Formação cidadã

O processo de formação dos filhos é fundamental para que possamos ter uma sociedade consciente de seus direitos e deveres. Atualmente, o que vemos é uma total desestruturação familiar e, com isso, quem perde é a sociedade. Ou seja, os valores morais e mesmo intelectuais, se perderam nas barbáries ideológicas de poucos dominantes. Isto é, a televisão (aberta) como meio de comunicação e informação, formata o ideários das pessoas menos esclarecidas como bem entendem. Eternos alienados do consumismo capitalista. O capital é muito bom, certamente, mas o consumismo não.

Tudo está dentro da mais completa normalidade […]. A #educação dos pequenos; a orientação sexual – eles e elas, como nunca, estão saindo tranquilamente de dentro dos “armários“; o uso das drogas, lícitas ou não, têm seus consumos cada vês mais aumentados… Isso sem falar dos gostos musicais apuradíssimos de nossos jovens. E as novelas da Rede Globo? Que beleza, não é mesmo?

Não devemos, creio eu, prezar o conservadorismo. As pessoas estão em um eterno processo de transformação, de construção de suas subjetividades. Entretanto, devemos perceber o “novo, o moderno”, com cautela. A lei da Palmada; a descriminalização da maconha; o aborto; o casamento entre pessoas do mesmo sexo; […]. Até que ponto tais coisas podem melhorar ou piorar a sociedade em que vivemos?

Os conceitos de ética poderiam ser interessantes se compreendidos por todos. Somos cidadãos do mundo e precisamos saber viver em sociedade. Para isso, precisamos conhecer nossos direitos e deveres, respeitar nossos pares e deles receber o mesmo respeito. Claro, começando pelos políticos que aí estão.interessante_continue

Pedagogia familiar

Pedagogia familiar deve ser entendida como a maneira que usamos para educar os nossos filhos.

No ensejo de vislumbrar um mundo onde todos possam exercer sua liberdade, a família por meio dos  pais, deve buscar alternativas para estimular as crianças e jovens a ter mais dignidade, hombridade, respeito e também outros valores para viver em sociedade.. – Que outros valores são esse? Ora, sabemos que a BASE ÉTICA de qualquer indivíduo é construída no ceio FAMILIAR. Ou seja, os conceitos sobre respeito, dignidade, hombridade, são aprendidos pelos exemplos que a criança ou adolescente percebe em sua família.

No que se refere as problemáticas sociais alem do que esta continuamente sendo produzido no âmbito da ciências, existem outros saberes produzidos em diversas instituições sócias . […] (BRASIL; MEC.1998,P.32). Grifo nosso

Sendo a família que estabelece a base educacional de seus filhos, cabe á ela ensinar os princípios morais e éticos, religiosos e culturais a que seus membros pertencem. Quando isso deixa de ser feito , quando os pais não se preocupam muito com seus filhos, essas crianças passam a não ter uma base educacional, e, com isso, não têm um ponto de referencia do que pode ser certo ou errado.

O que é considerado certo ou errado aprendemos com nossas famílias. O alicerce, a base que norteará o indivíduo por toda a sua vida social é aprendida desde o “berço” com seus pares. Os exemplos que a criança capta do meio onde vive é o que formará sua personalidade. Se tem bons estímulos certamente vai agregar valores bons. Porém, se os exemplos que seus familiares lhe passam são ruins, assim também formará seu caráter.

Além disso, não havendo um acompanhamento familiar adequado certamente será mais difícil dessa criança ter um bom desempenho escolar, e com isso, não se tornará um bom cidadão. Os chamados alunos “problemas” são justamente aqueles quer a família não os acompanha, não olha seus cadernos, não vai a escola ver como está se comportando, etc. O aluno sente que a família não se preocupa com ele e, assim, torna-se um indivíduo relapso, já que não é cobrado por nada mesmo.

A educação cidadã começa em casa, e deve sempre estar firmada na moral e na ética, pois só assim teremos uma sociedade justa e consciente dos seus direitos e deveres. A partir daí teremos mais respeito com a vida, com a dignidade alheia e com o futuro dos nossos filhos.

 Os seres humanos convivem em sociedade e a aventura da convivência, desafia-os a enfrentar e procurar responder a todo o momento a pergunta: “ Como agir na relação com os outros”. Trata-se de uma pergunta fácil de ser formulada, mas difícil de ser respondida. Ora esta e  a questão central da moral e da ética […] (BRASIL; MEC.1998,P.32).

QUÊ EDUCAÇÃO?

Corações acelerados: ano de eleições; copa do mundo; entregar a monografia a tempo… verdadeira loucura. Em tempos de globalização, não há espaço para perda de tempo.
O danado do relógio anda a passos largos e, como seres sociais, pertencentes a um grupo: Homo Sapiens ou terráqueos, temos de nos subordinar ao relógio. Essa tecnologia que escraviza o homem e a mulher do mundo capitalista dita às regras do nosso dia a dia. Controla nossos passos.
Naturalmente, há que se ter um controle para gerir o mundo, pois, dependemos uns dos outro. Portanto, além do relógio, precisamos de ideologias, de Leis, acordos, de religiões… Se cada um quiser fazer do seu jeito, vira bagunça. Porém, esse conjunto de idéias que normatizam o que pode e o que não pode, escraviza as pessoas. Visto que, a classe dominante é quem impõem tais regras comportamentais. Notadamente, os senhores do engenho, os que mandam, visam o capital, o lucro a qualquer preço.
Percebemos isso, quando em países considerados de terceiro mundo, não se dá a mínima para a Educação. Já são subdesenvolvidos por não investirem em Educação. Por outro lado, é mais fácil domesticar um povo que não conhece seus direitos.
E o Brasil? Segundo o Ministério da Educação: um aluno da Escola Pública custa aos cofres da união cerca de R$ 1500,00 mensais. Ao considerarmos que em uma faculdade privada o custo médio de um curso gira em torno de R$ 800,00, com direito a biblioteca, computadores, salas climatizadas, laboratório de pesquisas… O filho do cidadão que paga R$ 1.500,00 para a Escola do governo (todos pagam impostos), tem melhor aproveitamento em seus estudos, visto que paga dobrado?
É de se pensar, portanto, que em muitas regiões do país, nem Escola existe. Os políticos estão pedindo votos por aí, precisamos avaliá-los direitinho. Chega de patifaria, de conversa fiada, promessas, vamos aproveitar esse direito democrático para exercer nossa cidadania com responsabilidade e criticidade.

EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA – ALFABETIZAÇÃO

PERSPECTIVAS:

A educação há muito, tem sido alvo de críticas de vários setores sociais. Ora por sua postura tradicionalista; ora pelos resultados nada animadores…
Ao ver as estatísticas referentes à quantidade de analfabetos funcionais existentes no Brasil. Percebemos que as críticas têm suas razões. O modelo de alfabetização utilizado pela maioria dos professores alfabetizadores, o construtivista, tem sido mal interpretado. Ou seja, a ideia que o aluno aprende por si só, não quer dizer que ele aprenda só. Desta forma, portanto, o educador tem de acompanhar o desenvolvimento do alfabetizando, inclusive mudando sua metodologia de ensino, se for o caso.
Vejam só, se o educando não esta progredindo no universo das letras, então tem alguma coisa errada. Ou o método é ineficaz ou, o indivíduo tem algum problema cognitivo. Verificando que o aluno é capaz (não tem nenhum problema de ordem orgânica). Então o mestre deve rever sua maneira de alfabetizar.
Vamos ver na sequência como funcionam os métodos de alfabetização.

MÉTODOS:

O “MÉTODO GLOBAL OU ANALÍTICO” defende que o melhor é oferecer ao aluno a totalidade. Ou seja, palavras, frases, pequenos textos, para que ele faça uma análise e chegue às partes, que são as letras.
O “MÉTODO FONÉTICO OU SINTÉTICO”, ao contrário, propõe que o aluno aprenda primeiro as letras ou sílabas e o som das mesmas, para depois chegar à palavra ou frase.
Temos ainda o método identificado como “MISTO”, que é a conhecida – cartilha. Baseada em análise e síntese e estruturada a partir de um silabário.
E, por fim, o “CONSTRUTIVISMO” que, no Brasil, teve forte influência com o lançamento do livro Psicogênese da Língua Escrita, de Emilia Ferreiro (Psicolinguista Argentina) e Ana Teberosky (Pedagoga Espanhola), na década de 1980. Lembrando que o Construtivismo é um modelo e não um Método, ele não apresenta uma metodologia a ser seguida.

CONSTRUTIVISMO

“A alfabetização, não é um estado ao qual se chega, mas um processo cujo início é, na maioria dos casos, anterior a escola e que não termina ao finalizar a escola primária”. (FERREIRO, 1999, p.47.). Portanto, a alfabetização não se inicia quando a criança é inserida no espaço escolar. A alfabetização é um processo diário que se inicia quando a criança começa a ter contato com as letras. Ou seja, logo após seu nascimento; em situações onde há interação com as letras, como numa cantiga de ninar, por exemplo.

Naturalmente, que a percepção de letras que a criança tem, nessa idade, não é a mesma que uma criança de 6 ou 7 anos, por exemplo. Mas, já percebe que os signos dizem alguma coisa. E, principalmente, se os familiares fizerem uso de práticas de leitura e escritas.
Alfabetização (letramento) é um processo sem fim… Após ter consciência, codificar e decodificar os símbolos da escrita, o letramento seguirá até o final da vida…
E você, como pensas? Como avalia a alfabetização no Brasil, esta boa ou ruim? O que fazer para melhorar?
Percebas que nossas crianças estão concluindo o ensino fundamental, sem saber ler e escrever com fluência. Aliás, muitos acadêmicos não sabem, não conseguem escrever um pequeno texto coeso e coerente.
Tanto é que o “bicho papão” dos vestibulares é a REDAÇÃO. Um assunto comum como “Meio Ambiente”, por ser assunto do momento, da para encher páginas e páginas. No entanto, muitos, não conseguem escrever metade de uma página. O que esta acontecendo? Incompreensível…
Nas escolas, perde-se muito tempo com coisas inúteis, enquanto que outras mais importantes como: leitura e escrita, não esta tendo o destaque merecido. É preciso deixar claro que só se aprende ler e escrever – lendo e escrevendo. A prática é que desenvolve o gosto, o prazer, pelas diversas literaturas. Não basta conhecer a estrutura lingüística de uma língua, se não praticarmos tal língua… falar bem, escrever bem, ser fluente, necessita treino, prática, e isso, esta sendo negado a nossos alunos.
As pessoas, de uma maneira geral, só escrevem quando precisam fazer uma lista de compras ou, então, marcar um número de telefone ou endereço de alguém. Notadamente, com o advento das novas tecnologias, existe uma interação escrita através do MSN, ORKUT… isso faz com que as pessoas escrevam mais. Porem a grafia é horrível. Palavras ilegíveis, invenção de novos termos- naom=não, que a meu ver, não é para escrever mais rápido, como alguns dizem, é o próprio analfabetismo que não os deixam escrever corretamente…
Portanto, penso que a escola deve fazer uso dessas novas tecnologias, da qual os jovens são fortes usuários, como ferramenta de desenvolvimento da linguagem, (leitura e escrita). Infelizmente há, nesse sentido, muita resistência, pois, muitos professores não dominam tal tecnologia. Isso faz com que fiquem retidos no passado, com metodologias da era jurássica, esquecendo que estamos no Século XXI- A década das informações imediatas.
Por outro lado o governo pouco tem feito para que a educação mude para melhor, visto que pouco investe na área. Escolas sucateadas, professores desmotivados, a comunidade escolar não esta nem um pouco preocupada com a educação das crianças, é mais interessante a novela das oito, do que olhar os cadernos de seus filhos. Que, aliás, esses pais e mães também não podem cobrar muito de seus filhos, pois, eles mesmos não se preocupam com a própria educação. E não é porque falta oportunidade, por mais que não seja grande coisa, mas se o indivíduo quiser estudar sempre tem uma escola que oferece cursos noturnos para adultos. Portanto, a regra é simples, se não faço não posso cobrar dos outros… E assim vai se dando a proliferação de analfabetos e analfabetos funcionais… Os políticos adoram isso, pois, o povo se torna massa de manobras, de fácil manuseio. Visto que, por não estudarem, não conhecem seus direitos, uma cesta básica é o suficiente para comprar-lhe a consciência.
Pense em um Brasil melhor, sem analfabetismo- de cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres, de políticos honestos… Será um sonho… Eu acredito que seja possível, mas só vamos chegar a esse ponto através da EDUCAÇÃO. Então o que estamos esperando? Vamos arregaçar as mangas e dar ao povo brasileiro o que eles merecem – Educação de qualidade.
O analfabeto funcional é a pessoa que vive em um mundo, mas não compreende o que acontece a sua volta. Porque as coisas são como são… Não tem percepção do mundo, um cego no paraíso.