Questões Sociais

A CURVA1 INTRODUÇÃO

Com o início da Revolução Industrial, muitos operários vindo principalmente do campo, começaram a trabalhar nas fábricas europeias. Com isso, no século XIX, na Europa, o chamado pauperismo ou, pobreza extrema, toma conta das cidades da época. Sem investimento algum por parte do estado ou mesmo dos ricos comerciantes, os burgueses.

Nesse sentido, a burguesia ficava cada vez mais rica enquanto os trabalhadores se afundavam na escuridão da pobreza absoluta. A partir de então, com o descaso total pelo proletariado, começa “a ‘tomada de consciência’ por parte da classe trabalhadora de sua condição de exploração, onde o desenvolvimento econômico crescia na mesma proporção que o pauperismo. (GARCIA et al).

Depois dos inícios das manifestações por parte da classe operária, com a ajuda de partidos políticos e dos sindicatos, o governo começa a criar políticas públicas para facilitar a vida sofrida dos trabalhadores.

A partir de então, os trabalhadores começam a colher os frutos entre eles a redução da carga horária abusiva que chegava a 16 horas diárias. Com a regulamentação social, a legislação fabril, a carga horária dos trabalhadores das indústrias caiu para 10 horas dias. “As questões sindicais e trabalhistas mais amadurecidas conseguiram vitórias trabalhistas, dentre elas a mais importante foi a aprovação da lei das dez horas, além da redução da violência no cotidiano.” (GARCIA et al).

2 A QUESTÃO SOCIAL NO BRASIL (#Questõessociais)

A desigualdade social no Brasil gera vários problemas como o desemprego, violência, a falta de oportunidades para todas as classes. Um dos principais motivos disso acontecer é a falta de formação adequada para os trabalhadores. Muitos querem, porém, não são qualificados para assumir determinadas vagas de empregos que exige melhor capacitação.

Mas, para que possamos entender as questões sociais no Brasil atual, vamos começar do início, como foi a colonização brasileira pelos portugueses. Perceba que as pessoas que para cá vieram naquela época, a maioria não foi por iniciativa própria. Ou seja, alguns foram forçados a isso e outros, como o próprio rei, mudou-se com a Comitiva Imperial fugindo das tropas napoleônicas.

Nesse tempo o que valia era a palavra do rei. O destaque desse tempo eram os padres católicos que de alguma forma prestavam, grossos modos, serviços sociais aos índios, principalmente. Porém, só com o passar do tempo e com as mudanças dos sistemas de governo é que mudanças foram aparecendo.

O início da questão social no Brasil, não foi muito diferente das acontecidas na Europa. A diferença é que no Brasil a população era maior no campo. Nesse sentido, o governo de Getúlio Vargas se preocupou com a Reforma Agrária, distribuindo terras no interior do Brasil, mas, principalmente, porque queria a ocupação do Território Brasileiro.

Outra questão social muito importante que os trabalhadores conseguiram foi a institucionalização da carteira de trabalho, em 1932, que assegurou vários direitos ao trabalhador.

Muitas pessoas encaram a questão social como uma responsabilidade exclusiva do governo. Veja o que diz (SILVA, 2005, p. 35):

“Até a década de 1930, as condições de reprodução da força de trabalho – inclusive a moradia dos trabalhadores – dependiam predominantemente da relação capital-trabalho, apesar de já se identificar uma certa intervenção do poder público. A partir de 1930 essas relações passaram a depender do Estado, por meio de uma estrutura político-institucional em grande parte centralizada no Ministério do Trabalho. Nesse aspecto, a concepção trabalhista e estatal do regime respondeu também a uma demanda dos setores econômicos empresarias, na medida em que a “indústria em expansão exigia mercados nacionais fortificados e ainda (exigia) que o Estado assumisse de forma mais efetiva as condições gerais de produção e reprodução, liberando o capital dessas responsabilidades.

Entretanto, a maioria dos problemas que rondam a sociedade são muitas vezes o retrato das condições que o capitalismos impo~e aos trabalhadores que não se ajustam no mercado de trabalho: o despreparo material e intelectual, ou seja, a pobreza. Para muitos, a pobreza é vista como um problema individual, sendo assim, o próprio sujeito é responsável pela sua incapacidade econômica.

[…] o pensamento construído historicamente de que em toda sociedade haverá sempre os mais pobres, os doentes, os frágeis, os incapazes, os que nunca conseguirão reverter essa condição de miserabilidade, precisando sempre de ajuda e da misericórdia dos outros”. (Yazbeck, 2007:40)

Mas, o discurso de que o sujeito é o único responsável por sua pobreza será correto? Ou seja, mesmo que o indivíduo nunca tenha tido oportunidades reais de inserção social?

3 DESAFIOS E CONQUISTAS

“O grande desafio é que alguns problemas como desigualdades sociais e injustiças são muitas vezes tolerados e ignorados porque não representam uma ameaça direta ao poder político.” (Significados.com.br). Ou seja, os crimes hediondos, por exemplo, como homicídios e sequestros, por representarem ameaças ao poder, recebem uma intervenção por parte do governo. Isso, para proteger a si próprio e, não para pura proteção dos cidadãos comuns. Nesse sentido, a questão social certamente é uma área que precisa se desenvolver muito no Brasil.

O Brasil melhorou muita no que diz respeito as questões sociais, principalmente se dermos uma olhada nas mudanças que ocorreram dos anos de 1930 até a atualidade. Houve um retrocesso nos governos militares, ditadura. Mas a partir de então vemos muitas mudanças interessantes. Principalmente depois da promulgação da Constituição Federal de 1988. Os direitos são claros, conforme a lei, só falta colocá-los em prática.

O povo brasileiro aprendeu a sair as ruas e reivindicar seus direitos adquiridos, a cobrar mais seus políticos. Apesar da corrupção reinante nos governo, aos poucos tudo está mudando. Principalmente para aqueles menos abastados financeiramente. O governo tem criados diversos meios de inserção social. Seja por meio de reforma agrária para as pessoas do campo, de cestas básicas para os menos favorecidos e até as bolsas universidades. Ou seja, a população, principalmente os mais jovens estão sabendo aproveitar as oportunidades crescentes no quesito educação. Há pouco tempo entrar em uma faculdade era somente para os filhos de ricos, atualmente não estuda quem não quer. E, isso, a educação, é a principal maneira de ascender socialmente.

A educação além de tirar os jovens da miséria ainda oferece boas perspetivas de futuro ao mesmo. Creio que esta é uma das grandes conquistas dos brasileiros da atualidade. Claro que a maioria dessas ações ainda tem um caráter assistencialista, porém, aos poucos vai se moldando novas maneiras de pensar e agir do povo.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O capitalismo influenciou a maneira de ser e viver das pessoas. O ter em detrimento do ser, o tênis de marca, o carro, etc. Tudo isso pesa no bolso do trabalhador que também é um produto consumista.

Entretanto, as questões sociais estão tomando novos rumos, para melhor. Se o trabalhador pode comprar uma roupa de marca atualmente, isso foi muito diferente há pouco tempo na história.

No Brasil, as mudanças são claras. Mesmo porque, se a população for miserável, extremamente pobre, quem será o consumidor desse faminto mercado capitalista/consumista da atualidade.

Apesar da maioria da população ser formada por alienados, que não sabem ainda pensar por si só, percebe-se que as pessoas não servem mais como massa de manobras de inescrupulosos. A juventude, principalmente, está mais atenta aos desafios que surgem e mais conscientes de seus direitos e deveres, como foi visto nas manifestações populares que aconteceram em todo o Brasil há pouco tempo..

REFERÊNCIAS

GARCIA, Lívia Oliveira; RAMOS, Vanessa Martins; BONADIO, Valderes Maria Romera. A Questão Social. Disponível em: http://intertemas.unitoledo.br/revista/index.php/ETIC/article/viewFile/938/909. Acesso em: 09/10/2013.

SIGNIFICADOS. Significado de Questão Social. Disponível em: http://www.significados.com.br/questao-social/. Acesso em: 09/10/2013. Silva, Maria Laís Pereira.

Favelas cariocas, 1930-1964. Rio de Janeiro, Contraponto, 2005.

Yazbek, Maria Carmelita. As ambigüidades da assistência social brasileira após dez anos de LOAS: In Serviço Social e Sociedade nº 77, São Paulo, Cortez, 2004.

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