Educação infantil e infância

RESUMO

 Educação infantil e infância devem ser pensados como eixo norteador, a base de sustentação, para o pleno desenvolvimento social e intelectual de todas as crianças. Os estágios de desenvolvimento da criança conforme PIAGET. Quais propostas pedagógicas e metodológicas são interessantes para serem desenvolvidas com os pequenos na faixa etária ´´0 a 6 anos “e a contribuição que a tecnologia pode dar aos centros de educação infantil – CEIMS – além da dança, musica e historias.

 Palavras-chave: Educação; Brincar; Criança.

 1 INTRODUÇÃO

 A educação infantil deve ser a máxima de todas as sociedades, pois, é na infância, que inicia – se o aprendizado para a vida social e intelectual de todos os indivíduos. Há muito tempo educadores tem se preocupado em criar meios eficazes ao pleno desenvolvimento infantil, mas penso que, no BRASIL, a educação realmente começou a transformar – se para melhor, a partir da criação da lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB 9394/96 – pois, a partir de então a criança tem o direito, e o estado a obrigação de educas esses pequenos cidadãos. Pólo menos no discurso.

 A interação dos pequenos infantes com outros da mesma faixa etária, faz com que aprender a viver em sociedade e também a respeitar as diversas culturais, religiosas e outras diferenças existentes no meio. Portanto, necessário se faz, que professores, gestores, família e sociedade em geral se empenhem na educação dos pequenos que ora se constroem.

 Os centros de educação infantil, espalhados por todo BRASIL, ainda são poucos, se comparados a demanda existente. Talvez nossas crianças estejam, fadadas a receber educação a ´´ conta gotas “. Em Dourados, MS, por exemplo: cidade com mais de 200 mil habitantes, existem 30 CEIMS, com pouco mais de duas mil crianças que as frequentam, isto é, cerca de 40 % do necessário. Vale, ressaltar porém, que muitas famílias não têm o habito de matricular seus filhos nesses locais. Sendo assim, quando preciso, deixam os pequenos aos cuidados dos avós ou de outra pessoa de confiança.

 Necessário se faz, que nossos governantes, se preocupem mais com a educação de nossas crianças e invistam na construção de escolas, para que todas as crianças de ´´0 a 6 anos “ tenham acesso a uma boa educação desde o inicio de suas vidas. Quanto mais escola tiver-nos, menos crianças nas ruas teremos. Naturalmente que essas escolas têm que ser completas, material pedagógico de qualidade e professores qualificados e compromissados com a educação de qualidade.

 2 ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO

 Jean Piaget (1896 – 1980) certamente é um dos teóricos mais estudados, quando o assunto é desenvolvimento da criança. Segundo por Vigotski (1896 – 1934) que estudava o que chamou de Zona de Desenvolvimento Proximal, quer seja, ´´ A distância entre aquilo que o ser humano consegue fazer sozinho e o que ele consegue desenvolver  com a mediação de outro “ ( silva, 2007, p. 13).

 Destacaremos aqui a obra de Piaget. Segundo a ( REVISTA NOVA ESCOLA, GRANDES PENSADORES, n 19, p.91 )

Algumas escolas planejam as suas atividades de acordo com os estágios de desenvolvimento cognitivo. Nas classes de educação infantil com crianças entre 2 e 3 anos, por exemplo, não é difícil perceber que elas estão em plena descoberta da representação. Começam a brincas de ser outra pessoa com imitação das atividades vistas em casa e dos personagens das histórias. A escola fará bem em dar vazão a isso promovendo uma ampliação do repertório de referencia.

Apesar das teorias piagetianas não terem uma metodologia para ser aplicada em sala de aula é Importante que o professor os conheça, pois a partir delas pode-se ter idéias de como as crianças aprendem e se desenvolvem.

 Para as crianças que estão em plena descoberta da representação é importante que o professor(a) trabalhe com histórias. Ler histórias para que os pequenos possam exercitar a imaginação, e, quem sabe, até viajar na imaginação. Perceba, portanto, que não é preciso um grande esforço para que a criança aprenda, pois elas já possuem as estratégias, os meios de aprendizagem. Um exemplo clássico disso é que: as crianças aprendem a falar sem que alguém as ensine, basta viver num ambiente que haja outros falantes. (Salvo algum problema de ordem orgânica). Portanto desde que o professor crie um ambiente onde haja interação e com a metodologia adequada ao nível de cognição de seu aluno, não terá criança sem aprendizado.

 Após o período sensório motor “0 e 2 anos”, inicia-se segundo Piaget o estágio pré-operatório, 2 e 7 anos. Nesse estágio a criança desenvolve a linhagem. É o tempo que começam a compreender as coisas que acontecem à sua volta, percebem a posição social dos indivíduos que fazem parte de seu dia a dia: pai, mãe, irmão, avô, etc… no campo afetivo aparece o sentimento interindividual, que é o respeito que a criança nutre pelos indivíduos que julga superiores a ela. Como por exemplo, os pais e professores; é um misto de amor e temor” (SILVA. 2005, p.108).

 Feito essas considerações a respeito dos estágios de desenvolvimento cognitivo das crianças que frequentam os centros de Educação infantil (CEIM) Creches e pré-escolas podemos agora entender com mais clareza, como se da o desenvolvimento infantil.

 3 Aprender a viver, brincando

 Aprende-se a viver, através da interação com outras pessoas. O ato do brincar é, para os pequenos, a forma de descobrir o mundo. Conforme a pedagoga Adriana Friedmann, Apud (Revista Projetos Escolares nº 28, p.32) “Considero o brincar como uma linguagem da criança, uma forma de comunicação não consiste por meio da qual ela expõe como sente, percebe e vê o mundo”. “Portanto é por meio do brincar, só ou com outras crianças que ela começa a descobrir o mundo”. Portanto é por meio de brincar, só ou com outras crianças que ela começa a descobrir o mundo a sua volta.

O professor deve fazer seus projetos ou planos de aula, para a criança pequena, com o foco voltado as brincadeiras infantis. Através do lúdico, da musicalização muito pode ser ensinado aos pequenos. Como nessa faixa etária – 0 a 6 anos – a meninada não se concentra muito tempo na mesma brincadeira, é importante também, que exista diversos brinquedos, ou, que o professor crie várias maneiras das crianças interagirem no ambiente escolar.

4 Musicalização e Dança  

Desde pequenos, a criançada adora “requebrar” quando ouvem uma música, é espontâneo, ao assistirem televisão, ouvir rádio. Este é o gancho que o professor deve aproveitar para por em prática em sala de aula, a música e a dança. É algo profundo se for bem planejado, e, por outro lado divertido para os infantes.

 Segundo (SCHLEUMER apud REVISTA NOVA ESCOLA, n.º 215, p.59).

Para tratar do espaço que cada um ocupa, as professoras abordam aspectos como os planos (largura, profundidade e altura), as direções (à esquerda, à direita, à frente e ao fundo), a distância (perto, longe), e is níveis da dança (alto, médio, baixo). Os pequenos percebem que há diferentes possibilidades de se mover ao som de uma música: podem estar agachados, sentados e até mesmo deitados no chão. 

 Percebe-se, portanto que através da dança, o professor poderá aprimorar, além da coordenação motora de seus alunos, o conceito de espaço e formas de expressão corporal. Ainda segundo SCHELEUMER, “na fase pré-escolar, deve-se levar a meninada a conhecer, explorar e experimentar diferentes maneiras de se deslocar pelo espaço e interagir com os colegas”.

 5 – Revistas em quadrinhos e filmes

 Quando eu era criança, na cidade onde morava, não existia pré-escola. Ao completar 7 anos as crianças eram matriculadas no 1º ano, começava-se então o processo de alfabetização. O material pedagógico era a cartilha, onde o aluno aprendia a ler através da solicitação. Porém, comigo foi diferente, pois gostava muito de ver as figura das revistas em quadrinhos, o que me levou à – somente de ver os adultos lerem para mim – aprender a ler com fluência. Ou seja, ao chegar a escola, já dominava a leitura, porém não a escrita.

 Através da minha experiência como leitor mirim, penso que nossas crianças aprendam de igual forma. Se as classes pré-escores forem um ambiente convidativo ao mundo das letras, e a criança gostar do material apresentado, não haverá dificuldades em aprender a ler. Naturalmente que deve existir o interesse da criança, não pode ser coisa forçada.

 Com a diversidade comunicativa existente hoje; CD, DVD, televisão, internet…  e onde a criançada já esta “ligada” desde cedo, não é difícil para o professor agregar esses elementos a sala de aula, para inovar a maneira de passar informações a essa nova geração, de maneira descontraída. E com isso fazem que construam ou transformem sua subjetividade.

6 – CONCLUSÃO

 (Lei nº 9394), de 20 de dezembro de 1996, como os fundamentos legais que explicitam que a Educação Infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológicas, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade (artigo 29). (WOLFF, 2008, p.74) grifo nosso.

  A lei supra citadas deixa claro que a Educação Infantil é a complementação da ação da família e da comunidade.

 Porém, não em todos, mas em muitos casos, é a única educação que a criança recebe. Portanto, ao meu ver, esta na hora da família e de todos os segmentos sociais, darem mais importâncias a educação das crianças, não deixado tão somente à responsabilidade nas “costas” da escola e dos professores (as).

 7 – REFERÊNCIAS

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR. Revista Projetos Escolares. Educação Infantil. São Paulo: Ed. online, n.28, p.30-33, jun, 2007.

DANÇA CRIATIVA. Revista Nova Escola. Machado para todas as idades. São Paulo: Ed. Abril, n. 215, p. 58-60, set. 2008.

GRANDES PENSADORES. Revista Nova Escola. São Paulo: Ed. Abril, n.19, p. 89-91, jul. 2008.

SILVA. Daniela Regina da. Psicologia da Educação e Aprendizagem. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). Indaial: Ed. ASSELVI, 2007.

_________________________ Psicologia Geral e do Desenvolvimento. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). INDAIAL: Ed. ASSELVI, 2005.

WOLFF. Celi Terezinha. Organização do Trabalho Pedagógico na Educação Infantil. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI) INDAIAL: Ed. ASSELVI, 2008.

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