Por que trabalhar o lúdico na Educação Infantil

Porque trabalhar o lúdico na Educação Infantil? – Ora, a vida se bem vivida é lúdica. Ou seja, se estamos bem, somos felizes. A criança vê o mundo de maneira lúdica: cantando, dançando, brincando. Existe forma mais prazerosa de aprendizado?

Porém, devemos saber como trabalhar tal questão lúdica com êxito, de modo que as brincadeiras não se tornem um fim em si só. Mas que realmente tragam aprendizado e desenvolvimento real em todos os aspectos; cognitivos, sociais, afetivos, físicos…

Sabemos que a relação entre o brincar e o desenvolvimento é um ponto fundamental, no qual o brinquedo atua como criador de uma zona de desenvolvimento proximal, na medida em que torna possível, por meio do suporte imaginário, que acriança aja de uma forma além.

No brinquedo a criança é capaz de agir num grau de transição entre os objetos “concretos (um cabo de vassoura) e o pensamento abstrato (cavalo de pau)”. (FERREIRA, www.unesp.br). Observa-se uma operação que, iniciada com significado de coisas, se transfere para o significado das idéias. Ainda conforme Ferreira, “A capacidade de substituir um objeto (concreto) por outro (abstrato), e uma ação por outra, contribui para estabelecer as possibilidades de fazer escolhas conscientes”. (VIGOTSKY, 1991C, p. 117) nos ensina que “Do comportamento habitual de sua idade; no brinquedo é como se ela fosse maior do que é na realidade. Como no foco de uma lente de aumento, o brinquedo contém todas as tendências do desenvolvimento sob forma condensada, sendo, ele mesmo uma grande fonte de desenvolvimento”.

A imaginação como função base da consciência, da subsídios à criança para que possa resolver os conflitos que surgem em seu dia a dia. Ou seja, aquilo que lhe é irrealizável por ser criança, na brincadeira através da imaginação, ela torna realizável. No ato do brincar, a criança pode ser motorista, pode ser pai, a mãe, o professor… E isso naturalmente, desenvolve o pensamento lógico. Aprender a pensar por si só, ser criativo, é fator essencial ao pleno desenvolvimento intelectual da criança.

Nas brincadeiras: amarelinha, pega-pega, na dança, entre outras, os pequenos desenvolvem a motricidade, além do conceito de espaço e regras. Perceba que o aprendizado das “regras” é muito importante, pois, afinal, os pequenos infantes estão sendo educados para viver em sociedade e, toda sociedade tem suas regras, leis a serem obedecidas.

Essas regras aprendidas nas brincadeiras, também podem ajudar na indisciplina existente nas salas de aulas, para as crianças consideradas “normais” e também para os pequenos com algum tipo de transtorno psíquico. Vale lembrar, porém, que “a falta de limites, não pode ser confundida com TDAH”. (ALMEIDA) Doutora em Educação-palestrante. O que se vê é que muitas crianças com dificuldade de aprendizagem, por falta de limites – descumprimento de regras – são confundidas com indivíduos que sofrem de algum transtorno: TDAH; Autismo; Condutas Típicas.

Percebe-se, portanto, a importância do lúdico, em todas as suas vertentes; dança, contações de histórias, musicalização, parlendas, o brincar no parque, na areia (chão), os jogos de faz de conta… como fundamentais ao desenvolvimento integral da criança.  Para Freire, 2002, p. 69 “O jogo como desenvolvimento infantil, evolui de um simples jogo de exercício, passando pelo jogo simbólico e o de construção, até chegar no jogo social[…]”.

4 REFERÊNCIAS

 ALMEIDA, Amélia Leite. Vivência Educacional em Educação Infantil. Palestra proferida na faculdade de Pedagogia – Uniasselvi, Dourados, MS. 06 out. 2009.

FREIRE, JB. Educação de corpo inteiro: Teoria e praticada educação física. 4 ed. São Paulo, Scipione, 2002.

 VIGOTSKY, Leontiev. A Formação social da mente. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

www.portalppgci.marilia.unesp.br acessado em 10/9/2009.   

É isso pessoal… colaborem, deem sua ideias…

RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM EDUCAÇÃO INFANTIL

1 INTRODUÇÃO
O estágio de docência em Educação Infantil foi realizado no Centro de Educação Infantil Professora Dejanira Queiroz Tixeira, localizado na Rua João Vicente Ferreira s/n, Jardim Santa Maria, Dourados – MS.
O estágio foi feito m dupla, pelos acadêmicos: Jeanice Cássia dos Santos e Rouberval Barboza do Amaral. Sendo acompanhados pela professora regente: Clarice Ferreira dos Santos, Pedagoga.
A intervenção foi feita no período matutino nos dias: (5) cinco a (9) nove de abril de 2010. Conforme combinado com a professora regente, que nos passou os conteúdos com os quais estava trabalhando: corpo humano; partes do corpo (cabeça, tronco e membros); cuidados com o corpo; higiene; órgãos dos sentidos (visão, audição, olfato, tato e paladar).
Fomos apresentados às crianças, pela professora, que ficaram cheias de contentamento por contarem com novos integrantes para interagirem, brincarem, aprenderem.
A prática em sala de aula nos leva a refletir como será nosso dia a dia como professor. Enquanto estamos estudando apenas as teorias, não temos idéia do que é estar frente a uma classe e ser o responsável pela mediação do conhecimento às crianças, a responsabilidade é grande.
A experiência vivida na sala do CEIM – Centro de Educação Infantil nos mostrou claramente o que significa ser professor na Educação Infantil. Saber como trabalhar determinado conteúdo, para que a criançada realmente se desenvolva, aprenda com compreensão.
Portanto, é no estágio prático em sala de aula, que o futuro professor tem a oportunidade de se aperfeiçoar para exercer com êxito sua profissão. Segundo Silva, 2007, p. 35. “A primeira concepção que deve nortear o papel do professor é: ‘aprender e ensinar’ e ‘ensinar e aprender’. Ambas constituem um processo dinâmico, onde um não existe sem o outro. Ensinar pressupõe um aprendizado.”
  2 RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO
O Centro de Educação Infantil têm capacidade para 100 crianças. Mas, atualmente atende 94 pequenos infantes, com idade entre 3 meses e cinco anos. A distribuição se dá da seguinte forma: berçário I – 12 crianças de 3 meses a um ano e onze meses; berçário II – 12 crianças de 2 anos a 2 anos e onze meses. Maternal I – 13 crianças de três anos a três anos e onze meses; maternal II – 17 crianças de quatro anos a quatro anos e onze meses, com atendimento integral. O CEIM ainda conta com duas salas pré-escolares, destinada às crianças com idade de cinco anos a cinco anos e onze meses, nesse caso, o quantitativo é de 20 crianças, nos períodos matutino e vespertino, respectivamente.
 A instituição conta com 6 professores; 3 auxiliares de berçário; 7 assistentes pedagógicos; 2 cozinheiras; 1 secretária; 1 coordenadora pedagógica e administrativa.
Quanto à estrutura física, a escola infantil conta, além das salas de aulas, uma secretaria equipada com um arquivo, armário de aço, mesa com cadeira e um (PC) micro-computador. Uma cozinha equipada com um fogão industrial de quatro bocas, uma geladeira, um freezer horizontal, liquidificador, batedeira, pia, refeitório amplo com mesas e bancos. Almoxarifado com mesas e armários. Berçário I – equipado com solário, lactário, moveis e equipamentos adequados para atender as crianças conforme as suas necessidades. Ainda existe a disposição das crianças, uma área externa com parquinho (escorregador, gira-gira, balanço), caixa de areia, espaço gramado e arborizado para recreação, onde são realizadas as brincadeiras livres.
A sala de aula na qual realizamos o estágio, possui 4 grandes janelas, 2 portas de acesso, quatro lâmpadas fluorescentes, um armário, quadro negro, uma mesa do professor, cinco mesas com quatro cadeiras cada, proporcionais ao tamanho das crianças, dois ventiladores de teto.
A decoração das paredes é feita com desenhos, letras, números, cartazes com letras musicais, fotos das crianças e datas de aniversários. Essa decoração é feita pela professora em conjunto com as crianças. Vale lembras que através da interação em momentos de decorar a sala, por exemplo, que as crianças se desenvolvem, aprendem.
   Podemos concluir então que é o aprendizado que propicia o desenvolvimento dos processos internos do ser humano com a sua relação com o contexto sócio-cultural em que vive e a sua situação de organismo, não podendo se desenvolver sem a mediação do outro. Silva (2007, p. 13).
A rotina do CEIM é organizada, mas bastante flexível. Está repleto de afetos nas atividades como: comer, dormir, trocar fraldas, dar banho, etc. As crianças chegam por volta das sete horas da manha, tomam café, participam das atividades recreativas com assistentes pedagógicas, tomam banho, trocam roupas, almoçam, fazem a higiene bucal e dormem. Às treze horas os pequenos e pequenas lancham, participam das atividades didático-pedagógicas dentro e fora da sala de aula, depois tomam banho,jantam, fazem higiene bucal e juntos com seus professores, aguardam por seus pais, que chegam por volta das dezessete horas. A relação professor/aluno é de atenção, carinho, cuidado, amizade, aprendizagem. As docentes as descrevem como animadas, espertas, interessadas, curiosas.
A pré-escola, onde fizemos o estágio, chega às sete horas da manha, tem aula com a professora regente e aula de educação física 2 horas semanais, saem às onze horas e no contra-turno segue a mesma rotina no período vespertino.
O planejamento é feito a nível de unidade, ou seja, segue-se o referencial da Educação Infantil, porém, com ênfase nas peculiaridades de cada instituição. Isto é, conforme acordado no Projeto Político-Pedagógico da unidade de ensino, dessa forma, o professor (a) prepara seus planos de aula que é supervisionado pela coordenadora da unidade.
De acordo com o P.P.P. da escola é elaborado no início de cada ano letivo, objetivos a serem desenvolvidos durante o ano. Com bases nesses objetivos, os professores desenvolvem seus planos de aulas ou projetos.
O Centro de Educação Infantil: Professora Dejanira Queiroz Teixeira não tem problemas com espaço, por enquanto. Porém, tem algumas instituições no Município, que estão quase com o dobro de sua capacidade de lotação.
    
2 RELATÓRIO DA INTERVENÇÃO

O estágio nos dá a oportunidade de testar na prática, o aprendizado teórico que tivemos ao longo do curso. É hora de por em teste os conhecimentos adquiridos e refletir sobre o quê e como devemos melhorar. Portanto, nosso objetivo é o constante processo de aperfeiçoamento.

Segundo Paulo Freire apud Weiduschat (2007, p. 51):
  Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende […] O fato, porém, de que ensinar ensina o ensinante a ensinar certo conteúdo não deve significar, de modo algum, que o ensinante se aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. […] A responsabilidade ética, política e profissional do ensinante lhe coloca o dever de se preparar, de se capacitar, de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente.
Para Vigotski a aprendizagem se dá através da interação com outros indivíduos. A Psicologia da Educação e Aprendizagem reforça essa tese. “Não é possível aprender e apreender sobre o mundo, sobre as coisas, se não tivermos o outro, ou seja, é necessário que alguém atribua significado sobre as coisas, para que possamos pensar o mundo a nossa volta.” Silva (2007, p. 12).
A principal tarefa do professor é, portanto, interferir no que Vigotski chamou de Zona de Desenvolvimento Proximal. “A Zona de Desenvolvimento Proximal é a distância entre aquilo que o ser humano consegue fazer sozinho e o que ele consegue desenvolver com a mediação do outro.” Silva (2007, p. 13). É a partir dos saberes que o indivíduo já possui que o professor deve começar a educá-lo formalmente. Ou seja, intervir na ZDP.
Em nossa prática docente, levamos para a sala de aula, materiais abordando o corpo humano. Falamos sobre a importância de cada um dos membros que constituem o corpo de uma pessoa e sobre a higiene: tomar banho, unhas limpas, cuidados com os dentes, enfim, tudo que diz respeito ao corpo e sua manutenção.
   No decorrer das aulas propomos às crianças a produção de um cartaz com o desenho do corpo humano, explicando a elas o nome de cada parte e que quando somos pequenos, nosso corpinho também é pequeno. Mas estamos em desenvolvimento, com isso elas também irão crescer e ficar iguais os adultos.
Trabalhamos, ainda, as iniciais dos nomes, explicando que cada pessoa deve ser chamada pelo seu próprio nome. Assim, em uma folha previamente preparada, as crianças pintaram a letra inicial de seus nomes.
É quando estamos em sala de aula, frente à turma, que percebemos o valor do planejamento, o que vamos passar aos alunos. Quais conteúdos farão à diferença no aprendizado das crianças e, ao mesmo tempo, de interesse dos aprendizes.
O construtivismo propõe que o aluno aprenda através da interação com o meio. Desta forma, parte-se do concreto ao abstrato e, a metodologia de ensino deve privilegiar o interesse das crianças.
Se o indivíduo gosta da maneira como o conteúdo é aplicado e se tem afinidade com o objeto de estudo, mais rapidamente irá compreender. Conforme Sancristán e Perez Gomes apud Weiduschat (2007, p. 70) “Os planos levam à busca prévia dos materiais mais adequados. Sua relação se torna um processo explícito de liberação para escolher os mais convenientes.” Podemos afirmar, portanto, que sem planejamento não há aprendizagem formal de qualidade.
Ainda conforme Silva (2007, p. 33) “A Psicologia coloca a necessidade de a ação pedagógica compreender o aluno em seu contexto social, cultural e econômico, pois assim, o professor estará conhecendo melhor seus pensamentos, suas forma de se relacionar com o mundo com as coisas.” Se o professor conhece a realidade de seus alunos, como ele vive, sua família, certamente terá mais subsídios para fazer seus projetos e planos de aulas.
O educador é um mediador que proporciona à criança oportunidades de manifestar através das trocas de experiências e brincadeiras, sentimentos e emoções vividas no seu cotidiano. Para isso, o educador precisa entender que educar é escutar a criança, envolvendo-se com criatividade na vida da mesma. Respeitando-a como ser único capaz de criar e produzir ações estabelecendo relações com o meio em que vive.
O profissional tem de estar consciente que vai trabalhar com crianças, pois seus atos podem refletir no comportamento infantil. Lembrar que a ausência de carinho, afetividade, reflete uma imagem negativa.
Desta forma, ao escolhermos a profissão de Pedagogo, devemos fazer uma análise sobre a importância de nossa participação na vida da criança e assumir uma postura de total interação, baseado no conceito de incentivo e comunicação, carinho e vontade de querer fazer a diferença, atuando como bom profissional. Assim, conforme Wolf (2008, p. 82) a escola que não trabalhar “[…] “a ética com ética, a autonomia, a responsabilidade, a solidariedade e o respeito ao bem comum está fadada a não contribuir para a constituição de sujeitos que se respeitem a si, aos outros e ao meio ambiente, está fadada ao fracasso”“.
3.1 APRESNTAÇÃO DO PLANO DE AULA – I
ESCOLA: Professora Dejanira Queiroz Teixeira
SÉRIE: Pré-escola
ESTAGIÁRIOS: Jeanice Cássia dos Santos e Rouberval Barboza do Amaral
DATA DA INTERVENÇÃO: 05/04/2010
ÁREA DO CONHECIMENTO: Educação Infantil/corpo humano
I. Objetivos da Aprendizagem:
ü  Conhecer o corpo humano
ü  Principais órgãos do corpo
II. Conteúdos:
ü  Cartolinas com desenho do corpo humano
ü  O corpo humano/cópias em folhas de papel sulfite
III. Metodologia:
ü  Apresentação dos desenhos em cartolina
ü  Explicação do corpo humano
ü  Exercícios referentes ao corpo humano
IV. Recursos:
ü  Cartolinas
ü  Fotocópias em folhas sulfite
V. Avaliação:
ü  Envolvimento do aluno com a turma;
ü  Interação com os conteúdos trabalhados;
ü  Compreender a proposta – ensino/aprendizagem.
3.1.1 Análise da intervenção
Estudamos os conteúdos propostos, com as crianças, que foram bastante participativas. Houve aprendizado, visto que compreenderam a proposta de estudo. Naturalmente, a primeira aula/estágio é um período de conhecer a turma e vice versa. A princípio as crianças ficaram um pouco retraídas, pois, ainda não nos conhecíamos. Através da interação, as crianças vão se “soltando” um pouco mais. Desta forma, pensamos que foi muito produtivo tanto para nós acadêmicos, como para os alunos. O corpo humano é um ótimo conteúdo de estudo, pois, o objeto de estudo é nosso ‘eu’. As crianças têm curiosidades sobre seus corpos, visto que   estão em processo de crescimento. Querem saber porque nossos cabelos e unhas crescem. Se vai demorar para ficarem “grandes” adultos, como seus pais. É emocionante vê-las interagindo, se descobrindo, aprendendo. A proposta da primeira aula foi de apresentar o corpo humano como um todo. Nas próximas aulas iríamos estudá-lo por partes. Ou seja, as finalidades de cada órgão do corpo. Percebemos que há alunos silábicos, mas a maioria já é silábico-alfabético ou alfabético.
3.1.2 Amostra do trabalho da aula 1
3.2 APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AULA – AULA 2
ESCOLA: Professora Dejanira Queiroz Teixeira
SÉRIE: Pré-escola/Educação Infantil
ESTAGIÁRIOS: Jeanice Cássia dos Santos e Rouberval Barboza do Amaral
DATA DA INTERVENÇÃO: 06/04/2010
ÁREA DO CONHECIMENTO: Corpo humano/partes do corpo
I. Objetivos de Aprendizagem:
ü  Conhecer as partes do corpo humano
ü  Funções dos membros que constituem o corpo humano
II. Conteúdos:
ü  Cartolinas com desenhos e fotos
ü  Folhas sulfites com cópias das partes que constituem o corpo humano: cabeça, pés, pernas, braços, mãos.
III. Metodologia:
ü  Apresentação do conteúdo em cartolinas;
ü  Distribuir o conteúdo em folhas sulfites/fotocópias;
ü  Exercícios para fixação.
IV. Recursos:
ü  Cartolinas
ü  Sulfite/fotocópias
V. Avaliação:
ü  Participação do aluno na aula;
ü  Interação com a turma;
ü  Percepção.
3.2.1 Análise da intervenção
Na segunda aula já existia certa cumplicidade, estávamos professores (a) estagiários e alunos, mais a vontade. Chamando as crianças pelos seus nomes, a aula flui com mais naturalidade. Foi providenciado um crachá para cada criança, com seus nomes, isso facilitou a interação com os pequenos.
Nesta aula, falamos sobre as partes do corpo humano: cabeça (olho, nariz, orelhas, cabelos, boca.); tronco; braços; mãos, dedos; pernas; pés.
A importância de cada um desses membros, e suas funções. Animadamente as crianças participavam com perguntas e opiniões. Alguns, relatavam experiências de terem machucado um dos dedos, por exemplo. Ou, que quando “pequenos”, não gostavam de cortar os cabelos, pois, tinham medo que doesse.
É muito gratificante participar do processo de (trans) formação das crianças, ao mesmo tempo que ensinamos, aprendemos com elas. A cada experiência, percebemos que escolhemos uma excelente profissão.
 3.2.2 Amostra do trabalho da aula 2
3.3 APRESENTAÇÃO DO PLANO AULA – AULA 3
ESCOLA: Professora Dejanira Queiroz Teixeira
SÉRIE: Pré-escola/Educação Infantil
ESTAGIÁRIOS: Jeanice Cássia dos Santos e Rouberval Barboza do Amaral
DATA DA INTERVENÇÃO: 07/04/2010
ÁREA DO CONHECIMENTO: Corpo humano/sentidos
3. .     Objetivos da Aprendizagem:
ü  Compreender os sentidos do corpo humano: tato; paladar; audição; visão (teoria).
II. Conteúdos:
ü  Órgão dos sentidos
III. Metodologia:
ü  Apresentação do conteúdo
ü  Explicação detalhada
ü  Exercícios
ü  Roda de conversa sobre o conteúdo
ü  Interação com o ambiente escolar
IV. Recursos:
ü  Fotocópias
ü  Folhas sulfites
ü  Cartolinas
V. Avaliação:
ü  Desempenho
ü  Interação
ü  Percepção
ü  curiosidade
3.3.1 Análise da intervenção
Na terceira aula estudamos os sentidos do corpo humano: tato, paladar, audição, visão. Foi uma aula teórica. Pois, no dia seguinte, estava programada uma aula prática.
Os pequenos participaram com muito entusiasmo, como fora nas aulas anteriores. Avaliamos conforme a participação, interação, curiosidade, de cada um. E nesse ponto, todos são muito curiosos. Percebe-se o entusiasmo quando, ao encontrarem seus pais, dizem: – Papai, mamãe, agora temos três professores.
Vivenciamos uma experiência muito prazerosa. Enriquecendo nosso aprendizado prático, junto às crianças.
3.3.2 Amostra do trabalho da aula 3
3.4 APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AULA – AULA 4
ESCOLA: Professora Dejanira Queiroz Teixeira
SÉRIE: Pré-escola/Educação Infantil
ESTAGIÁRIO: Jeanice Cássia dos Santos e Rouberval Barboza do Amaral
DATA DA INTERVENÇÃO: 08/04/2010
I. Objetivos da Aprendizagem:
ü  Perceber os sentidos do corpo humano: tato; visão; audição; paladar (na prática).
II. Conteúdo:
ü  Órgãos dos sentidos
ü  Frutas doces e azedas; pipoca/salgada.
ü  Gelo
ü  Fotos; som
III. Metodologia:
ü   Apresentação
ü   Paladar: provar as diferentes frutas
ü   Som: apresentar diferentes sons
ü   Tato: apresentar superfícies lisas e ásperas
ü   Mostrar a diferença entre gelo (frio) e água morna
  IV. Recursos:
ü   Frutas
ü   Pipocas
ü   Doces
ü   Gelo; água; fotos; som.
V. Avaliação:
ü   Envolvimento/interação
ü   Aprendizagem
3.4.1 Análise da intervenção
O plano de aula de número quatro foi muito empolgante. Pois, planejamos que seria uma aula prática. Testamos as teorias estudadas no dia anterior, percebendo na prática, como funciona os sentidos do corpo humano. superfícies lisas e ásperas: as crianças puderam analisar suas diferenças; laranja doce, limão azedo; a água em seu estado sólido (gelo) e líquido; som (audição); imagens (visão), e olfato (odor).
Usando o gelo, explicamos a diferença do frio, gelado, quente. Dos cuidados que devemos ter em relação ao fogo, não ficar perto do fogão quando a mamãe estiver cozinhando…
Percebe-se que através de momentos lúdicos, há muito mais interação, aprendizado, entre as crianças. Ninguém quis provar o limão, pois, já tinham experiências com o mesmo, ah! é azedo.
3.4.2 Amostra do trabalho da aula 4
3.5 APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AULA – AULA 5
ESCOLA: Professora Dejanira Queiroz Teixeira
SÉRIE: Pré-escola/Educação Infantil
ESTAGIÁRIOS: Jeanice Cássia dos Santos e Rouberval Barboza do Amaral
DATA DA INTERVENÇÃO: 09/04/2010
ÁREA DO CONHECIMENTO: Higiene e Saúde
I. Objetivos da Aprendizagem:
ü  Compreender a importância da higiene
ü  Noções de preservação da saúde e bem estar
ü  Higiene bucal
II. Conteúdos:
ü   Higiene do corpo
ü   Higiene bucal
ü   Higiene Ambiental (casa, escola, rua).
ü   Desenhos ilustrativos
III. Metodologia:
ü   Apresentação do tema
ü   Explicação do conteúdo
ü   Debate sobre higiene
ü   Exercícios
IV. Recursos:
ü   Cartolinas
ü   Folhas sulfites
V. Avaliação:
ü   Interação
ü   Compreensão
ü   Empenho nos exercícios
3.5.1 Avaliação da intervenção da aula 5
É de fundamental importância, que as crianças compreendam a higiene e a saúde. Afinal, a higiene faz parte de uma vida saudável. E este foi o tema da quinta aula, para as crianças pré-escolares, do Centro de Educação Infantil: Professora Dejanira Queiroz Teixeira.
Falamos sobre a necessidade de manter nosso corpo saudável. Ou seja, manter as unhas limpas, os cabelos bem cuidados, enfim, manter o corpo limpo.
Todas  as crianças participaram, com muito entusiasmo, da aula. Sentimos que nossos ensinamentos, nossa interação com os pequenos, surtiu o efeito esperado. Por se tratar da última aula, já estávamos sentindo saudades daqueles momentos, junto às crianças.
   Sentimos, naqueles olhinhos nos observando, como é bom ser criança. E, da importância da Educação Infantil, para o desenvolvimento integral dos pequenos.
Ao planejarmos uma aula, com tempo, podemos analisar todos os passos que daremos. É um processo de reflexão-ação-reflexão. Aplicando o que planejamos e, em seguida, pensamos os resultados: como podemos melhorar? Essa pergunta deve ser constante, ao professor.
3.5.2 Amostra do trabalho da aula 5
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estágio nos deu a oportunidade de estar, efetivamente, frente à sala de aula. Tem-se a oportunidade de estar na pele do professor, literalmente. Percebemos como será nossa prática, nosso dia a dia em um Centro de Educação Infantil, como educador. Para Telma Weiz citada por Schotten (2007, p. 55) “Quando analisamos a prática pedagógica de qualquer professor, vemos que, por traz de suas ações, há sempre um conjunto de idéias que os orienta. Mesmo quando ele não tem consciência dessas idéias, dessas concepções, dessas teorias, elas estão presentes.” É no contato com os mestres (as) e alunos na escola, que o futuro professor elabora um perfil que norteará sua prática.
Na atuação em sala de aula, tem-se a oportunidade de reflexão, de analisar onde e como devemos melhorar. Que situações nos deixaram pensativos, intrigados. Ou seja, planejamos uma coisa pensando ser excelente, mas na hora de por em prática, ledo engano. Segundo Weiduschat (2007, p. 34) “[…] queremos dizer que existe um exercício intencional do professor que o leva, constantemente, a refletir sobre o que realizou, a mudar sua ação sempre que necessário e a refletir novamente sobre os rumos de sua nova ação”. Assim temos: “Ação-reflexão-ação”.
Pensando criticamente, os estágios supervisionados de licenciaturas deveriam ter uma carga horária bem maior do que é atualmente. É comum lermos anúncios em jornais, dizendo: precisa-se de professores de Matemática; História; Geografia ou Pedagogia, que tenha no mínimo seis meses de experiência. Então, por que os formandos já não saem da faculdade com essa experiência?
A arte de educar certamente é a mais nobre de todas. Weiduschat (2007, p. 49) nos informa que: “Certamente, a grande preocupação que se apresenta gira em torno da formação do educador e da educadora, para que estes deem conta de discutir e de participar da construção de uma escola com valores humanísticos, de formação de sujeitos autônomos.” O  mestre, professor, deve estar sempre atento à sua formação, pos, o mundo está em constante transformação. Paulo Freire apud Weiduschat (2007, p. 51), diz que: “Esta atividade exige que sua preparação, sua capacitação, sua formação se tornem processos permanentes”.
Quero registrar a importância da professora Marlene C. Chamorro, monitora do curso de Pedagogia da Uniasselvi em Dourados – MS. A experiente mestra passa muita segurança aos acadêmicos através de seus relatos pedagógicos e, naturalmente, mostra-nos o melhor caminho para obtermos êxito.
5 REFERÊNCIAS
SCHOTTEN, Neuzi. Processos de Alfabetização. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). Indaial: Ed. ASSELVI, 2006.
SILVA, Daniela Regina da. Psicologia da Educação e Aprendizagem. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). – Indaial: Ed. ASSELVI, 2006.
SILVA, Daniela Regina da. Psicologia Geral e do Desenvolvimento. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). – Indaial: Ed. ASSELVI, 2005.
WEIDUSCHAT, Íris. Didática e avaliação. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI): Indaial: Ed. ASSELVI, 2007, 2. ed.
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MODELO DE RELATÓRIO GRUPAL

Relatório grupal – Jardim 2

 

Com grandes desafios e muitas conquistas, chegamos ao fim de nosso ano letivo satisfeitos, onde podemos nos certificar de todo o conhecimento construído, avaliando nosso trabalho.

Diversas atividades foram realizadas visando o desenvolvimento da linguagem oral, e a reflexão de como se escreve, ou seja, aprender pelo prazer!

Cruzadinhas, listas, textos, análises de palavras, ditados, escrita espontânea, enfim.. mil maneiras de se pensar como refletir a escrita… como se chega lá!

Para aprender a escrever, deve-se primeiro entender como este processo funciona.

 

Hora da conversa, músicas, parlendas, rodas cantadas, versinhos, histórias infantis, pesquisas, listas, dramatizações, relatos de fatos do dia-dia, enfim, tudo para trazer á criança, uma escola em que ela se identificasse algo concreto e real!

 

Aprendemos 78 músicas, 30 parlendas, 5 cirandas folclóricas, 2 brincadeiras de mãos e 1 de copos.

Senti-me ainda mais confiante e segura daquilo que estava fazendo quando a mãe do aluno Lucas me disse que o que ele aprendeu de músicas e parlendas em apenas 3 meses, ele não havia aprendido em 1 ano na outra escola. A mãe da Riandra me disse que ficava muito feliz quando sua filha lhe chamava para ensinar mais uma parlendinha nova.

 

A partir deste momento decidi incluir a família também nesta aventura, como?

Criamos um caderninho de músicas, que conteria as letras das músicas, CDS atualizados periodicamente, contendo as musiquinhas que fôssemos aprendendo diariamente. Criamos a capa e os combinados de quem levaria o livro e ficou decidido que a capa seria um desenho das músicas preferidas de cada um.

Aproveitando o sucesso do livro de músicas, e a inauguração do nosso projeto de leitura da Biblioteca Circulante, propus criar um livro de parlendas com uma proposta diferente: O aluno “junto com sua família” iria ilustrar uma parlenda escolhida por ele e no final, a turminha do jardim 2 iria doar o livro para a biblioteca da escola.

 

O Sucesso foi tão grande, que se refletiu na responsabilidade das crianças em entregar tudo em dia e em ordem;

 

O resultado se mostrou na felicidade das crianças, dos pais, e no reflexo de responsabilidade ao levar os livros da biblioteca circulante.

 

Aproveitando o sucesso da biblioteca Circulante, realizamos a leitura diariamente, não só de livros com figuras, mas de diferentes tipos de textos: Bulas, receitas, manuais, jornais, histórias sem figuras, assim as crianças puderam saber que existem várias maneiras de se escrever!

Como funciona a hora da leitura????

Crio um clima antes de ler o conto ( explico que o tipo de texto é, sem figuras, que fala de bichos, de fadas, de alimentos etc.), acendo um incenso de melancia para criar a memória olfativa. Digo que ao contar até dez iremos entrar no mundo da imaginação, onde tudo é possível, (os animais falam, os mágicos fazem coisas que até Deus duvida), e aí então começo a história. Gravei um cd só de trilhas de cinema, onde suspense, terror, comédia oferecem aquele clima pra história. Para sair do mundo da imaginação faz-se contagem regressiva e apaga-se o incenso, tornando o momento mágico e único. Dia desses esqueci de fazer esta contagem e o aluno Jean disse-me com olhar preocupado: “ professora, nós não vamos sair do mundo da imaginação?”…

Uma passagem bem interessante foi quando li um texto no jornal de uma senhora que havia perdido o marido, mas as crianças só foram saber disso no final. Ao ler o texto, caprichei na entonação, tentei externar a sensação da escritora, e no final, percebi o Hemerson com os olhos vermelhinhos… ele havia chorado!

Perguntei a eles o que tinham sentido ao ouvir o texto, e a Débora respondeu que era uma tristeza muito grande, o Carlos Eduardo me disse que não era para eu ler mais histórias tristes, o Jean disse: “credo pro, minha mãe também ficou triste quando meu pai morreu”.

Não é esse o objetivo da leitura? Fazer com que sintamos, nos identifiquemos, vivamos uma outra vida?

 

Realizei três atividades interessantes recorrentes de duas histórias: Dona Baratinha e A galinha Ruiva.

Aproveitando o texto (receitas) fizemos um bombom da galinha ruiva e eles colocaram na caixinha pintada e decorada por eles e levaram para casa. Aproveitei o texto para trabalhar a matemática e para atividades de ditado. Foi uma festa, todos interagiram com o projeto, inclusive o aluno Mateus que tinha alguns problemas em querer fazer as atividades em sala, disse que “não queria ser preguiçoso igual ao patinho e o porquinho”.

 

Da história da baratinha, fizemos uma máscara da Baratinha e do senhor Ratão e dramatizamos a situação da Baratinha em duplas. O interessante foi perceber os diálogos: o aluno João Lucas que é muito tímido, mesmo falando baixinho, realizou um dialogo muito rico com a ajuda da sua parceira Ana Laura. “Se você quiser casar comigo nós vamos viajar muito”…

 

Como a Dona Baratinha achou uma moedinha, comprou um laço e guardou o restante, resolvi aproveitar o momento e iniciar o tema educação financeira com eles. Criamos um porquinho-cofre de sucata ( bexiga, papel, cola), e combinei com as crianças e os pais que toda moedinha que as crianças ganhassem seria guardada no cofrinho. Dentro de um mês, eles trariam o porquinho na escola e comprariam livrinhos.

 

Aproveitei o projeto da biblioteca e o interesse deles pelos livros, com o objetivo de ensiná-los a poupar.

Tenho que ser sincera que no começo pensei ter feito uma loucura. Será que alguma mãe iria ficar brava, será que eles iriam cuidar dos porquinhos?

 

Retirei as moedinhas de cada porco, contei, registrei, retirei um real, recoloquei o restante de volta ao porquinho, e pedi que o aluno fosse a estante previamente montada escolher dois livrinhos.

Eles estavam felizes, via-se pelos seus semblantes iluminados. A mãe da Libni disse que ela nem tinha dormido a noite de tão animada. Somente 3 alunos trouxeram cinqüenta centavos, e aconselhada pela minha diretora, não poderia dar os dois livros, senão a idéia de comprar seria equivocada, e o objetivo principal da atividade que era poupar, não seria atingido.

Perguntei então à turminha que poderíamos fazer para que os três amiguinhos pudessem levar mais um livro. Pedro Henrique, Pedro Siqueira e Jean na hora queriam comprar para eles, então propus uma vaquinha. Por fim todos levaram os dois livros, ao mesmo tempo em que aprendiam o valor da solidariedade e da amizade, sempre reforçando depois da atividade finalizada a importância de continuar poupando.

 

Encontrei também na internet, vídeos interessantes de um projeto chamado Pandalelê, sobre os jogos dramáticos e folclóricos, e apliquei intensamente

durante o ano. Brincadeiras de roda como “caminho de Viseu”, “abóbora faz melão”, “História da serpente” e outras cativaram as crianças e fizeram-me desenvolver um lado um pouco temido para mim: a expressão Corporal.

Pesquisei também brincadeiras de mãos e copos, e as crianças adoraram!

 

Realizamos juntamente com toda a escola, cantinhos de brincadeiras. Quinzenalmente seriam inseridos kits temáticos de brincadeiras e o primeiro tema foi escritório. A máquina de escrever foi a sensação da brincadeira, pois muitos nunca haviam visto máquina semelhante.

 

Aprendemos que todos temos nosso próprio conhecimento e que poderíamos ajudar nosso colega participando de atividades em duplas, os chamados agrupamentos produtivos, criamos até um livro de atividades da poesia A FOCA de Vinícius de Moraes.

 

Por falar em livros, escrevemos nosso próprio livro de brincadeiras resultante do projeto: “Cantos contos e brincadeiras”, que teve como objetivo resgatar as brincadeiras e brinquedos de antigamente.  Neste livro, recontamos as brincadeiras, a professora foi escrevendo e depois realizamos uma revisão destes textos, colocando palavras “mais bonitas”, e no final, ampliamos nosso vocabulário!

 

Aprendemos várias técnicas de artes, trabalhamos com os mais diversos tipos de tintas, e percebemos que o fazer arte, é uma questão de imaginação! É visível o grande interesse do grupo em relação á arte. Diariamente fizemos representações por meio de pinturas, desenhos, colagens, modelagens, construções, explorando diversos materiais e tonalidades.

 

Participamos de passeios com a escola e nos comportamos com muita educação e atenção, a professora ficou cheia de orgulho!

 

As crianças estão independentes, autônomas e se sentem confiantes e felizes na escola. Percebo que gostam do ambiente escolar, dos amigos, relacionam-se muito bem, não são agressivos, são solidários com os colegas e com a professora.

Hoje 90% da classe escreve seu nome, reconhece os nomes dos coleguinhas, já refletem como se escreve as palavras, seus sons, com que letras começam, e o que é melhor: “ não sentem medo de tentar”, pois sabem que todos nós temos nossas hipóteses de aprendizagem, e que graças á elas, o ser humano aprende a ler e a escrever.

 

Juntos compartilhamos cada momento, superamos obstáculos e ultrapassamos limites, isto é o que nos impulsiona á novos desafios.

Com certeza ficarão em nossas memórias grandes momentos em que vivenciamos neste ano e também as vitórias conquistadas.

 

Até o próximo ano,

Feliz Natal!

Prof.ª Vanessa

Emei

 

BRINCADEIRAS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

Brincando com o barbante

Grupo: alunos de pré-escola à 4a série.
Objetivos: a dinâmica é uma ótima oportunidade para você observar melhor o comportamento da turma.
Tempo: 1 aula
Local: A brincadeira pode acontecer na classe ou no pátio, dependendo do tamanho da turma.
Material: bastam um rolo de barbante e uma tesoura sem ponta para começar a brincadeira. Desenvolvimento: Forme com os alunos uma grande roda e, em seguida, cada criança mede três palmos do cordão, corta para si e passa o rolo adiante. Sugira que cada um brinque com o seu pedacinho de barbante.

Balançando o cordão no ar ou formando uma bolinha com ele, por exemplo, as crianças podem perceber sua textura, flexibilidade e versatilidade. Depois, toda a turma, incluindo o professor, cria no chão um desenho com o seu pedaço de barbante.

Prontas as obras, o grupo analisa figura por figura. Comentários e interpretações são muito bem-vindos.

Após percorrer toda a exposição, cada um desfaz o seu desenho e amarra, ponta com ponta, seu barbante ao dos vizinhos.

Abaixados ao redor desse grande círculo feito de cordão, as crianças devem criar uma única figura.

Proponha que refaçam juntos, alguns dos desenhos feitos individualmente. No final, em círculo, a turma conversa sobre o que cada um sentiu no decorrer da brincadeira.

Enquanto as crianças escolhem juntas qual o desenho irão fazer e colocam a idéia em prática, o professor aproveitará para observá-las. Nessa fase da brincadeira surgem muitas idéias e cada aluno quer falar mais alto que o colega.

Alguns buscam argumentos para as suas sugestões, outros ficam chateados, debocham da situação, ameaçam abandonar a roda e, às vezes, cumprem a palavra.

O professor deve ficar atento ao comportamento da turma durante esses momentos de tensão. Eles serão produtivos se você abandonar sua posição de coordenador e deixar o grupo resolver seus impasses, ainda que a solução encontrada não seja, na sua opinião, a melhor.
Conclusão: Por meio desse jogo, os alunos tomam consciência de seu potencial criativo e se familiarizam com as atividades em equipe.

É muito interessante repetir a brincadeira com a mesma classe semanas depois. É hora de comparar os processos de criação com o barbante, avaliando a evolução do grupo diante de um trabalho coletivo.

Lógicos

Jogo “O mestre mandou”

Objetivos:
Os alunos farão comparações cada vez mais rápidas  quando estiverem pensando na peça que se encaixe em todas as  condições dos atributos ditados pela professora.
Preparação:
Material: Uma caixa de Blocos Lógicos, composto por quarenta e oito blocos geométricos, composto de quatro tipos de “figuras”: círculo, triângulo, quadrado e retângulo; que variam em três cores: azul, vermelho e amarelo; em dois tamanhos: pequeno e grande; e em duas espessuras: fina e grossa.
Desenrolar:
Os alunos deverão encontrar a peça que obedeça à seqüência de comandos estabelecida pela professora.

A seqüência poderá ser iniciada com os atributos: círculo, azul e grosso.

Os alunos escolherão a peça correspondente. O comando seguinte é mudar para a cor vermelha. Eles selecionarão um círculo grosso e vermelho.  Em seguida, devem mudar para a espessura fina.  Então, um círculo vermelho e fino deverá ser selecionado.

A professora poderá continuar acrescentando comandos ou apresentar uma seqüência pronta.

Faça depois o processo inverso. Os alunos serão apresentados a uma nova seqüência de comandos, já com a última peça.

Eles deverão reverter os comandos para chegar à peça de partida.
Conclusão:
A atividade é essencial para o entendimento das operações aritméticas, principalmente a adição como inverso da subtração e a multiplicação como inverso da divisão.

Brincando com o dicionário

Objetivos:
O uso do dicionário amplia o vocabulário, melhora a interpretação da leitura e esclarece as dúvidas ortográficas.
Através desse jogo o aluno sente-se incentivado a descobrir o significado da palavra desconhecida e familiariza-se brincando com o uso do dicionário.
Preparação:
Material: Um dicionário, folhas de papel, lápis ou caneta, lousa para anotar as respostas e a pontuação dos grupos.
Desenrolar:
Divida a classe em grupos. Apenas um dicionário será utilizado por um grupo a cada rodada.

O primeiro grupo, que terá o dicionário em mãos, escolherá uma palavra do dicionário que ache desconhecida por todos, falando-a em voz alta para os demais grupos.

Se houver algum integrante de qualquer grupo que saiba a resposta correta ao ser anunciada, antes de começar a rodada, marca 4 pontos para o seu grupo.

Cada grupo escreverá numa folha um significado para a palavra, inclusive o grupo que tem o dicionário em mãos, que colocará a definição correta.

A professora recolhe as folhas e lê todas as definições, inclusive a correta. Escreve as respostas na lousa.

Cada grupo escolhe a definição que achar certa.

O grupo conta a definição correta.

A professora marca na lousa os pontos dos grupos de acordo com a seguinte regra:

2 pontos = para o grupo que deu a resposta correta.

3 pontos = para o grupo que escolheu a palavra, se ninguém tiver acertado ou 1 ponto para cada acerto por grupo.

4 pontos = para o grupo que tiver um integrante que saiba a resposta correta ao ser anunciada, antes de começar a rodada.

O jogo continua até que todos os grupos tenham escolhido a palavra no dicionário ou até que algum grupo tenha atingido um número de pontos estipulado anteriormente pela classe.
Comprimento
Medida de Comprimento – Dinâmica

Grupo: crianças a partir de cinco anos.

Objetivos: desenvolver a noção de estimativa, equivalência e medida por meio de comparações. A dinâmica desse exercício estimula o raciocínio e a percepção das crianças em relação às medidas-padrão.

Tempo: 1 aula

Local: sala de aula ou uma sala grande.

Material: Esta é uma brincadeira que basta usar o material dos próprios alunos para começar a brincar: caneta, uma borracha, um livro, ou até o próprio palmo das crianças, uma régua, uma trena ou uma fita métrica.
Desenvolvimento: Para começar a brincadeira, divida a turma em quatro grupos.
Escolha para cada um deles um objeto que deve substituir a régua como unidade de medida.

Esse objeto pode ser uma caneta, uma borracha, um livro, ou até o próprio palmo das crianças.

Em seguida, defina os objetos que cada grupo deve medir — por exemplo, a carteira, a porta, a lousa ou a altura da parede onde começa a janela.

Antes que a turma comece a realizar as medições, estimule as crianças a fazer estimativas: quantas borrachas elas acham que seriam necessárias para determinar o comprimento da mesa? E a largura?

Como seriam os resultados se, em vez desses objetos, a classe usasse um livro e um caderno para fazer as medidas? E assim por diante.

Depois, peça a eles para fazerem as medições, anotando num papel os resultados encontrados por cada membro do grupo. Enquanto isso, desenhe na lousa uma tabela a da figura.

Observando-se a tabela, fica claro como as medidas informais são imprecisas.

Peça então à turma para repetir as medidas usando uma régua, uma trena ou uma fita métrica.

Dessa vez as medidas vão diferir muito pouco de um aluno para outro e de um grupo para outro.

Utilize essas constatações para discutir com as crianças a experiência que acabaram de ter.
Conclusão: É bem provável que elas cheguem sozinhas à conclusão de como é importante se ter medidas-padrão.

Caça ao objeto:

Faz-se uma lista de objetos fáceis de serem encontrados no local onde a festa será realizada.

Reúne-se os participantes para avisá-los do tempo disponível e o nome do objeto que devem procurar. Ao sinal de um apito todos correm para procurá-lo. Ao sinal de outro apito devem retornar pois é o aviso de que o tempo terminou ou o objeto já foi achado. O primeiro que retornar com o objeto pedido é o vencedor. Se o objeto não for encontrado , pede-se o seguinte da lista.
Corrida do milho: Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Atrás de uma das linhas, coloca-se uma bacia com grãos de milho.  Atrás da outra linha, os participantes são reunidos aos  pares – um deles segura uma colher e o outro um copo descartável.

Dado o sinal, os participantes com a colher correm até a bacia.  Enchem a colher com milho e voltam para a linha de largada.  Lá chegando, colocam o milho no copo que seu companheiro segura.  Vence a dupla que primeiro encher o copinho com milho.
Corrida do ovo na colher: Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada corredor deve segurar com uma das mãos (ou a boca) uma colher com um ovo cozido em cima.

Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, sem derrubar o ovo. Se quiser variar, substitua o ovo cozido por batata ou limão.
Corrida do Saci ou Corrida dos sapatos:

Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Na primeira linha, os corredores tiram os sapatos, que são  levados para trás da outra linha, onde são misturados.

Dado o sinal, eles devem sair pulando com o pé esquerdo  até a outra linha. Depois de calçar seus sapatos, devem retornar,  pulando com o pé direito. Vence quem chegar primeiro  ao local de chegada, estando calçado de modo correto.
Corrida do saco: Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada corredor deve colocar as pernas dentro de um saco grande de pano e segurá-lo com ambas as mãos na altura da cintura. Dado o sinal, saem pulando com  os dois pés juntos. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada.

Nota: Para substituir o saco de pano pelo de plástico (grosso)  de lixo, que é mais escorregadio, é preciso testar o local  da corrida com antecedência.
Corrida dos pés amarrados:

Marca-se um local de partida e outro de chegada.  Os participantes sno reunidos em duplas. Com uma fita,  o tornozelo direito de um é amarrado ao tornozelo  esquerdo de seu par.

Dado o sinal, as duplas participantes devem correr até a chegada.  Marca-se um local de partida e outro de chegada.   Vence a dupla que chegar primeiro.
Dança da laranja: Formam-se alguns casais para a dança.

Uma laranja é colocada entre as testas de cada par.  Os casais devem dançar, sem tocar na laranja com as mãos.  Se a laranja cair no chão, o casal é desclassificado.  A música prossegue até que fique só um casal.
Dança das cadeiras: Forma-se um círculo com tantas  cadeiras quantos forem os participantes menos uma.  Os assentos ficam voltados para fora. Coloca-se música e todos  dançam em volta das cadeiras. Quando a música parar,  cada um deve sentar numa cadeira. Um participante vai sobrar e sair da brincadeira. Tira-se uma cadeira e a dança recomeça.

Vence quem conseguir sentar-se na última cadeira.

Vai e volta!

Faça seu próprio bumerangue

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O bumerangue é aquele objeto meio curvo que, quando é arremessado, volta para a mão da pessoa que o jogou. Ele é sempre associado aos aborígenes (os habitantes nativos da Austrália), porque era muito usado por esse povo, que jogava os bumerangues nas árvores altas para colher frutos e também em animais grandes para matá-los. Para os aborígenes, o bumerangue servia como arma.

Mas essa arma, que também pode se transformar em um brinquedo, não surgiu na Austrália. O bumerangue é o primeiro artefato voador construído pelo homem. O bumerangue mais antigo já encontrado foi feito há 23 mil anos na Polônia. Também usaram bumerangues os indígenas brasileiros, os incas do Peru e os nativos norte-americanos.
Hoje em dia, arremessar bumerangues se tornou um esporte e existem até competições internacionais. A cada dia surgem bumerangues de novos materiais e formatos, tudo para fazer com que eles voem mais longe e com mais velocidade.
É muito fácil ter seu próprio bumerangue. Você só precisa de um pedaço de papel cartão ou qualquer outro papel duro. Daí, é só cortar seguindo o modelo abaixo (se você quiser, imprima o molde, cole-o sobre o papel cartão e corte em volta do desenho). O jeito certo de atirar o bumerangue é segurar pela ponta do lado mais comprido e jogá-lo um pouco inclinado.

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Corrida de barquinhos

Aproveite cascas de nozes para criar barcos e… Boa diversão!

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Você vai precisar de…

* Cascas de nozes
* Papel colorido * Palitos de dente * Massa de modelar * Cola branca

Como fazer
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1 Desenhe um retângulo com as laterais arrendondadas e depois passe o palito no papel como na foto.

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2 Faça uma bolinha de massinha, grude na ponta e cole na noz.

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3 Cole dois palitos na noz como aparece na foto.

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4 Coloque água em um recipiente e chame a turma para uma competição! Consultoria: Guiza Rocha, artista plástica

A Pituchinha

Numa loja de brinquedos, moravam muitas bonecas e bonecos bem juntinhos nas prateleiras. Durante o dia, a loja ficava cheia de gente: mães, tias, avós e amigos procurando presentes para dar às crianças.
Quando a noite chegava, as luzes se apagavam, as portas se fechavam para só abrir novamente na manhã seguinte.
Todos os brinquedos deviam ficar bem quietinhos para não fazer bagunça na loja.
O problema é que nem todos conseguiam…
– Olá! Eu sou a Pituchinha, uma boneca muito levadinha, que vive se metendo em confusão. Hoje queria ficar bem quietinha na noite, mas vi quando chegou aquele maravilhoso doce de leite, que foi guardado lá na cozinha… Mmmm, que fome! O que fazer?
Olhei para um lado e para outro da prateleira onde estava, e logo achei meus melhores amigos: Pompom e Polichinelo.
– Vamos dar um passeio na cozinha para comer só um pouquinho de doce de leite?
É verdade: os brinquedos eram proibidos de sair da estante, e durante toda a noite o guarda tomava conta da loja. A tudo ele vigiava e, quando dormia, era com um olho aberto e o outro fechado. Depois trocava: um olho aberto e o outro fechado… Não parava nunca, nem deixava de ver nadinha!
E assim foram bem devagarinho: pé cá, pé lá… pé cá, pé lá … pé cá, pé lá …
E chegaram à cozinha escura. O guarda não viu nada.
Todos procuraram pelo pote de doce de leite, mas acabaram descobrindo que ele foi guardado lá no alto, dentro do armário.
Pompom esticou bem seus bracinhos, mas suas mãos não alcançavam a porta de cima do armário da cozinha.
Polichinelo também tentou, se esticando todo, mas não conseguiu chegar perto.
A Pituchinha então disse:
Cada um de nós sozinho nunca vai provar aquele delicioso doce de leite que está lá em cima. Meu plano é subirmos uns nos ombros dos outros para alcançá-lo, e então…
Todos gostaram da idéia, e foram logo fazendo. Primeiro foi Polichinelo, que era o mais forte. Depois Pompom subiu em seus ombros, e por último subiu a Pituchinha, que esticou bem os bracinhos e abriu a porta de cima do armário. O pote de doce de leite estava lá no fundo, e sua mãozinha estava quase conseguindo agarrá-lo. Deu mais uma esticadinha, tentou uma puxadinha e então…
O pote de doce de leite escorregou, voou na parede e …
Bum!
Espalhou doce para todo lado. E o pior, com o barulhão, na certa o guarda iria pegá-los…
E pegou. Ficou muito zangado com aquela bagunça toda, que ele não queria limpar.
Foi então que teve uma idéia: guardou cada bonequinho em sua caixinha, bem preso por uma fita, para só se soltar na casa da criança que ganhar aquele brinquedo.
Desse dia em diante, as lojas de brinquedo passaram a guardar seus bonecos bem fechadinhos em caixinhas – para que não façam bagunça na loja de noite. Já reparou como eles vêm bem embaladinhos?
FIM

O Palhaço e o Nariz

Era uma vez um palhaço muito engraçado, e muito bonzinho. As crianças adoravam ir ao circo só para ouvir suas piadas e cair na gargalhada.
Quando o circo chegava, era aquela festa! Todo mundo se arrumava para ver os malabaristas e outros personagens, mas famoso mesmo era o palhaço.
Sempre que ele entrava no picadeiro, fazia suas gracinhas, e contava suas piadas, as crianças logo gritavam felizes:

– Eh! Esse palhaço é muito bom! É muito engraçado mesmo!
O que ninguém sabia era que o palhaço era um velhinho triste, muito triste com o seu nariz, que ele achava muito feio:
– Se as crianças me virem sem fantasia, vão me achar horrível com este nariz!
E tanto ele sofria com isto que, um dia, um anjinho teve pena dele:
-Está bem, vou levar você até o Planeta dos Narizes, e você vai poder escolher um nariz novo que o deixe muito feliz!
-Obá! (o palhaço nunca esteve tão animado!)

Voaram para o espaço, e viram a Terra lá de longe. Viajaram pelas estrelas até encontrar o Planeta dos Narizes. Ali só tinha nariz, e mais nada. O palhaço nem sabia o que fazer, de tanto nariz que tinha neste lugar.
Olhou para tudo o que pôde, e começou a experimentar as trocas. Na frente do espelho, ele tentava: primeiro este, depois aquele … até encontrar um que achou muito bonito.
O anjinho olhava tudo com muita paciência, pois aquele era alguém especial: um palhaço muito bonzinho.
– Podemos voltar para a Terra?
– Claro! Vamos lá!

Na hora do espetáculo, o palhaço entrou no picadeiro se achando o máximo, lindo de morrer. Contou uma porção de piadas, fez todas as gracinhas, mas…
Até o faquir, que estava esperando sua vez, desistiu de esperar a risada de sempre, e perguntou:
-Já posso começar? É a minha vez?
O palhaço saiu muito triste, e foi procurar o anjinho. Pediu para voltar novamente ao Planeta dos Narizes, pois a criançada não tinha gostado nada deste. E então foram até lá.
Uma…
Duas…
Três…
…. muitas vezes! E em todas o resultado era o mesmo:
– Uh! Esse palhaço é feio! Não é engraçado, não! Uh! – e a vaia doía e rolava nos olhos do palhaço, que a toda hora escolhia um nariz novo.
Até que, um dia, o palhaço estava lá escolhendo nariz no Planeta dos Narizes, quando descobriu um que ele nunca tinha visto antes:
– Ahá! Deste aqui as crianças vão gostar, tenho certeza!
E voltaram os dois para o circo.
Na hora do espetáculo:
Foi aquela festa!
O palhaço contou suas piadas, e a criançada riu muito com ele!
Todos comemoraram a volta do palhaço engraçado. Até a vovó ficou contente e dançou com a criançada:
O palhaço ficou muito feliz, e saiu correndo para contar ao anjinho que, finalmente, tinha escolhido o melhor nariz. Só não esperava que o anjinho lhe dissese:
– Esse é seu próprio nariz, aquele que deixava você tão infeliz …
Muito espantado, o palhaço acabou reconhecendo que era mesmo! Mas a verdade é que estava muito feliz, e logo voltou correndo para o circo e seus amiguinhos contentes.
Descobriu que nada é melhor do que sermos nós mesmos.

FIM

ATIVIDADES PARA O MATERNAL

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ATIVIDADES COM CRIANÇAS DE 2 a 3 ANOS

As crianças de 2 anos são  muito alegres e quando possuem um lápis e um papel se divertem bastante.Nesta idade, porém os lápis devem ser estreitos.
Em torno de 3 anos as crianças podem também apontar os lápis.  Mas tome cuidado na hora de comprar  os lápis e giz, de forma que não contenham elementos danosos para a saude. As crianças gostam de  desenhar e pintar, como tambem mostrar suas criações para pais e conhecidos.
As tintas de dedo são as preferidos das maiorezinhas.  Com as mãos sobre o papel estao prontas para pintar com muita alegria. Papéis mais grossos são os indicados, como também maiores.
Gostam tambem de construir suas próprias casinhas. Feitas de caixa de papelão com portas e janelas de abrir e fechar.  Os móveis também podem ser construídos com caixinhas. Elas mesmas podem pintá-las.

As crianças podem fazer colares de diversos materiais. Como modelar formas para pintá-las depois.

No segundo ano de vida podem também começar a cantar. Cantem juntos!  Elas aprendem rapidamente.
De às crianças instrumentos musicais simples e fáceis de fazer manualmente. Esses podem ser uma tampa de panela, uma colher que proporciona ritmos como também os instrumentos ritmicos  industrializados: xilofone, tambor, piano elétrico.   Desenvolvimento da fala                       
Com brinquedos simples  o desenvolvimento das crianças pode ser estimulado. Pode-se sempre perguntar: “Onde está…?” com essa indagação  feitas sobre diversos materiais e móveis existentes na sala, ou em um livro, você ajuda a elas a aprender o nome dos objetos de entorno e a conhecer o mundo à sua volta.
Sua
Ainda que a criança não compreenda o sentido da palavra ela apreende  o sentido da língua, coisas e relações observando e vivenciando.

Quando a criança observar uma máquina de lavar roupas, por ex., você pode esclarecê-la como você faz para lavar roupa.  Ponha o sabão em pó, mostre que fecha a tampa, que liga a máquina, que depois a máquina enche de água, que ela bate a roupa, enche-se de espuma, etc.
Quando a máquina parar de funcionar, mostre à ela que a roupa está úmida e limpinha, que você agora irá dependurá-la para secar.
Wenn Ihr Kind Sie beim Füllen der Waschmaschine beobachtet, können Sie ihm erklären, dass Sie jetzt Waschpulver dazugeben und dann fließt das Wasser aus dem Schlauch in die Maschine, die Trommel dreht sich, dann bildet sich Schaum und die Wäsche wird sauber. .(weißt du) Como outra  brincadeira , você pode apontar  perguntar-lhe:- Aonde está seu nariz?
… Sua orelha… sua cabeça… seu braço… sua boca?  E assim ela vai aprender brincando.

Nessa idade um bom brinquedo para a criança é um livro de capa e folhas duras. Ali elas podem folhear, sentir e você pode esclarece-las  sobre cada figurinha que esteja ali.

Para que a linguagem se desenvolva converse com ela e deixe que ela tenha contato com outras crianças. Logo verá como falará mais  e cada dia mais corretamente. Conte historinhas para elas. Gostarão de ouvir e pedirão que repita-as. Você verá que um dia elas já terã até mesmo decorado a estorinha e quando você a contar ela a irá complementar. Um bichinho de pelúcia, pano, uma bola colorida ou briquedos de plático de montar. Mostre como devem fazer e elas  o farão.

ATIVIDADES CRIATIVAS COM CRIANÇAS PEQUENINAS  até 4 anos

É muito importante, na primeira vez que  que as crianças procurem trabalhar sozinhas, no entanto, sem que sejam forçadas a isso. Você, naturalmente precisa estar de olho  nelas, pois gostam de por coisas na boca.   Especialmente quando trabalharem com balões, algodão, jornais e peças pequeninas. Não espere uma super-produção ou que os trabalhos sejam perfeitos e com bom acabamento.
Ao praticarem atividades criativas, cada vez mais exercitando a coordenação motora, você verá que elas irão aprimorando suas técnicas e resultado final do que criarem.
A repetição de atividades é também muito importante para as crianças. O que para um adulto pode parecer repetitivo, para as crianças é sempre uma aventura e encontram novidades para experenciar.
Experimente, depois de duas semanas que apresentou determinada atividade,  colocar à disposição das crianças o mesmo tipo de material que já aplicou anteriormente e verá quanto progresso elas demonstrarão realizar.

Uma idéia para crianças que engatinham 

Se você sabe tricotar, faça uma luva, se não adquira uma e pregue nas extremidades de cada dedo um pequeno sininho! Você poderá também desenhar uma carinha nos dedos e se quiser mais costure lã que será o cabelinho das carinhas. Elas adorarão!

Crianças exercitando-se na sala

Preste atenção com as brincadeiras das crianças, é sempre bom ter um colchão de ginástica ou uma colcha almofadada para que as crianças possam brincar e exercitarem-se ali.

Bacia  ou piscina de plástico

Para cada  grupo de crianças duas piscininhas de plástico seria o ideal. Você poderá enchê-la com balões de soprar (meio murchos para não estourarem), jornais (as crianças adoram rasgá-los), algodão (de boa qualidade- para sentarem-se em cima e sentirem a textura macia). Papéis manteiga fazem um barulho agradável de se ouvir, quando se é amassado.   Observando-as sempre para que não engulam  objetos indesejáveis.
No outono é possível encontrar materiais como: castanhas, folhas, que também podem estar nessa pequena piscina, para que as crianças entrem dentro e desenvolvam seus sentidos.
Quando o tempo estiver quente, pode-se colocar essa piscina fora e enchê-la de água. Ponha dentro potinhos vazios de iogurte, colheres de plátstico, baldinhos e deixe-as brincar  ali. Observando-as sempre.

Música com  materiais de casa.

Caixa de ovos, latas de bebida, colheres, pauzinhos  ou hastes de madeira, etc. podem transformar-se em instrumentos musicais. Use a criatividade!

*Enchendo objetos
Dê para as crianças diferentes  latinhas, copos de iogurte vazios, papelões, garrafas de plástico, etc. Elas poderão encher esses objetos com areia, e no verão brincar  fora ou também utilizando água.  Comece você mesmo demonstrando como se pode construir uma  torre, uma montanha, etc com areia, logo elas estarão fazendo o mesmo.
Conhecendo as formas

Recorte nas caixas de papelão (de produtos caseiros) ou caixas de sapato  diferentes formas: círculo, triangulo, retangulo, etc.
Dê para as crianças cortiça, bloquinhos de madeira para montar,  pedaços de papéis grossos e peça-as para que as coloquem nos buraquinhos (de diferentes formas)  das caixas.

Rolos de papel higiênico

Dê a elas alguns rolos de papel higiênico vazios ou rolos de papel de cozinha e elas poderão brincar com eles, fazendo-os rolar, apertando-os, o mais forte consegue até rasgá-os, podem também pisar em cima !
Se as crianças forem um pouco maiorzinhas já podem  pintar os rolos com tinta de dedo ou ainda colar papéizinhos coloridos que podem ser rasgados em cima

Saquinhos recheados

Uma coisa que pode ser feita rapidamente  é  fazer saquinhos de pano recheados ou mesmo luvas laváveis recheadas.
Encha-as com algodão, arroz, ervilha seca, castanhas, ponha sininhos em cada dedo da luva, etc. As crianças dessa idade gostam de sentir o tato e escutar o som que os objetos produzem.

Painéis de textura

Numa cartolina cole uma lixa de papel, folha de alumínio, tecido, algodão, botões,  cortiça, formando dois painís. Deixem as crianças sentir as diferentes texturas.
Você pode escondê-las  sobre um pano e as crianças maiorezinhas poderão  pelo tato adivinhar  de qual painél se trata.

Cobra  de pano

Costure uma cobra comprida, feita de retalhos de tecido e encha-as com algodão. As crianças irão gostar muito de apalpá-la com a mão.  Voce poderá utilizar outros materiais para enche-la.

Recipiente de filme

Você poderá também encher um potinho de plastico desses de filme fotográfico com ervilhas secas, arroz, sininhos, pedrinhas. Depois, é só fechar bem e para segurança lacre-a com auxilio de fita isolante ou crepe.

Papelão           

Pode-se pintar um papelão com tintas de dedo.
Uma caixa de papelão pode virar uma casinha. É só cortar as portas e janelas. Claro que essa caixa deverá ser grande.
Com papelão a criança maiorzinha poderá ensaiar recortes (com tesoura sem ponta) e poderá fazer estrelas, ovos de páscoa ( para servirem de móbiles após serem pintados), etc.
Lembre-se que quando elas trabalharem com tinta de dedo, devem usar uma roupa velha ou um avental e o chão ou mesa devem estar protegidos com jornal.

Aprendendo a guardar os brinquedos

Deixe as crianças  guardar os brinquedos que utilizaram na aula. Elas podem pô-los em uma caixa de papelão vazia. Podem por: bolas de papel, algodão, bolinhas, etc. Quando tudo estiver dentro todo mundo canta uma musica  e se houver tempo coloca-se tudo no chão novamente e de novo começam a guardar e depois a cantar.

Espelho de papel alumínio

Você pode colar uma folha de papel aluminio no chão para que as crianças ao engatinhar olhem para seu reflexo. Os pequeninos gostam de se mirar no espelho..

Travesseiros de balões
Com uma colcha de face dupla, dessas que se colocam um estofado dentro você pode fazer um grande travesseiro de balões. É só colacar nas colchas diversosbalões de ar (meio vazios para que não estourem) e então as crianças poderão engatinhar e rolar por cima.
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Brincadeira na areia

Quando estiverem fora,  dê à crianças forminhas, regadores, água e colheres e deixe-as brincar à vontade.

Rasgar e colar

Deixe as crianças rasgarem diferentes tipos de papéis: Jornais, papéis transparentes, coloridos, dourados e depois colarem sobre uma cartolina ou papél..

Tecido e lã

Colar restos de tecidos de diferentes formas e tamanhos. Para se colar lã é necessário uma destreza maior, pois a criança precisará firmá-la com a ajuda outros dedos  para que se fixe no papel.

Caixas de ovos vazias

São também boas para que as crianças as rasgem ou  para ser utilizada na confecção de papel maché – que serve-se como ótimo recurso para fazer brinquedos diversos: galinhas, frutas, máscaras, etc.
As crianças também poderão brincar de colocar materiais dentro da caixinha de ovos: papéis amassados, cortiças, etc. Tome porém, cuidado para que não levem objetos pequenos na boca.

Rasgar e cortar

Catálogos velhos ou jornais podem ser um ótimo material para que as crianças brinquem de rasgar . Quando são maiores podem exercitar-se em cortar as figuras.  (lembre-se com tesoura sem ponta)

Areia e cola

A areia pode ser muuito bem misturada com a cola, com isso aplicar essa mistura em latinhas e em cima enfeitar com conchinhas do mar, etc.

Navio de puxar

Com uma caixa de ovos podemos contruir um navio de puxar. Com isso as crianças podem pintá-lo com tinta de dedo . Ponha um barbante em uma extremidade e o barquinho está pronto.

Colar de macarrão

Com um cordão e vários macarrõezinhos é possivel fazer um colarzinho!  As maiorezinhas  treinarão sua coordenação motora e adorarão o resultado final.

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