Fundamentos da Psicopedagogia Institucional

RESUMO

Os fundamentos da Psicopedagogia Institucional como área (Inter) e transdisciplinar para o acompanhamento de professores e alunos com dificuldade de aprendizagem na educação formal e informal. Surgimento e evolução da Psicopedagogia na Europa e no Brasil com foco voltado para as dificuldades de aprendizagem.   As principais teorias e teóricos que embasam o trabalho do psicopedagogo: Vygotsky, Piaget, Wallon, Howard Gardner, Freud. Os conceitos das principais síndromes, transtornos e dislexias que fazem parte do dia a dia das salas de aulas e formas de interação com esses alunos. Síndrome de Down, Transtorno do Déficit da Atenção e Hiperatividade-TDAH. A Sala de Recursos Multifuncional, além das situações problemas vivenciadas no cotidiano das salas de aulas pelos professores e em casa pelas famílias. Os rótulos foram usados por muito tempo pelas escolas tradicionais para nomear aqueles alunos considerados problemas, que não aprendiam da mesma maneira que os demais colegas. A psicopedagogia Institucional nos ajuda a compreender as causas das dificuldades de aprendizagem e nos mostra que caminho seguir para obtermos êxito através da prevenção e resolução dos problemas que possam surgir.

Palavras-chave: Psicopedagogia. Aprendizagem. Interacionismo. Subjetividade. Escola.

ABSTRACT

The fundamentals of Psychology as Institutional area ( Inter ) and transdisciplinary for monitoring of teachers and students with learning difficulties in formal and informal education. Emergence and evolution of psychoeducation in Europe and Brazil focusing facing learning difficulties . The main theories and theorists that underpin the work of educational psychologist : Vygotsky , Piaget , Wallon , Howard Gardner Freud . The main concepts of syndromes , disorders and dyslexia that are part of everyday life of classrooms and ways of interacting with these students . Down Syndrome Disorder, Attention Deficit Hyperactivity Disorder – ADHD . The Multifunctional Resource Room , in addition to everyday situations experienced problems in the classroom by teachers and at home by their families. The labels have been long used in traditional school students considered to name those problems , not taught in the same manner as the other peers. Institutional educational psychology helps us understand the causes of learning disabilities and shows us which way to go to obtain success through prevention and resolution of problems that may arise .

keywords: Educational Psychology. Learning. Interactionism . Subjectivity. School.

1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho versará sobre a importância da #Psicopedagogia Institucional para a compreensão das formas de aprendizagem. Ou seja, as pessoas não aprendem de igual forma. Sendo assim, o trabalho do psicopedagogo é, principalmente, através da observação, do olhar treinado para os problemas de ensino/aprendizagem, identificar e encontrar soluções para as questões que surgirem nos ambientes escolares e não escolares.

A escola é o ambiente onde as dificuldades em aprender se manifestam com maior intensidade. Ao ingressar em uma unidade de ensino, os pequenos infantes começam a serem cobrados para que, como se fossem um amontoado de seres únicos, idênticos, façam as mesmas atividades e aprendam da mesma forma, com uma única metodologia usada pelo professor ou pelo que designa a proposta pedagógica da escola.

Dessa forma, as diferentes maneiras de aprender, que individualiza cada aprendente, se manifesta e muitas vezes não são compreendidas pelos mestres. Os alunos que não conseguem aprender, da mesma maneira e tempo que seus pares, são deixados para traz. Ou seja, acabam repetindo o mesmo ano/série até que consigam aprender determinado conteúdo.

Assim sendo, o indivíduo ganha um rótulo: disléxico, hiperativo, disgráfico, criança problema, entre tantos outros… Sabemos que na maioria das vezes os problemas não são de aprendizagem e, sim, de ensinagem.  Além disso, há as questões familiares, sociais e culturais que podem interferir no processo interacional dos estudantes.

Ainda, conforme nos ensina a Psicologia da #Aprendizagem: qualquer pessoa pode aprender qualquer coisa, salvo, algum problema de ordem orgânica. Por exemplo, eu não posso ensinar um cego a dirigir, mas, eu posso ensinar outros saberes a ele. Destarte, se o individuo não apresenta nenhum problema defectivo, certamente poderá aprender todo e qualquer conteúdo que lhe seja apresentado. Mesmo que não o faça da mesma forma e tempo que seus pares.

2 CONCEITOS DE APRENDEIZAGEM

Afinal, o que define a aprendizagem? O que de fato define o termo aprendizagem? Repare no que Catania (1999, p. 22) diz a esse respeito:

 Se aprendizagem pudesse ser definida em uma ou duas frases, não teríamos qualquer problema. Definiríamos a palavra e, então, discutiriamos as condições sob as quais a aprendizagem ocorre, os tipos de coisas que são aprendidas, as maneiras pelas quais diferentes instancias de aprendizagem podem ser combinadas, as limitações da aprendizagem, e assim por diante. Mas, aprendizagem significa coisas diferentes, em diferentes momentos, para diferentes pessoas.

Todos os seres vivos dispõe de habilidades para aprender. Um papagaio, chimpanzé ou um cavalo, entre tantos outros animais, conseguem aprender coisas a eles ensinadas. Com os humanos acontece o mesmo, a diferença está no “ser racional” do ser humano e, com isso, evolui suas ideias e vai além. Isto é, através de suas experiências e interações o homem evolui progressivamente de geração em geração. Aprendizado é algo constante, não tem fim, aprendemos durante toda a existência.

Diante disso, podemos dizer que o ato de aprender perpassa a existência de todas as espécies de seres vivos. Talvez seja por isso que os seres humanos, como seres racionais que são, estudam e discutem tanto o ato de aprender. E isso não acontece só na modernidade! O ato de aprender é investigado e discutido pelos filósofos e seus discípulos desde os primórdios dos tempos. (PIRES, 2009, p. 11 e 12.).

Assim sendo, desde o século IV a.C os estudiosos formulam teorias para explicar os processos de aprendizagem. A exemplo disso, Platão (427-347 a.C), considerado como sendo o primeiro pedagogo, discípulo de Sócrates, afirma na teoria da Reminiscência, que aprender é recordar. Dizia que o ser humano deve ser entendido como corpo (ou coisa) e alma (ideias). Na alma o ser humano pode “contemplar a solução verdadeira, a qual ele já possuía antes mesmo de nascer, e que, agora, através do método maiêutico, passa então a se recordar”. (ARAUJO; FILHO, 2004, p. 354).

O criador da Maiêutica, Sócrates, filho de uma parteira, deu o nome a seu método talvez pensando em sua progenitora. Maiêutica/Maieutikos, do grego, significa: agir como parteira. Nesse sentido, Sócrates se coloca como parteira de seus discípulos para ajuda-los a dar a luz a suas ideias.

Entretanto, tais estudos se preocupavam somente com o aprender. Ou seja, apenas com as pessoas consideradas normais, que aprendiam sem dificuldade alguma. Já, que, somente os filhos das classes mais avantajadas: príncipes e nobres que moravam dentro dos muros dos castelos eram quem tinha a oportunidade de estudar.

Sendo assim, os menos favorecidos financeiramente e aqueles com algum problema de ordem orgânica, eram marginalizados, ficavam sempre excluídos da educação formal. E, ainda hoje, muitas crianças que apresentam certas dificuldades interativas ainda são excluídas do mundo letrado. Sempre com a alegação de que não tem predisposição para aprender.

No decorrer dos séculos, muitas teorias foram criadas e estudadas a fim de chegar a compreensão da aprendizagem.  Porém, foi somente no século XIX, na Europa, com o avanço do capitalismo industrial e com o aumento das desigualdades sociais, que surge a Psicopedagogia como área de estudos das  dificuldades de aprendizagens.

Devido aos problemas de aprendizagem desencadeados na Europa, no século XIX, no campo educacional, tais desigualdades eram evidenciadas. Para explicar a problemática, suas causas e possíveis soluções, áreas do conhecimento, como a medicina, a pedagogia e a psicologia, dedicaram seus estudos a respeito. Entretanto, não deram conta de explicar e tratar essa complexidade. . Assim, na fronteira da pedagogia e da psicologia, começou a surgir uma nova área de estudo: a Psicopedagogia, tendo como foco as dificuldades de aprendizagem. (STADINIK, 2009, p. 21).

A Psicopedagogia surge no Brasil somente a partir da década de 1970, principalmente por meio de professores argentinos que já haviam desenvolvidos alguns estudos nas escolas da Argentina. “Nessa época, teve início a influência argentina na educação, sendo que muitos profissionais brasileiros já se dedicavam aos estudos sobre a aprendizagem, porém como grupos, núcleos de estudos não-institucionalizados”. (STADINIK, 2009, p. 18).

O não aprender ou as dificuldades em aprender tem pairado os ambientes escolares a muito tempo. Cada tempo trata as questões relacionadas ao aprendizado de forma diferente. Primeiramente, a culpa pelo não aprender era de culpa exclusiva do aluno. Ou seja, se não aprendia este era o único culpado. Em seguida essa culpa se estendeu também para as famílias.

As escolas com suas #pedagogias tradicionais não assumiam a sua parcela de culpa pelos alunos “problemas” e pala alta taxa de evasão escolar.

Em se tratando de fracasso escolar, a instituição escolar também se achou no direito de diagnosticar. Passou a utilizar rótulos, cada um a seu tempo, bastando o aluno não estar nos padrões estabelecidos pela escola e pela sociedade. De acordo com o tempo histórico, a atribuição dos rótulos teve variações. Primeiro, por exemplo o aluno era visto como o “retardado”, o débil mental, o autista, o tolo, e finalmente, quando não havia um rótulo novo, foi identificado como o aluno que “tem problema” ou  “o problema”. Esse olhar extremamente patologizante e comportamentalista, além de proporcionar a exclusão social, aumentou o fracasso escolar. (STADINIK, 2009, p.21).

Vamos analisar, a seguir, as principais teorias e tendências pedagógicas que dão embasamento aos projetos pedagógicos na atualidade. Ou seja, as teorias que orientam o trabalho dos psicopedagogos e professores no que diz respeito a maneira como os indivíduos aprendem e se desenvolvem.

3 INTERACIONISMO

Primeiramente vamos entender do que se trata a teoria interacionista. Para isso precisamos entender outras teorias que discutem o aprender e o ensinar.  Uma delas é o Inatismo – essa, acredita que o sujeito adquire conhecimentos sem precisar de qualquer tipo de experiência. Ou seja, o conhecimento nasce com o indivíduo, é inato. Neste caso, o professor é um simples facilitador da aprendizagem. Para STADNIK (2009, p. 79), o professor “não precisa interferir para que o aluno aprenda, pois o aluno aprende conforme sua condição genética – a hereditariedade. Exemplo disso é a expressão ‘filho de peixe peixinho é'”. A qual quer dizer que, se o pai não aprendeu, o filho certamente não aprenderá também.

A outra teoria que citaremos é o Ambientalismo. Tal teoria acredita que o aprender está relacionado pela força do meio ambiente. Não depende do sujeito, este é apenas uma tábula rasa, uma folha em branco, que depende de alguém para inculcar-lhe o saber. Nesse sentido, o professor é o dono do saber e repassa para o aluno que não sabe. “Segundo esta concepção, o papel do professor é de repassador, transmissor de conhecimento, este considerado pronto, acabado e inquestionável; a todos é transmitido o mesmo conteúdo; e todos têm o mesmo ritmo para aprender”. (STADNIK, 2009, p. 80.).

O Interacionismo, sociointeracionismo ou socioconstrutivismo afirmam que aprendemos através da interação com o meio e com o outro. Sendo assim, os indivíduos e o ambiente onde o individuo esteja inserido são de extrema importância para o seu integral desenvolvimento. “Assim, o ser humano não pode ser considerado fora de um contesto histórico e social. Por exemplo: não é porque ele vive em um contexto social e econômico menos privilegiado que esteja determinado ao fracasso”. (STADNIK, 2009, p. 80.).

 Vygotsky fala de uma Zona de Desenvolvimento Proximal, a ZDP é a distância entre aquilo que o individuo sabe, conhece, e o que ele não sabe mas tem potencial para aprender. Ou seja, aquilo que o aluno sabe ao chegar a escola, por exemplo, é chamado de conhecimento real: andar de bicicleta, jogar bola, comer com talheres, etc. Conhecimento potencial é tudo aquilo que a criança pode aprender com a mediação de outra pessoa, no caso as escola: o professor.  É, portanto, na ZDP que o professor como mediador do conhecimento, irá intervir para que o aprendente vá além.

Vygotsky atribuiu uma enorme importância a dimensão social ; é ela que vai fornecer instrumentos e símbolos que mediam as relações do ser humano com o mundo. O aprendizado é considerado um aspecto necessário e fundamental para o desenvolvimento das funções  psicológicas superiores. Assim, para que o desenvolvimento aconteça, precisa existir aprendizagem. (SILVA, 2005, p. 120).

Nas escolas, cabe ao professor ser o mediador dessa zona de desenvolvimento. Ou seja, a partir dos conhecimentos prévios que o aluno possui, o mestre deve explorar suas potencialidades e ir além. Deste modo, a Zona de Desenvolvimento Proximal refere-se `as potencialidades que o individuo apresente entre o desenvolvimento real e o desenvolvimento potencial, nesse caso, precisa de um mediador, um professor.

A escola é o ambiente natural que propicia a aprendizagem. Para Silva, 2007, p. 26: “É na escola que acontece a educação formal. Ela é uma instituição social que exerce a função pela educação sistemática de crianças, jovens e adultos, buscando fazer a mediação entre o indivíduo e a sociedade”. E, como vimos anteriormente, é na escola que geralmente se manifestam os problemas de aprendizagem.

4 Dificuldades de aprendizagem

Podemos fazer o seguinte questionamento: – As escolas estão preparadas para resolver, identificar as questões relacionadas ao não aprender dos alunos? Há psicopedagogos preparados nos ambientes escolares? Para Paín (1985, p. 27): devemos entender “o problema de aprendizagem como um sintoma, no sentido de que o não-aprender não configura um quadro permanente, mas ingressa em uma constelação peculiar de comportamentos, no qual se destaca como sinal de descompensação”. Vamos analisar tais questionamentos no decorrer deste texto.

Certamente os problemas de aprendizagem podem ter várias faces, desde um problema familiar até algo mais complexo, envolvendo fatores biopsicosociais. “Por certo que, levando a comparação ao extremo, assim como um desnutrido pode transformar-se em anoréxico como uma defesa, em maior grau ainda que o problema relativo pode dar lugar a um sintoma”. (FERNANDÉZ, 1991, p. 83).

Fernández ainda falando sobre os fracassos escolares destaca: “Assim como em todas as classes sociais pode aparecer a anorexia, em todas as situações socioeducativas pode aparecer o problema de aprendizagem-sintoma”. (1991, p. 83). Ou seja, assim como não confundimos “anorexia com desnutrição”, também não podemos confundir “problema de aprendizagem-sintoma” com as dificuldades que os sistemas de ensino tem em socializar conhecimentos com seus alunos.  O anoréxico, mesmo tendo a mesa farta, recusa alimentar-se. Também aqueles com dificuldades de aprendizagem, se a maneira como o ensino é socializado não lhe for conveniente, certamente não aprenderá.

Como dissemos anteriormente, qualquer pessoa pode aprender qualquer coisa, se não houver algum problema de ordem orgânica. Entretanto, cada indivíduo tem sua própria forma e ritmo de aprender e, para isso, o professor deve estar atento para não rotular seu aluno.

É obvio que se o sujeito tem algum transtorno e ou distúrbio de aprendizagem, isso somente se manifestará de forma clara quando chegar a hora do individuo começar a ser educado formalmente, na escola. Mas, primeiro veremos os conceitos de  distúrbio de aprendizagem:

Distúrbios de aprendizagem é um termo genérico que se refere a um grupo heterogêneo de alterações manifestas por dificuldades significativas na aquisição e uso da audição, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Estas alterações são intrínsecas ao indivíduo e presumivelmente devidas à disfunção do sistema nervoso central. Apesar de um distúrbio de aprendizagem poder ocorrer concomitantemente com outras condições desfavoráveis (por exemplo, alteração sensorial, retardo mental, distúrbio social ou emocional) ou influências ambientais (por exemplo, diferenças culturais, instrução insuficiente/inadequada, fatores psicogênicos), não é resultado direto dessas condições ou influências. (Collares e Moysés, 1992: 32).

Agora vamos saber qual o significado de transtorno de aprendizagem conforme a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da Classificação Internacional de Doenças – 10, elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O termo “transtorno” é usado por toda a classificação, de forma a evitar problemas ainda maiores inerentes ao uso de termos tais como “doença” ou “enfermidade”. “Transtorno” não é um termo exato, porém é usado para indicar a existência de um conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente reconhecível associado, na maioria dos casos, a sofrimento e interferência com funções pessoais (CID – 10, 1992: 5).

Em outras palavras, transtorno se refere a mais de um sintoma clinicamente reconhecível em um mesmo individuo. Ou seja, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um desses exemplos. Pois, engloba diferentes síndromes como: dificuldade de comunicação por deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos, dificuldade de socialização e padrão de comportamento restrito e repetitivo. Outro exemplo de transtorno é o TDAH.

A criança com Hiperatividade ou TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) apresenta um comportamento bastante agitado, desatento e impulsivo, sendo que essa conduta se apresenta com maior intensidade que em outras pessoas do mesmo gênero e faixa etária. A criança Hiperativa tem dificuldade em ficar parada, ou se concentrar em algo mesmo que por alguns instante. O desempenho escolar do Hiperativo é baixo, apresentam ainda problemas na leitura e em outras atividades escolares.

Destacamos, entretanto, que tais comportamentos se diferem entre meninos e meninas diagnosticados com o mesmo transtorno. Ou seja, enquanto nos meninos a hiperatividade latente da lugar a impulsividade e a movimentação constante, não se atém a nada nem a ninguém, nas meninas o comportamento observado e o oposto. Elas costumam ficar sentadas em suas carteiras, porem, com se estivessem no ” mundo da lua”. Não prestam atenção no que acontece, na aula, como se estivesse em outro lugar, bem longe.  Além desses transtornos, temos também crianças com Síndrome de Down nos ambientes escolares.

A criança com Síndrome de Down – condição cromossômica causada por um cromossomo extra no par 21 – possuem características físicas semelhantes e embora apresentem deficiências intelectuais e dificuldades de aprendizagem, são bastante expressivos, se comunicam com facilidade e são extremamente sensíveis. Cada criança com Síndrome de Down possui personalidade única, portanto as dificuldades de aprendizagem se apresentam em graus diferentes de criança para criança.

Além dos transtorno e da síndrome supracitadas, as mais frequentes no ideário dos educadores e familiares são as dislexias. As Dislexias estão diretamente ligadas a linguagem do indivíduo. Ou seja, comprometem de alguma forma a comunicação. Pode ser na leitura, na escrita, troca letras, na compreensão de um pequeno texto e, até mesmo com os cálculos.

5 RELAÇÃO SUJEITO COM O MUNDO

O expoente interacionista: Vygotsky, sinaliza a linguagem como forma de interação e desenvolvimento dos indivíduos. Para o teórico, as interações sociais através de instrumentos mediadores: o meio em que esteja inserido, a cultura, entre outros, proporcionam o desenvolvimento do homem e sua instrumentação para atuar e transformar o meio. “Por isso, o relacionamento entre professor e aluno deve permitir espaços de construções e descobertas, respeitando o saber do aluno e seu ritmo de aprendizagem, levando em conta a realidade na qual se encontra inserido.” (STADNIK) , 2009, p. 86.

Wallon, médico e psiquiatra francês, reforça a teoria vygotskiana. Também considerado um expoente interacionista e ideias na mesma linha de Vygotsky. Wallon destaca a afetividade como centro no que tange a construção das pessoas e do conhecimento. O est

estudioso afirma que o desenvolvimento humano é geneticamente social. Ou seja, o homem somente poderá ser entendido se levado em consideração sua existência biológica e social de maneira intrínseca. “Wallom distingue emoção e afetividade e alerta para o contágio das emoções que, de forma descontrolada, podem prejudicar o cognitivo. Ainda recomenda que o estudo das emoções deveria fazer parte da formação de professores”. (STADNIK, 2009, p. 87.).

A Epistemologia Genética de Piaget, também nos ensina como acontece o desenvolvimento humano. Apesar de seus estudos, a princípio, estarem voltados a compreensão dos fatores biológicos, tem sido muito estudado nas faculdades de formação docente. Para Piaget, assim como outros interacionistas, o processo de aprendizagem acontece através da interação como o meio em que vive. A teoria piagetiana explica como se dá o desenvolvimento e aprendizagem através dos processos biopsicológicos. Segundo Stadnik (2009, p. 86.), A Epistemologia Genética: “Apresenta toda uma estrutura de funcionamento, explicando os mecanismos pelos quais aprendemos, dentre eles a assimilação e a acomodação”.

6 SUJEITO E SUBJETIVIDADE

Sabemos que ninguém é igual a ninguém, somos seres únicos. Sendo assim, interagimos e aprendemos de maneiras distintas, ou seja, cada indivíduo tem seu tempo e forma de assimilação de um determinado conteúdo. Howard Gardner desenvolveu uma teoria chamada de “inteligências múltiplas”.  O psicólogo americano afirma que são oito tipos de inteligências, porém, as pessoas geralmente desenvolvem apenas dois tipos. Isso pode ser comprovado quando percebemos alguns indivíduos que desenvolvem maiores aptidões em determinada disciplina ou conteúdo em detrimento a outros. Por exemplo, tem um aluno que é ótimo em Matemática, porém, em Português é péssimo. Isso não significa, em hipótese alguma, que ele não consiga aprender a Língua Portuguesa, apenas, que suas estruturas biológicas: genéticas ou ambientais, desenvolveram a apreciação para um conhecimento especifico com maior facilidade.

Desse modo, a teoria afirma que uma criança que aprende a multiplicar números facilmente não é necessariamente mais inteligente do que outra que tenha habilidades mais forte em outro tipo de inteligência. A criança que leva mais tempo para dominar uma multiplicação simples, (a) pode aprender melhor a multiplicar através de uma abordagem diferente; (b) pode ser excelente em um campo fora da matemática; ou (c) pode até estar a olhar e compreender o processo de multiplicação em um nível profundo. Neste último exemplo, uma compreensão mais profunda pode resultar em lentidão que parece (e pode) esconder uma inteligência matemática potencialmente maior do que a de uma criança que rapidamente memoriza a tabuada, apesar de uma compreensão menos detalhada do processo de multiplicação. (WIKIPEDIA).

Outra abordagem que explica a relação sujeito e subjetividade é a psicanalítica, desenvolvida por Sigmund Freud, no final do século XIX e começo do século XX, também traz valorosa contribuição para a compreensão da subjetividade humana na construção de conhecimentos. Ensinar e aprender depende da interação de, no mínimo, dois sujeitos. Isto é, não há a possibilidade de aprendermos, de nos desenvolvermos, sem a interação com o outro.

Desta forma, são duas subjetividades interagindo para chegar a um fim. A subjetividade do ensinante e a subjetividade do aprendente.  Assim, para Medrano e Rodrigues (2009, p. 40):

Estamos no plano da intersubjetividade. Que significa isso? Primeiramente que não há sujeito a não ser em relação a um outro. Essa relação é a condição da constituição da subjetividade. É por isso que o sujeito sempre está sujeito a outro. Este outro funciona como igual, mas ambos por sua vez estão sujeitos a um outro (lugar da terceiridade, da cultura, da ley).

Agora que já estudamos e compreendemos alguns teóricos e teorias que fundamentam as maneiras de como interagimos e aprendemos, vamos aprofundar nossos estudos sobre o papel do psicopedagogo na relação ensino aprendizagem. Ou, melhor dizendo, nos fatores que interferem nas questões do aprender: as chamadas de “dificuldades de aprendizagens” e como a Psicopedagogia pode ajudar tanto o ensinante como aprendente.

7 O TRABALHO DO PSICOPEDAGOGO

A Psicopedagogia é uma área (inter) e transdisciplinar que estuda as causas dos problemas de aprendizagem. Ou seja, seu campo de atuação é o não aprender, motivos e causas. O psicopedagogo tem como principal ferramenta de trabalho a observação. É, portanto, através de um olhar treinado, que o profissional da área observa e chega aas suas conclusões.

O psicopedagogo não é um psicólogo, ou seja, a Psicopedagogia tem formas próprias para analisar cada caso. Para Stadnik (2009, p. 30.):

 Em suma, a Psicopedagogia transita por várias áreas do conhecimento como: psicologia, pedagogia, psicanálise, linguística, medicina, fonoaudiologia, sociologia e antropologia, quando da definição do seu objeto de estudo e construção de seu referencial teórico.

Sendo assim, o psicopedagogo busca conhecimentos nas diversas áreas do saber para fazer seu trabalho.

De forma interdisciplinar: concilia os conceitos das diversas áreas do conhecimento e promove avanços na produção de novos conhecimentos. De maneira transdisciplinar: ultrapassa a fronteira das demais disciplinas e, ou teorias, transitando por elas , articulado saberes e desdobrando-se para efetivar uma prática, em nosso caso, a prática psicopedagógica.

Cabe ao psicopedagogo, portanto, manter-se atualizado e atento a tudo que diz respeito aos processos de ensino e aprendizagem, para desenvolver suas atividades com desenvoltura.

A Psicopedagogia é única, apesar de ser usados os termos: Psicopedagogia Clínica e Psicopedagogia Institucional, não há divisão entre ambas. Ou seja, não há como estudá-las de forma separada, dicotomizada. A principal diferença está no fato de que a Psicopedagogia Clinica é  exercida clinicamente, como o próprio nome sugere. O profissional atende em consultórios ou clinicas. Segundo Stadinik (2009, p. 45):

A Psicopedagogia Clínica parte do sintoma do individuo, de sua história em seu contexto histórico-social. Caracteriza pela investigação e intervenção a fim de compreender a causa, a modalidade de aprendizagem do sujeito, com o objetivo de sanar suas dificuldades e eliminar os obstáculos, desta forma possibilitando o prazer de aprender. Realiza processos de orientação educacional, vocacional e ocupacional, tanto de forma individual como em grupo. Utiliza técnicas e metodologias próprias da Psicopedagogia.

A Psicopedagogia Institucional se faz presente em uma instituição. Essa instituição pode ser uma escola, hospital, família, empresa. Assim como na Clínica, a Psicopedagogia Institucional desenvolve uma atuação preventiva e terapêutica. Entretanto, como trabalha em uma instituição, com um grupo grande, seu foco está mais voltado para a prevenção.

A Psicopedagogia Institucional parte do sintoma do grupo em seu contexto histórico-social. Dessa forma, realiza a investigação e o diagnostico psicopedagógico institucional, identifica sintomas bloqueadores do processo ensino-aprendizagem e os redimensiona por meio de estratégias que possibilitem a aquisição do conhecimento. Também administra ansiedade e conflitos que possam se refletir na dinâmica intergrupal. (STADINIK, 2009, p. 46)

8 SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAL

A sala de recursos tem por finalidade dar apoio ao trabalho realizado pelos professores em salas convencionais. Aqui, citaremos a Sala de Recursos Multifuncional – SRM, da Escola Municipal Laudemira Coutinho de Melo, Dourados/MS. A SRM da escola é equipada com farto material de apoio psicopedagógico e uma profissional competente que realiza seu trabalho em tempo integral.

Citaremos os itens presentes na SRM da escola em questão:

1- 1 Microcomputador com gravador de CD e leitor de DVD;

2- 1 Estabilizador;

3- 1 Scanner;

4- 1 Impressora laser;

5- 1 Teclado com colmeia;

6- 1 Bandinha rítmica;

7-  Dominó;

8- Material Dourado;

9- Esquema Corporal;

10- Memórias de Numerais;

11- Tapete quebra-cabeça;

12- Software para comunicação alternativa;

13- Sacolão Criativo;

14- Quebra cabeças sobrepostos (sequência lógica);

15- Armário de aço;

16- Mesa para Computador;

17-Mesa para Impressora;

18- Jogos Sistema Monetário;

19- Família silábica ilustrada;

20- Blocos lógicos;

21- Pranchas para Alfabetização;

22- Calendário boliche;

23- Alfabeto móvel, degrau, ilustrado;

24- Associação de ideia;

25- Jogos de sequência lógica;

26- Jogos de estímulos;

27- Cubo hábil;

28- Tabuleiro da tabuada.

A SRM da escola tem por objetivo trabalhar com alunos que apresentem algum tipo de dificuldade de aprendizagem (DA). Quando o professor em sala de aula detecta que algum aluno apresenta alguma dificuldade ou comportamento estranho, o mesmo encaminha o aluno para uma avaliação com a profissional responsável pela SRM. Diagnosticado o problema, o indivíduo é acompanhado em horários opostos as aulas normais.

Os alunos que apresentam alguma anomalia que esteja fora da competência da profissional em questão, é encaminhado ao profissional competente, com a autorização da família, para que seja realizado os devidos diagnósticos e tratamento, se for o caso. Os encaminhamento mais frequentes são para especialistas em Neuropediatria; Psicologia

; Fonoaudiologia e Psiquiatria.

Sendo diagnosticado algum problema que seja necessário maior atenção para com o aluno por parte do professor, a Secretaria de Educação Municipal nomeia um profissional em Educação para auxiliar o professor titular em sala de aula. Dessa forma, o professor poderá realizar seu trabalho dando a devida atenção a todos.

9 SITUAÇÃO PROBLEMA – 1

Usaremos um nome fictício para a aluna em questão.

A aluna Elizabete, devidamente matriculada no quarto ano do Ensino Fundamental, na referida Instituição de Ensino, sempre apresentou dificuldade de aprendizagem. Usaremos, a partir de agora, abreviatura “DA” para Dificuldade de Aprendizagem. Elizabete, atualmente com 15 anos, reprovou por vários anos por não conseguir acompanhar e aprender os conteúdos exposto pelos professores em sala de aula. Até o ano anterior a referida aluna não lia, não aprendia, não se desenvolvia.

Elizabete estuda nesta Unidade de Ensino desde os anos pré-escolares. A família sempre foi inquerida pelos professores para que encaminhasse a criança para uma avaliação clínica, mas não aceitavam e ainda diziam que a filha não era “doida”.

A menina sempre apresentou dificuldades no desenvolvimento cognitivo e, com essas dificuldades, não alcançou desenvolvimento em sua aprendizagem. Por mais que as professoras tentassem varias práticas pedagógicas, não havia maneira que desse jeito no desenvolvimento da pequena infante.

No ano anterior, foi implantada a SRM – Sala de Recursos Multifuncional, na escola em questão. E, a partir de então, cobramos mais compromisso e dedicação da família para avaliação e acompanhamento clínico. O que foi prontamente atendido pelos familiares.

Feita a avaliação por um especialista, constatou-se: Distúrbio Cerebral. A partir de então, Elizabete passou, além da sala de aula convencional, a ser atendida na Sala de Recursos Multifuncional para as intervenções psicopedagogias necessárias. Duas vezes por semana, em horários opostos aos das aulas, Elizabete realiza atividades que proporcionam o aprender. As atividades proporcionam e oferecem recursos pedagógicos necessárias para que a aluna seja incentivada a se expressar, pesquisar e a realizar todas as atividades propostas. Ou seja, são realizadas as atividades que a estudante não consegui realizar, por algum motivo, na sala de aula e, também, aquelas apresentadas de forma extraclasse, dando autonomia para que tenha avanços significativos.

Houve muitos avanços no desenvolvimento de sua aprendizagem. Tornando-se visivelmente mais independente, autônoma e criativa nas atividades escolares e na interação diária com seus colegas e familiares.

Elizabete evoluiu grandemente, obteve avanços durante os atendimentos, pois, agora já consegue ler, compreender e perceber-se como ser capaz de aprender, acreditando em si mesmo e suas potencialidades. Melhorou a socialização e expressa suas ideias verbalmente com clareza, conseguindo alcançar os objetivos propostos.

10 SITUAÇÃO PROBLEMA – 2

O segundo relato de caso que mencionaremos é uma entrevista realizada com um professor das séries Iniciais do Ensino Fundamental e familiares dos alunos.

  1. 1 REGISTRO DAS INTERVENÇÕES PSICOPEDAGÓGICAS
  2. 2 INTERVENÇÃO
  • Objetivos: Identificar as causas do desinteresse de 10% das famílias dos alunos do 5° ano das Séries Iniciais do Ensino Fundamental da Escola Municipal Laudemira Coutinho de Melo, em acompanhar o desenvolvimento escolar de seus filhos (as). Entrevistar o professor e fazer um questionário para as famílias responderem. Além de conscientizar as famílias e a instituição escolar sobre a importância da união para o completo desenvolvimento dos alunos.
  • Desenvolvimento: apresentação de um questionário as famílias; entrevista com o professor. A entrevista com o professor foi realizada na própria escola. Porém, o questionário feito com as mães dos alunos foi feito em suas residências.
  • Recursos utilizados: o material usado na intervenção foi folhas de papel sulfite – A4, câmera fotográfica e telefone celular com gravador de voz (áudio).
  1. 3 APROXIMAÇÃO DIAGNÓSTICA

A intervenção Psicopedagógica gerou os seguintes resultados:

  1. 4 O PROFESSOR

O professor disse que os alunos (as) com menor média escolar são aqueles que as famílias não acompanham devidamente. Que os alunos não se interessam pelas aulas e que, nem se quer, tem os materiais necessários para os estudos. Vale ressaltar que “O psicopedagogo pode e deve intervir nas causas do fracasso escolar, seja nas dificuldades de aprendizagem, nos problemas decorrente delas, na reflexão acerca dos métodos do professor ou na relação professor-aluno. (PIRES, 2009,p. 89. Grifo meu.),

Apontamos as seguintes estratégias a curto prazo: a sala de aula possui  armários,  em perfeito estado e que pode ser usado para guardar os materiais dos alunos para que não percam ou esqueçam em suas casas. Assim, não teremos desculpas quanto a falta de materiais. Nos finais de semana a criança leva para casa, quando for o caso, o caderno de tarefas. Pois, afinal, estamos falando de crianças com 11 anos.

O professor apontou que 10% dos alunos, aqueles que as famílias não fazem um acompanhamento adequado, encontram muitas dificuldades nas práticas de leitura, escrita e Matemática. E, isso é preocupante, pois, na 5 série, esses alunos deveriam dominar completamente tais conteúdos. Ou seja, alguma coisa precisa ser feita para mudar o quadro atual. “O psicopedagogo não deve assumir a função do professor ao intervir no processo de ensino-aprendizagem, mas deve orientar e conduzir a reflexão e vivências que aprimorem essa relação afetiva dele com os alunos.” (PIRES, 2009, p. 90.).

  1. 5 AS MÃES

As mães que responderam o questionário deram as seguintes respostas: a maioria absoluta disse que não tem tempo, pois trabalham fora todos os dias. Quanto a examinar os cadernos das crianças, 5 das 6 disseram que examinam quando tem tempo e uma disse que sempre examina as atividades. Todas as 6 mães responderam que seu filhos só contam o que fizeram na escola quando questionados. Todas disseram que  costumam trocar carinhos com os filhos. Sobre o comportamento das crianças 2 mães disseram que seus filhos são inquietos; uma disse inteligente e 3 mães acham seus filhos tranquilos. Nenhum deles gosta de estudar e todos gostam de brincar, segundo a avaliação das mamães. A brincadeiras que mais gostam, os 4 meninos gostam de jogar bola e as 2 meninas de brincadeiras diversas com as coleguinhas. “O psicopedagogo, no ambiente familiar, deve incentivar a aprendizagem, orientando pais e filhos a agirem de maneira favorável, proporcionando reflexões acerca dos aspectos de sua relação familiar.” (PIRES, 2009, p. 96.).

A situação dessas mães é um tanto complicada, não são relapsas, apenas falta tempo para acompanharem a vida escolar dos filhos. Essas pessoas são da classe social menos favorecida financeiramente e precisam trabalhar em vários locais para prover o sustento da família. A maioria dessas mães são diaristas, cada dia da semana trabalham em locais, casas, diferentes. Trabalham de segunda a sábado, o único dia de folga é o domingo, nesse dia devem fazer os trabalhos domésticos em suas casas. Dessa forma, não há como fazer o acompanhamento adequado dos filhos. As crianças ficam em casa e são acompanhadas até a escola pelos irmãos mais velhos, adolescentes entre 12 e 15 anos.

Nenhuma das crianças tem problemas de aprendizagem. Falta, nesse caso, maior apoio pedagógico da escola. Ou seja, estratégias de ensino mais eficaz para que as crianças aprendam e se desenvolvam como as demais.

Nesse sentido, as estratégias para sanar as reclamações da escola, seria orientação ao professor e Coordenação escolar a respeito das famílias das crianças envolvidas. Elaborar projetos e planos de aulas que induzam as crianças as práticas de aprendizagem prazerosa e significativa.

11 CONCLUSÕES

Percebemos os conceitos de aprendizagem, os principais teóricos e teorias que dão embasamento ao trabalho do psicopedagogo. A Psicopedagogia como área (inter) e transdisciplinar além de seu surgimento e campo de atuação. O psicopedagogo é o profissional competente para, principalmente através da observação, detectar e encontrar soluções para os problemas de aprendizagem. Trabalhando em conjuntos com os professores ou orientado alunos e familiares.

A participação da família no ambiente escolar é de fundamental importância para o desenvolvimento do aluno. Quando a escola e a família trabalham em conjunto, as dificuldades que possam surgir, são resolvidas com mais facilidade. E, além disso, quando a família se faz presente, a criança percebe que seus familiares realmente se preocupam com seu desenvolvimento e aprendizagem.

Percebemos que a presença do psicopedagogo nos ambientes escolares ainda é muito restrita. Muitos ainda desconhecem qual é o verdadeiro papel da Psicopedagogia, para o que serve. Ainda é confundida com a Psicologia.  As DAs – Dificuldades de Aprendizagens, não são diagnosticadas em exames laboratoriais, por isso, não adianta levar o indivíduo que apresente tal problemas, a um médico. O profissional indicado, nesse caso, é o psicopedagogo.

As situações problemas apresentadas servem para compreendermos alguns aspectos que levam ao desinteresse e ao não aprender. As causas são muitas, mas, com todo o embasamento teórico e as práticas psicopedagógicas na atualidade, tais dificuldades de aprendizagem podem ser superadas.

REFERÊNCIAS

ARAUJO, Dora; FILHO, Targino. Gestão da Extensão: meios para interação universidade-sociedade. In 5 Fórum de extensão universitária da acafe, Blumenau. Anais. Blumenau: EDIFURB, 2004.

CATANIA, A. Charles. Aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10: COLLARES, C. A. L. e MOYSÉS, M. A. A. A História não Contada dos Distúrbios de Aprendizagem. Cadernos CEDES no28, Campinas: Papirus, 1993, pp.31-48.

Descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Organização Mundial de Saúde (Org.). Porto Alegre: Artes Médicas, 1993

FERNÁNDEZ, Alicia. A Inteligência Aprisionada. Porto Alegre: Artemed, 1991.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncias_m%C3%BAltiplas (Acesso em: 10 de setembro de 2014).

MEDRANO, Carlos Alberto; RODRIGUES, Evelise Vieira Melo. Teoria e Prática da Psicopedagogia Institucional. Centro Universitário Leonardo da Vinci. Indaial: Grupo UNIASSELVI, 2009.

PAÍM, Sara. Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de Aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 1985.

SILVA, Daniela Regina da. Psicologia da Educação e Aprendizagem. Associação Educacional Leonardo da Vinci. – Indaial: Ed. ASSELVI, 2006.

SILVA, Daniela Regina da. Psicologia Geral e do Desenvolvimento. Associação Educacional Leonardo da Vinci. – Indaial: Ed. ASSELVI, 2005

STADNIK, Liliana. Introdução a Psicopedagogia. Centro Universitário Leonardo da Vinci. – Indaial: ASSELVI, 2009

ABREVIATURAS

DA > Dificuldade de Aprendizagem

TDAH > Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

SEM> Sala de Recursos Multifuncional

CID-10> Classificação Internacional de Doenças

OMS> Organização Mundial da Saúde

ZDP> Zona de Desenvolvimento Proximal

TEA> Transtorno do Espectro Autista

Um comentário sobre “Fundamentos da Psicopedagogia Institucional

  1. Como Orientadora Educacional que dei ao meu estado conhecimentos que o país investiu na minha pessoa , devido sempre estudar em escola pública, sugiro que seja cumprida a Constituição Federal de 1988, todos sejam iguais perante a lei já que vivemos num país democrático de direito O MEC precisa qualificar os profissionais para avaliar os alunos dentro do contexto educacional científico, pois assim erradicamos o analfabetismo no Maranhão.

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