileiros ouvintes, a Língua Materna, através dela nos comunicamos, expressamos nossos sentimentos, escrevemos e lemos. Sendo ouvintes, não temos dificuldades em interagir com os demais falantes da Língua. Porém, os indivíduos com deficiência auditiva – surdez, não conseguem ouvir os sons. Logo, não conhecem a diferença fonética, ou os fonemas que formam as palavras. Dessa forma, a maioria não desenvolve a fala.

 Vamos entender melhor: os surdos são pessoas que nasceram dessa forma ou tiveram alguma doença no período pré-linguagem; portanto, não têm aproveitamento da fala. O deficiente auditivo é considerado aquele que adquiriu a surdez no período pós-linguagem. Ou seja, uma pessoa que ouvia e por algum motivo perdeu a audição. Sendo assim, ele consegue fazer uso da oralidade por meio de leitura labial ou pelo uso de uma prótese e, consequentemente, é capaz de ler e escrever com fluência. Conforme (RAFAELI; SILVEIRA, 2009, p.4), “Nem todo surdo é mudo e nem todo mudo é surdo”.

 Para Fernandes (2003), citado por (RAFAELI; SILVEIRA, 2009, p. 4)

Surdez é a privação total ou parcial do sentido de ouvir. Essa incapacidade pode ser de origem congênita, causada por viroses maternas; doenças tóxicas desenvolvidas durante a gravidez; predisposição genética, etc…, ou adquirida, isto é, a pessoa pode nascer surda ou adquirir posteriormente através de uma doença ou acidente.

 Agora que sabemos o que é surdez, vamos nos ater ao modo como essas pessoas se comunicam e, de que forma o professor deve se preparar para interagir com esses alunos. Ou seja, como um professor ouvinte irá educar seu aluno surdo? Como fazer a mediação entre conhecimento e educando? No mínimo terá que aprender, mesmo que basicamente, uma segunda língua, neste caso – Libras.

 A Lei 10.436/02, no seu Art. 1°, parágrafo único, define a Língua Brasileira de Sinais- Libras como forma de comunicação e expressão em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.

   4 O PROFESSOR OUVINTE E O ALUNO SURDO

 A princípio parece estranho; como um professor ouvinte ensinará uma criança surda? Os alunos ouvintes têm suas maneiras de aprenderem, porém, pessoas com deficiência auditiva/surdes são diferentes, visto que não ouvem os sons.

Para a educação de alunos surdos, existem algumas filosofias que devemos levar em consideração:

  • Oralismo: o objetivo é ensinar o surdo a falar.
  • Comunicação total: tem por objetivo usar todos os meios disponíveis que possam facilitar a comunicação.
  • Bilinguismo: o objetivo é usar a Linguagem de Sinais para educar o surdo.

Conforme Costa apud (NASCIMENTO, 2007, p. 103) “No Bilinguismo, propõe-se que o surdo adquira a Língua de Sinais desde a mais tenra idade, assim como os ouvintes a fala. Nesta perspectiva, as crianças surdas passam por estratégias de desenvolvimento linguístico muito semelhante às crianças ouvintes”.

Naturalmente, se faz necessário que o professor (a) tenha o mínimo de conhecimento de Libras. Mesmo que haja um intérprete em sala de aula auxiliando a criança surda, é imprescindível que o professor (a) interaja diretamente com o aluno e, para isso, deve ter conhecimento da linguagem desse indivíduo.

O que se vê em salas de aula, onde há uma criança surda e, trinta crianças ouvintes, é; o professor ensinando toda a classe em um mesmo tom. Ou seja, os alunos ouvintes ouvem, enquanto isso, o intérprete tenta passar alguma coisa para o aluno (a) com deficiência auditiva. Será que o indivíduo surdo, sendo a aula ministrada de tal forma, terá a mesma oportunidade de aprendizado dos demais? – Então o que fazer? Podemos dizer que nem mesmo os alunos considerados normais, aprendem de igual modo… Mas pelo menos eles ouvem, estão ouvindo o que o professor fala. E o surdo?

Não estou descartando o intérprete. Mas, o responsável pelo aprendizado do aluno é o professor, e este, através da interação direta com o educando, deve perceber o que e como ele aprendeu, ou, não aprendeu. E tal interação somente se dará se professor e aluno falarem a mesma língua.

 “O conceito mais importante da filosofia bilíngue é que a surdez não é vista como uma incapacidade, mas como uma especificidade; não como uma deficiência, mas como uma diferença”. (NASCIMENTO, 2007, p. 103). Ou seja, o surdo é tão capaz quanto o ouvinte, basta que tenha oportunidade real de aprendizagem. Para isso o professor (a) deve estar preparado para receber este aluno em sala de aula e, naturalmente, entender pelo menos basicamente, sua linguagem.

Para que a educação do aluno surdo realmente surta efeito, o professor (a) ouvinte precisa reconhecer o surdo como alguém tão eficiente quanto. Nesse sentido, o uso do bilinguismo tem como objetivo fortalecer as potencialidades para, de fato, ocorrer a educação inclusiva de qualidade. De nada adianta encher as escolas de crianças surdas ou quaisquer outras deficiências, se os professores não estiverem preparados, nem mesmo o espaço físico da escola.

Por outro lado, existem as divergências. O Decreto5626/05 da Lei 10.436/02 prevê a inclusão da Libras na formação dos profissionais da área, mas penso que isso não é o suficiente, porque se não vivenciar o idioma, não vai resolver nada. É o mesmo que ensinar Inglês nas escolas, para alunos do ensino fundamental, se ele não tiver com quem conversar em Inglês, não resolverá nada. Aliás, esses professores (a) que ensinam Inglês nas escolas de Ensino Básico, realmente falam tal Língua?

O mesmo se dá com a Libras, há professores que têm formação para atuar com surdos, mas não possuem domínio da língua de sinais. Também há intérpretes que atuam como tal, mas não têm a formação adequada. Até porque o curso de formação desses profissionais é muito recente, e o mercado ainda tem carência de profissionais qualificados. Tanto é que existem tentativas do Ministério da Educação (MEC) de criar uma certificação, para atestar quem realmente tem proficiência em Libras. Para que a presença do professor bilíngue, e do intérprete em sala de aula surta os resultados esperados, é essencial que ele seja um bom usuário do idioma, para dar o tom natural da comunicação.

5 CONCLUSÃO

 Como observamos no decorrer deste texto, com a inclusão de alunos surdos na escola comum, é de extrema importância que o professor tenha conhecimento da estrutura linguística da Libras. Vimos também, que conforme pesquisa do IBGE, apenas 7% das pessoas portadoras de deficiência auditiva estão matriculadas nas escolas. Logo, 93% desses indivíduos, por algum motivo, estão fora da sala de aula.

Não basta o professor ou intérprete fazerem um curso de Libras, se realmente não “mergulharem” na cultura surda. Ou seja, para sabermos Libras, não basta aprendermos alguns sinais, é preciso interagir, aprender como o mudo vê o mundo, literalmente. Aí poderemos dizer que falamos a mesma língua, e que, faremos a diferença na Educação desses indivíduos.

Mas, como tudo tem um começo, precisamos desde já, nos aperfeiçoar para esta tarefa tão importante, que é Educar. O verbo “Educar” deve sempre ser escrito com iniciais maiúsculas, seja em Português ou Libras. “Educar é tarefa importante e difícil, e não há receita que ensine como se relacionar com um filho portador de deficiência auditiva. Porém, algumas atitudes apresentam resultados positivos, quais sejam: vê-lo como uma criança normal […]” (www.ines.gov.br) apud Rafaeli e Silveira, 2009, p.90.

6 REFERÊNCIAS

NASCIMENTO, Luciana Monteiro. Educação especial. Associação Educacional Leonardo da Vinci-(ASSELVI). – Indaial: Ed. Asselvi, 2007.

RAFAELI, Kátia Solange [e] SILVEIRA, Maria Solange. Língua Brasileira de Sinais. Centro Universitário Leonardo da Vinci. – Indaial: ASSELVI, 2009.

www.libras.ufsc.br acesso em 10/11/09.

Educação infantil e infância

RESUMO

 Educação infantil e infância devem ser pensados como eixo norteador, a base de sustentação, para o pleno desenvolvimento social e intelectual de todas as crianças. Os estágios de desenvolvimento da criança conforme PIAGET. Quais propostas pedagógicas e metodológicas são interessantes para serem desenvolvidas com os pequenos na faixa etária ´´0 a 6 anos “e a contribuição que a tecnologia pode dar aos centros de educação infantil – CEIMS – além da dança, musica e historias.

 Palavras-chave: Educação; Brincar; Criança.

 1 INTRODUÇÃO

 A educação infantil deve ser a máxima de todas as sociedades, pois, é na infância, que inicia – se o aprendizado para a vida social e intelectual de todos os indivíduos. Há muito tempo educadores tem se preocupado em criar meios eficazes ao pleno desenvolvimento infantil, mas penso que, no BRASIL, a educação realmente começou a transformar – se para melhor, a partir da criação da lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB 9394/96 – pois, a partir de então a criança tem o direito, e o estado a obrigação de educas esses pequenos cidadãos. Pólo menos no discurso.

 A interação dos pequenos infantes com outros da mesma faixa etária, faz com que aprender a viver em sociedade e também a respeitar as diversas culturais, religiosas e outras diferenças existentes no meio. Portanto, necessário se faz, que professores, gestores, família e sociedade em geral se empenhem na educação dos pequenos que ora se constroem.

 Os centros de educação infantil, espalhados por todo BRASIL, ainda são poucos, se comparados a demanda existente. Talvez nossas crianças estejam, fadadas a receber educação a ´´ conta gotas “. Em Dourados, MS, por exemplo: cidade com mais de 200 mil habitantes, existem 30 CEIMS, com pouco mais de duas mil crianças que as frequentam, isto é, cerca de 40 % do necessário. Vale, ressaltar porém, que muitas famílias não têm o habito de matricular seus filhos nesses locais. Sendo assim, quando preciso, deixam os pequenos aos cuidados dos avós ou de outra pessoa de confiança.

 Necessário se faz, que nossos governantes, se preocupem mais com a educação de nossas crianças e invistam na construção de escolas, para que todas as crianças de ´´0 a 6 anos “ tenham acesso a uma boa educação desde o inicio de suas vidas. Quanto mais escola tiver-nos, menos crianças nas ruas teremos. Naturalmente que essas escolas têm que ser completas, material pedagógico de qualidade e professores qualificados e compromissados com a educação de qualidade.

 2 ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO

 Jean Piaget (1896 – 1980) certamente é um dos teóricos mais estudados, quando o assunto é desenvolvimento da criança. Segundo por Vigotski (1896 – 1934) que estudava o que chamou de Zona de Desenvolvimento Proximal, quer seja, ´´ A distância entre aquilo que o ser humano consegue fazer sozinho e o que ele consegue desenvolver  com a mediação de outro “ ( silva, 2007, p. 13).

 Destacaremos aqui a obra de Piaget. Segundo a ( REVISTA NOVA ESCOLA, GRANDES PENSADORES, n 19, p.91 )

Algumas escolas planejam as suas atividades de acordo com os estágios de desenvolvimento cognitivo. Nas classes de educação infantil com crianças entre 2 e 3 anos, por exemplo, não é difícil perceber que elas estão em plena descoberta da representação. Começam a brincas de ser outra pessoa com imitação das atividades vistas em casa e dos personagens das histórias. A escola fará bem em dar vazão a isso promovendo uma ampliação do repertório de referencia.

Apesar das teorias piagetianas não terem uma metodologia para ser aplicada em sala de aula é Importante que o professor os conheça, pois a partir delas pode-se ter idéias de como as crianças aprendem e se desenvolvem.

 Para as crianças que estão em plena descoberta da representação é importante que o professor(a) trabalhe com histórias. Ler histórias para que os pequenos possam exercitar a imaginação, e, quem sabe, até viajar na imaginação. Perceba, portanto, que não é preciso um grande esforço para que a criança aprenda, pois elas já possuem as estratégias, os meios de aprendizagem. Um exemplo clássico disso é que: as crianças aprendem a falar sem que alguém as ensine, basta viver num ambiente que haja outros falantes. (Salvo algum problema de ordem orgânica). Portanto desde que o professor crie um ambiente onde haja interação e com a metodologia adequada ao nível de cognição de seu aluno, não terá criança sem aprendizado.

 Após o período sensório motor “0 e 2 anos”, inicia-se segundo Piaget o estágio pré-operatório, 2 e 7 anos. Nesse estágio a criança desenvolve a linhagem. É o tempo que começam a compreender as coisas que acontecem à sua volta, percebem a posição social dos indivíduos que fazem parte de seu dia a dia: pai, mãe, irmão, avô, etc… no campo afetivo aparece o sentimento interindividual, que é o respeito que a criança nutre pelos indivíduos que julga superiores a ela. Como por exemplo, os pais e professores; é um misto de amor e temor” (SILVA. 2005, p.108).

 Feito essas considerações a respeito dos estágios de desenvolvimento cognitivo das crianças que frequentam os centros de Educação infantil (CEIM) Creches e pré-escolas podemos agora entender com mais clareza, como se da o desenvolvimento infantil.

 3 Aprender a viver, brincando

 Aprende-se a viver, através da interação com outras pessoas. O ato do brincar é, para os pequenos, a forma de descobrir o mundo. Conforme a pedagoga Adriana Friedmann, Apud (Revista Projetos Escolares nº 28, p.32) “Considero o brincar como uma linguagem da criança, uma forma de comunicação não consiste por meio da qual ela expõe como sente, percebe e vê o mundo”. “Portanto é por meio do brincar, só ou com outras crianças que ela começa a descobrir o mundo”. Portanto é por meio de brincar, só ou com outras crianças que ela começa a descobrir o mundo a sua volta.

O professor deve fazer seus projetos ou planos de aula, para a criança pequena, com o foco voltado as brincadeiras infantis. Através do lúdico, da musicalização muito pode ser ensinado aos pequenos. Como nessa faixa etária – 0 a 6 anos – a meninada não se concentra muito tempo na mesma brincadeira, é importante também, que exista diversos brinquedos, ou, que o professor crie várias maneiras das crianças interagirem no ambiente escolar.

4 Musicalização e Dança  

Desde pequenos, a criançada adora “requebrar” quando ouvem uma música, é espontâneo, ao assistirem televisão, ouvir rádio. Este é o gancho que o professor deve aproveitar para por em prática em sala de aula, a música e a dança. É algo profundo se for bem planejado, e, por outro lado divertido para os infantes.

 Segundo (SCHLEUMER apud REVISTA NOVA ESCOLA, n.º 215, p.59).

Para tratar do espaço que cada um ocupa, as professoras abordam aspectos como os planos (largura, profundidade e altura), as direções (à esquerda, à direita, à frente e ao fundo), a distância (perto, longe), e is níveis da dança (alto, médio, baixo). Os pequenos percebem que há diferentes possibilidades de se mover ao som de uma música: podem estar agachados, sentados e até mesmo deitados no chão. 

 Percebe-se, portanto que através da dança, o professor poderá aprimorar, além da coordenação motora de seus alunos, o conceito de espaço e formas de expressão corporal. Ainda segundo SCHELEUMER, “na fase pré-escolar, deve-se levar a meninada a conhecer, explorar e experimentar diferentes maneiras de se deslocar pelo espaço e interagir com os colegas”.

 5 – Revistas em quadrinhos e filmes

 Quando eu era criança, na cidade onde morava, não existia pré-escola. Ao completar 7 anos as crianças eram matriculadas no 1º ano, começava-se então o processo de alfabetização. O material pedagógico era a cartilha, onde o aluno aprendia a ler através da solicitação. Porém, comigo foi diferente, pois gostava muito de ver as figura das revistas em quadrinhos, o que me levou à – somente de ver os adultos lerem para mim – aprender a ler com fluência. Ou seja, ao chegar a escola, já dominava a leitura, porém não a escrita.

 Através da minha experiência como leitor mirim, penso que nossas crianças aprendam de igual forma. Se as classes pré-escores forem um ambiente convidativo ao mundo das letras, e a criança gostar do material apresentado, não haverá dificuldades em aprender a ler. Naturalmente que deve existir o interesse da criança, não pode ser coisa forçada.

 Com a diversidade comunicativa existente hoje; CD, DVD, televisão, internet…  e onde a criançada já esta “ligada” desde cedo, não é difícil para o professor agregar esses elementos a sala de aula, para inovar a maneira de passar informações a essa nova geração, de maneira descontraída. E com isso fazem que construam ou transformem sua subjetividade.

6 – CONCLUSÃO

 (Lei nº 9394), de 20 de dezembro de 1996, como os fundamentos legais que explicitam que a Educação Infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológicas, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade (artigo 29). (WOLFF, 2008, p.74) grifo nosso.

  A lei supra citadas deixa claro que a Educação Infantil é a complementação da ação da família e da comunidade.

 Porém, não em todos, mas em muitos casos, é a única educação que a criança recebe. Portanto, ao meu ver, esta na hora da família e de todos os segmentos sociais, darem mais importâncias a educação das crianças, não deixado tão somente à responsabilidade nas “costas” da escola e dos professores (as).

 7 – REFERÊNCIAS

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR. Revista Projetos Escolares. Educação Infantil. São Paulo: Ed. online, n.28, p.30-33, jun, 2007.

DANÇA CRIATIVA. Revista Nova Escola. Machado para todas as idades. São Paulo: Ed. Abril, n. 215, p. 58-60, set. 2008.

GRANDES PENSADORES. Revista Nova Escola. São Paulo: Ed. Abril, n.19, p. 89-91, jul. 2008.

SILVA. Daniela Regina da. Psicologia da Educação e Aprendizagem. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). Indaial: Ed. ASSELVI, 2007.

_________________________ Psicologia Geral e do Desenvolvimento. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). INDAIAL: Ed. ASSELVI, 2005.

WOLFF. Celi Terezinha. Organização do Trabalho Pedagógico na Educação Infantil. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI) INDAIAL: Ed. ASSELVI, 2008.